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"Com esse diálogo, queremos mudar o mundo", diz docente americana sobre projetos de internacionalização

Margaret Griesse, da Universidade de Washington, acompanha estudantes Americanos em intercâmbio na Metodista

11/08/2017 17h40 - última modificação 14/08/2017 13h37

Margaret Griesse foi a palestrante convidada da Aula Inaugural da Pós em Educação

Muito além da visão mercadológica, tão comum entre os estudantes e empresas que realizam programas de intercâmbio atualmente, os projetos de internacionalização da Universidade Metodista de São Paulo visam ao diálogo, respeito às diferenças e compreensão mútua. A professora Margaret Griesse, docente da Universidade de Washington, é a responsável pelo projeto internacional que traz alunos dos Estados Unidos para a Metodista.

Há sete anos à frente do programa, Margaret ressalta os pontos altos e dificuldades enfrentados nesta empreitada: questões financeiras, acadêmicas, culturais e linguísticas são consideradas no desenvolvimento do projeto e no recrutamento de alunos. “Temos que pensar o programa em outubro para viajar em agosto. Os estudantes têm que arcar com a viagem, dependemos dos calendários acadêmicos dos dois países e eles precisam aprender o mínimo sobre o país para que participem do programa”, conta.

Os estudantes recebem aulas sobre o Brasil, sua situação política, econômica, história e cultura, antes de viajaram para cá. No Brasil, vêm direto para a Metodista onde estudam português e a cultura brasileira, depois passam alguns dias no Rio de Janeiro e partem para o Mato Grosso para conhecer tribos indígenas.

“Alguns estudos têm mostrado que estudantes que voltam de estudos internacionais, aprendem a ter mais compreensão pelo outro, mais facilidade de lidar com as diferenças, mais tolerância. Geralmente, esses programas chamam a atenção em termos instrumentais, como possibilidades do mercado de trabalho, mas fazemos uma abordagem diferente”, comenta.

Os estudantes ficam hospedados em casas de famílias brasileiras, assim podem conhecer os hábitos do País e conviver com essas diferenças no dia a dia. “Queremos fazer isso com esses programas internacionais. Com esse diálogo, queremos mudar o mundo”, diz. Muitas vezes, os estudantes americanos retornam ao Brasil para ver as famílias que os receberam, conhecer outros estados e aprofundar seus conhecimentos.

A professora Roseli Fischmann, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação, direcionou a conversa de Margaret com os alunos do Programa na aula inaugural e ressaltou as experiências com alguns dos estudantes intercambistas que conheceu. “Há valores humanos que não se pode comprar e nessa vivência você observa esse voltar-se para muitos questionamentos. O estudo da língua nesse caso é voltado para a compreensão mútua”, completa.

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