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Comunicação especial facilita educação de surdocego, mostra especialista

Palestra sobre alunos surdocegos foi promovida pelo Núcleo de Acessibilidade

24/09/2019 22h05 - última modificação 24/09/2019 22h04

Palestra sobre alunos surdocegos foi promovida pelo Núcleo de Acessibilidade

Mesmo com duas perdas sensoriais juntas, é possível ao surdocego ter controle da vida e participar de atividades como a de frequentar uma universidade, testemunha a professora Elaine Gomes Vilela, estudiosa de temas sobre inclusão escolar. Em palestra a docentes da Universidade Metodista de São Paulo sobre Surdocegueira: Possibilidades de Inclusão no Ensino Superior, ela mostrou várias formas de comunicação para compensar as características vulneráveis de portadores de deficiência visual e auditiva, entre as quais a Libras tátil, o Braille manual, grafestesia (escrita das letras nas mãos) e a comunicação háptica (por meio de movimento e tato).

“O cognitivo dos surdocegos está preservado. Eles só precisam de adaptação na linguagem para ter acesso aos conteúdos”, falou Elaine Vilela, doutoranda em Educação na Metodista, ao incentivar que nenhum deficiente deve se sentir impotente e viver à mercê da vida devido às limitações físicas. “Como diz o tema da palestra, há possibilidades para tudo”, pontuou.

O encontro “Consulta Docente sobre Inclusão” foi promovido pelo Núcleo de Acessibilidade na tarde de 24 de setembro e buscou atualizar professores da Metodista sobre os desafios da educação inclusiva. Os temas são desenvolvidos conforme necessidades dos alunos que chegam à Umesp. Já houve palestras sobre autismo e distrofia muscular, por exemplo, menciona a coordenadora do núcleo, Naiane Moraes. “Temos que acolher da melhor maneira essas necessidades”, reforçou a diretora de Extensão e Ações Comunitárias da Metodista, professora Alessandra Zambone.

Elaine Vilela alertou que os professores devem se preparar para lidar com todo tipo de aluno, inclusive o especial, de modo a não estimular o preconceito em aula. O melhor caminho de inclusão é a empatia, colocando todos – alunos e docentes – no lugar da pessoa com deficiência.

Conhecer a origem da deficiência, se congênita ou adquirida, é um primeiro passo para traçar a convivência com o aluno. “Uma pessoa que nunca enxergou ou escutou tem demandas diferentes daquela que já teve esses sentidos antes”, disse a especialista. Ela também mostrou que áudiobooks, impressões de papel em relevo e tecnologia assistida (como teclado de computador adaptado em Braille) são recursos disponíveis para passar conteúdos e fazer avaliações do aprendizado.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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