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Estudo aponta que estímulo do professor é determinante para incentivar alunos a utilizarem a Biblioteca Virtual

Papel do docente é fundamental para aumentar os índices de aproveitamento do serviço financiado pela Universidade Metodista

17/09/2015 17h30 - última modificação 22/09/2015 18h00

Foto: Thaisa Yamanaka

Pesquisa de mestrado realizada pela professora da modalidade de Educação a Distância da Universidade Metodista de São Paulo, Thaisa Bechelli Yamanaka, comprovou ser verdadeira a desconfiança de que o aluno só utilizaria a Biblioteca Virtual caso fosse orientado ou incentivado pelo professor. Utilizando métodos científicos, o estudo evidenciou que de fato o maior motivador do uso da Biblioteca Virtual pelos alunos é mesmo o docente, e isso se deve ao fato da figura do professor ser vista pelos estudantes como parte fundamental no processo de construção de um bom desempenho acadêmico.

O estudo teve como orientador o professor doutor Alexandre Cappellozza (Escola de Gestão e Direito), que destacou o caráter inédito da pesquisa. “Até o desenvolvimento do trabalho da Thaisa não havia nenhum outro estudo científico voltado para a Biblioteca Virtual, foi uma abordagem completamente nova”.

A pesquisa analisou duas formas de atuação do professor: através da orientação (ocasião em que o uso da biblioteca acontece de forma voluntária) e através da mandatória (ocasião em que o cumprimento de determinada atividade exige a leitura de certo livro, ou seja, há uma obrigatoriedade no uso da biblioteca virtual). Em ambos os casos foi comprovado que o papel do professor é primordial na intenção de uso, ou seja, se o aluno tiver o estímulo do professor consequentemente ele terá maior intenção de uso da biblioteca virtual.

Tomando por foco o Estímulo Docente, agente provocador da “intenção de uso”, o estudo dividiu-o em três dimensões que atuam sobre o comportamento de uso, são elas: Facilidade do uso (professor orienta o aluno e ele desenvolve uma percepção da facilidade do uso); Utilidade do uso (professor tem papel fundamental na formação da visão de utilidade da biblioteca, ou seja, se o aluno passar a enxergá-la como um serviço útil e perceber que há um benefício nesse uso, ele começará a utilizar o serviço cada vez mais) e Hábito (através do estímulo do professor o aluno desenvolve o hábito de utilizar a biblioteca).

Durante a realização da pesquisa, foi constatado que os alunos da modalidade Educação a Distância (EAD) têm uma percepção maior de facilidade de uso, de utilidade de uso e de hábito, quando em comparação aos alunos do presencial. Isso aconteceria porque a interação dos alunos da EAD com a tecnologia é maior, pois eles estudam por meio dela em um sistema completamente on-line. Apesar dessa maior percepção dos três aspectos por parte dos alunos da EAD, o resultado final do estudo mostrou que não há diferença entre os estudantes no quesito geral “intenção de uso”.

Para realizar a pesquisa foram empregadas questões adaptadas de um instrumento científico utilizado internacionalmente de adoção de tecnologias, que mede a facilidade de uso e a utilidade de uso, foram acrescentados a esse instrumento especificamente para o estudo de Thaisa, os aspectos de Hábito e Estímulo Docente. Por meio dessa ferramenta foi possível aferir as percepções dos alunos sobre as questões levantadas e fazer a medição das mesmas.

O questionário obteve resposta de 406 alunos da graduação (entre presencial e EAD), o que representa um volume de amostras muito acima do mínimo exigido em pesquisas desse porte. Além disso, outro fator importante na composição da pesquisa consiste no fato de que os questionários foram enviados para os cerca de 40 polos de modalidade de Educação a Distância da Universidade Metodista espalhados por todo o país, ou seja, a tese analisou aspectos das diferentes regiões brasileiras e não se limitou a apenas um estado, desprendendo-se de eventuais regionalidades.

Para o professor Cappellozza a Biblioteca Virtual é tão boa quanto a presencial, e ainda conta com uma vantagem: o benefício da conveniência. “É essencial mostrar esse benefício ao aluno através do estímulo do professor, a fim de aproveitar ao máximo esse grande investimento da Universidade que tanto contribui para a disseminação de conhecimento”, diz o orientador da tese.

A partir dos resultados obtidos por meio do estudo, cabe a instituição juntamente com os professores, tomar as ações necessárias para promover os estímulos de utilização da Biblioteca Virtual, uma ferramenta paga e que “pode ser melhor aproveitada”, segundo a autora da pesquisa.

A ideia de elaborar a dissertação “Biblioteca virtual: uma análise dos fatores antecedentes da intenção de uso dos estudantes do ensino superior”, surgiu a partir de um questionamento que ecoava entre os professores sobre quais seriam os principais motivadores do uso da Biblioteca Virtual, porém, foi a gratidão fator determinante para a escolha do tema. “Em meu trabalho fiz questão de que o objeto de estudo fosse algo que trouxesse benefícios para a instituição, funcionando como uma forma de reconhecimento e gratidão pelo relacionamento de muitos anos que tenho com a Universidade”, diz a pesquisadora que fez graduação e pós-graduação na Metodista e recebeu bolsa de estudo para concluir o mestrado na mesma instituição.

O artigo derivado da dissertação de Thaisa Yamanaka foi aprovado para ser apresentado durante o XVIII SemeAD (Seminários em Administração), evento organizado pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), que acontecerá nos dias 04, 05 e 06 de novembro e tem como principal objetivo contribuir para a difusão do conhecimento voltado à comunidade acadêmica e profissional da área de Administração.

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