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Orientações imediatas para a inclusão do aluno com deficiência auditiva em sala de aula

“Comecei a acreditar na minha capacidade. Não me conformava com aquilo. ‘Mas por quê? Eu consigo. Eu já trabalhei. Sei que posso. Por que agora minha surdez está sendo uma barreira?’”


Nas aulas

  • Apresentar ao aluno uma síntese provisória da aula por escrito;
  • Dirigir-se sempre ao aluno para localizá-lo sobre o tema que está sendo falado em sala (falar perto, devagar e olhando para o aluno);
  • Orientar a respeito de termos da área, indicando onde se pode, ou não, utilizar sinônimos;
  • Oferecer questões indicativas para estudo individual dos conteúdos fundamentais da disciplina, especialmente nos textos mais extensos;
  • Cuidar que os vídeos utilizados tenham legenda;
  • Quando necessário estabelecer o sistema de monitoria para estudos;
  • Fixar em murais recados e avisos sobre trabalhos, provas, aulas práticas, laboratoriais, mudanças de horários de atividades programadas, para garantir que o aluno surdo tenha acesso a todas as informações que os outros alunos estão recebendo;
  • Ao serem apresentados seminários pelos outros alunos, considere-se a presença do aluno com deficiência auditiva – inclusive este é um espaço significativo para uma aprendizagem diferenciada;
  • Indicar o tema da aula seguinte, no sentido de possibilitar ao aluno a leitura antecipada do conteúdo proposto.

 
Na avaliação

  • Corrigir a produção escrita de maneira diferenciada, levando em consideração o que está proposto na portaria N.3284/2003, do MEC (“flexibilidade na correção das provas escritas, valorizando o conteúdo semântico”);
  • Propor avaliações mais objetivas, ou, realizar avaliações orais com a tradução do intérprete de LIBRAS. Essas avaliações, caso o professor ache necessário, podem ser filmadas ou gravadas em áudio para ficarem registradas;
  • Flexibilização do tempo e diferenciação da metodologia, caso o aluno tenha grandes dificuldades com a interpretação da língua portuguesa escrita;
  • Evitar prova surpresa sobre o conteúdo da aula do dia, justamente pelo tempo necessário para internalização do conteúdo pelo aluno.
  • Indicar onde seria interessante a presença do intérprete de LIBRAS (avaliações onde o aluno precisaria comunicar-se oralmente com o grupo – docentes e discentes);
  • Avaliar continuamente, considerando os diagnósticos iniciais e a construção gradual do conhecimento por parte do aluno em questão.


Com o intérprete de LIBRAS em sala de aula

  • Lembrar que o intérprete de LIBRAS é um tradutor, não é um professor especialista;
  • Falar de maneira mais pausada para auxiliar a tradução;


Oferecer, no início do período letivo, um glossário com os conceitos básicos a serem trabalhados na disciplina. Esse glossário auxilia o intérprete na pesquisa e discussão, junto com o aluno surdo, dos novos conceitos e sinais que serão utilizados.

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