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Formação de Lideranças

O Programa Metodista de Formação de Lideranças para Educação na Sustentabilidade no Ensino Superior (FLESES) é o primeiro passo para a inclusão da sustentabilidade nos currículos dos cursos oferecidos pela Universidade.

O objetivo do FLESES é lançar as bases para que cada uma das sete faculdades da Universidade possa criar os caminhos para inserir a sustentabilidade em sua área de conhecimento e formação. Para isso, foram realizadas reuniões com os coordenadores dos cursos e diretores de cada faculdade em que foram identificados, através da construção de mapas mentais, em quais módulos/ disciplinas o tema sustentabilidade poderia ser incluído na grade curricular. A partir daí os coordenadores indicaram os docentes responsáveis por estes módulos/ disciplinas para participarem da turma I do FLESES. 

O FLESES faz parte do Programa Metodista de Educação e Desenvolvimento - Atualiza, que oferece capacitação profissional a todos os públicos da Instituição e é composto pelos 3 módulos a seguir:

 

Módulo I – Futuros Sustentáveis: uma criação coletiva

Para tratar a Sustentabilidade de forma transversal, foram desenhados os seguintes objetivos específicos para este módulo:

  • possibilitar o entendimento da relação de sustentabilidade com a construção de cenários futuros;
  • estimular a reflexão sobre a relação do exercício profissional com a sustentabilidade planetária nas carreiras oferecidas na universidade;
  • delinear o papel vislumbrado para os alunos na construção do futuro e o papel dos professores para atingir esta meta;
  • delinear os caminhos e formas de introdução da sustentabilidade nos planos de ensino de 2010.

A primeira edição foi realizada nos meses de outubro a dezembro de 2009 com a participação de 76 professores das sete faculdades, que iniciaram a formação da “Academia de Sustentabilidade” composta por docentes voltados para o tema em suas áreas de atuação.  A carga horária foi de 40h na modalidade semipresencial, com a utilização da Plataforma Moodle.

Para o trabalho final de conclusão do módulo, os professores desenvolveram um Plano de Ensino, de uma disciplina ou módulo que lecionaram no primeiro semestre de 2010.

 

Módulo II – Sustentabilidade em Ação: novas metodologias para novos planos de ensino

O desafio do Módulo II é aplicar novas metodologias que possibilitem introduzir a questão ambiental nos programas de ensino. A primeira edição deste módulo ocorreu em fevereiro e março de 2010, de forma semipresencial, sendo as duas primeiras semanas na modalidade presencial e as demais a distância, totalizando 20horas/aula cada modalidade.
O trabalho final de conclusão desta etapa foi a preparação de uma aula piloto baseada nas metodologias e técnicas apresentadas nos encontros presenciais.

 

Módulo III – Formando a Academia de Aprendizagem em Sustentabilidade

A primeira edição do Módulo III será realizada entre maio e agosto de 2010 e tem como público-alvo os docentes que concluíram os Módulos I e II.

O objetivo deste Módulo é propor aos docentes o registro das experiências com sustentabilidade em suas disciplinas e módulos, formando um relato, que agregado ao relato da turma, possa sintetizar o trabalho desenvolvido e transformar-se em um corpo de conhecimentos para alimentar o programa, incluindo aí as novas turmas do FLESES.

Foi proposto um Protocolo de Registro para sistematização das experiências, possibilitando a troca de informações e permitindo análises transversais. Durante todo o semestre será oferecido pela equipe de apoio um suporte para a aplicação dos novos planos de ensino.

 

Próximas Edições

Tendo em vista o sucesso alcançado pela primeira edição do Programa de Formação de Lideranças em Educação na Sustentabilidade no Ensino Superior (FLESES) e o interesse despertado na comunidade acadêmica e administrativa da instituição, foi oferecido os módulos I e II do FLESES aos demais professores interessados, agora não mais sendo necessária a indicação do coordenador. Foi também oferecido uma versão do FLESES para o corpo administrativos da universidade. Este é um passo subseqüente na estratégia de transversalização do eixo na Instituição.

 

Resultados

O primeiro resultado importante do Programa Metodista Sustentável (PMS) foi a inserção de sustentabilidade como um dos valores que norteiam todo o processo de ensino na Universidade, expresso no PPI 2008-2013. Essa inserção foi resultado do consenso entre todos os envolvidos na elaboração deste projeto e é essencial para manter a unidade e penetração do Programa em toda a instituição.

Todo o processo de construção do PMS foi feito bottom up, ou seja, a iniciativa é construída coletivamente entre os participantes do programa, o que garantiu sua permeabilidade em todos os níveis hierárquicos incluindo a alta direção, coordenações e gerências, docentes e corpo administrativo. O apoio e envolvimento de todas as pró-reitorias foram essenciais para fortalecer o programa e dar visibilidade a sua estrutura multifacetada.

É importante ressaltar o envolvimento integral da Pastoral Universitária, que exerce um papel preponderante nesta instituição, que é confessional. Sustentabilidade foi um tema abraçado pela Pastoral desde o lançamento do Programa e está sendo difundido pela ação deste setor em todos os momentos de reflexão e comemoração da instituição.

Leia abaixo os resultados obtidos na primeira edição do FLESES para cada um dos componentes essenciais do PMS:

 

Componente Educacional

A forma bottom up adotada para sua construção, é em si um resultado inovador, já que todo o processo de inserção de sustentabilidade dentro dos módulos/disciplinas de cada curso e a implantação na grade curricular de novos componentes, não altera os projetos pedagógicos vigentes e os percursos da formação.

Embora o projeto ainda esteja no segundo ano de implantação, é perceptível a formação de uma cultura organizacional voltada para a sustentabilidade, que nasce da agregação de valores e práticas já existentes, que são re-significados e alinhados a um novo programa capaz de polarizar toda a universidade. Essa polarização, por trazer novos desafios, incrementa e fortalece o capital humano da instituição e cria um ambiente propício para a formação de novas lideranças.

Os docentes que participaram dos Módulos I e II do FLESES tiveram a oportunidade de introduzir em sua prática cotidiana uma aprendizagem baseada em reflexão, produção de conhecimento, envolvimento comunitário, pensamento sistêmico, inter e transdisciplinaridade e uma ética voltada para um novo paradigma de desenvolvimento para o século XXI.

Incluído no Programa, o docente deparou-se com a re-significação do seu papel como professor e com a necessidade de inovar na forma de ensinar/aprender, além de fazer parte de uma instituição que está à frente de um processo importante de inovação educacional.

Além do desenvolvimento proporcionado a docentes e discentes, destaca-se o desenvolvimento dos setores de pesquisas e extensão, na área de sustentabilidade. Na revisão das áreas temáticas de pesquisa em andamento, a sustentabilidade já está sendo adotada como uma nova área comum.

Já o corpo administrativo terá a oportunidade de identificar e aplicar em suas atividades cotidianas os conceitos e medidas práticas de sustentabilidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho em direção a um dia a dia sustentável.

 

Componente de Infraestrutura

O diagnóstico do componente infraestrutura, referente à água, energia e emissão de gases do efeito estufa foi finalizado e os resultados discutidos em março de 2010, com os administradores dos campi e com o Comitê de Sustentabilidade, será usado como base para a elaboração dos Planos de Mitigação e Monitoramento.

Dado o pioneirismo da iniciativa, não existem padrões para o setor que possam servir para comparar os resultados obtidos pelo diagnóstico, mas esses resultados iniciais serão essenciais para acompanhar a evolução das ações propostas pelo Plano de Mitigação e para o Monitoramento destas, bem como mensurar a evolução da instituição no caminho para a Sustentabilidade.
Exemplos de iniciativas similares podem ser encontrados no exterior, mas as diferenças encontradas entre universidades estrangeiras e as nacionais impossibilitam a comparação com os resultados obtidos até agora.

A adoção de práticas que reduzem o desperdício e encaminham para o uso correto de recursos tende a produzir benefícios econômicos no curto, médio e longo prazo.

 

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