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Gestão Estratégica de Recursos Humanos

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Analisar os conceitos sobre estratégia em recursos humanos, identificando a teoria e as práticas referentes à política de gestão de pessoas nas organizações. Pretende-se que os alunos identifiquem os elementos fundamentais na estratégia de recursos humanos no contexto atual e suas implicações para o trabalho e o desempenho organizacional.


JUSTIFICATIVAS

A gestão e estratégia de recursos humanos envolvem os enfoques estruturais das organizações, já que estas podem ser compreendidas como espaços sociais. A capacidade de envolver as pessoas nas estratégias organizacionais, a compreensão das práticas existentes para tanto e suas implicações é requisito para o gestor e pesquisador em organizações, o que denota a relevância da disciplina.

EMENTA

A evolução de conceitos: de recursos humanos a gestão de pessoas. Estratégia organizacional e estratégia de recursos humanos. Gestão de recursos humanos e estratégias de gestão do conhecimento e aprendizado. Análise da política de recursos humanos: Planos de Cargos e Salários, Plano de Desenvolvimento, Sistemas de Avaliação, Políticas de remuneração variável, Sucessão nas organizações. O papel das áreas de recursos humanos, sua colaboração para o desempenho organizacional e indicadores. Gestão de recursos humanos e qualidade de vida no trabalho.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • A evolução das áreas de recursos humanos e o novo mundo do trabalho
  • Estratégia organizacional e estratégia de recursos humanos
  • Gestão do conhecimento e do aprendizado organizacional
  • O impacto da globalização no mundo do trabalho. O processo de mudança
  • Qualidade de vida no trabalho. Produtividade e Qualidade nas organizações do século XXI
  • Gestão de pessoas em empresas inovadoras
  • Plano de desenvolvimento e formação de talentos
  • Carreiras, caaching e a questão do desenvolvimento profissional e social
  • Remuneração Estratégica: um diferencial competitivo. Sistemas de Avaliação de desempenho humano.
  • Políticas de gestão pós-globalização: sistemas de cooptação do capitalismo globalizado
  • Gestão por competências
  • Indicadores de gestão
  • Plataforma motivacional
  • Cultura Organizacional



ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS

A disciplina será baseada em exposições do professor apresentando sínteses e complementos sobre o material de leitura e na extensa discussão em sala de aula dos tópicos do conteúdo programático. Adotar-se-á discussões baseadas em leituras, atividades práticas, de pesquisa e a produção do seguinte material pelos participantes:

notas de leitura de textos (11 NLT´s);
reflexões metodológicas individuais sobre a produção de conhecimento (duas RMs: RM Ciclo I e RM Ciclo 2);
reflexões sobre o projeto de pesquisa da dissertação (1 RPP);
trabalho final (1 RF).


Notas de Leitura de Textos

É essencial que cada participante esteja preparado para discutir cada um dos textos, de forma que serão solicitadas as notas de leitura por escrito para cada um dos textos analisados, a serem elaboradas individualmente. As notas de leitura devem conter uma reflexão sobre as principais idéias do texto lido e um comentário (memo) redigido pelo participante sobre as implicações das principais idéias do texto para o conjunto de disciplinas do programa bem como para o projeto de pesquisa do participante. As notas de leitura deverão ser impressas em papel e entregues antes do início de cada aula. Ao final da disciplina, cada participante terá produzido 14 notas de leitura. Definitivamente, não serão consideradas para a avaliação notas de leitura entregues após o encontro programado correspondente.
Atenção: em todos os encontros, é esperado que todos os participantes entreguem notas de leituras.


Reflexões conceituais

A dinâmica da disciplina foi concebida de forma cíclica, sempre presente em métodos qualitativos como será visto em aula. Ao todo, serão realizados três ciclos – dois parciais e um final - em relação aos objetivos da disciplina buscando levar os participantes a realizarem uma trajetória de aprofundamento e detalhamento dos seus projetos de pesquisa sob o ponto de vista conceitual de recursos humanos. As reflexões conceituais são o resultado dos dois primeiros ciclos que se concluem no 5º e no 10º encontros. Assim, os participantes deverão entregar textos que refletem suas reflexões sobre a produção de conhecimento, individuais e por escrito (em papel) no 6º e no 11º encontro. A terceira reflexão conceitual deverá ser elaborada a partir das duas reflexões parciais e conter uma síntese global e final. Essas reflexões conceituais devem ser orientadas pelas seguintes questões:

    1. O que para mim significa produzir conhecimento científico apoiado no tópico de recursos humanos tratado no encontro? O que é conhecimento científico nesse tema? O que se deve fazer (e o não se deve fazer) para colocá-lo em prática?
    2. Quais são as minhas considerações em relação a este tema de recursos humanos?
    3. Quais são as possibilidades e limitações da aplicação do tema em recursos humanos representam para mim como profissional, em relação às atividades que desenvolvo ou poderei vir a desenvolver no futuro?
    4. Quais são as posturas e habilidades que devo desenvolver para eu me tornar um profissional qualificado nesta dimensão de recursos humanos para dela extrair os benefícios propostos e esperados?
    5. Quais são as pesquisas exemplares identificadas no campo de produção científica que ajudam a entender a aplicação e os resultados resultantes da aplicação ou uso desta dimensão de recursos humanos?

As reflexões conceituais parciais deverão ser entregues no 6º e 11º encontros enquanto a reflexão conceitual síntese deverá ser entregue impreterivelmente no 15º e último encontro.


Reflexões sobre o projeto de pesquisa da dissertação

É essencial que cada participante esteja preparado para utilizar as técnicas adequadas de coleta de dados qualitativos. Orientados principalmente pelos seus próprios projetos de pesquisa, os participantes, individualmente, devem escolher uma técnica de coleta de dados abordada no curso (vide plano de aulas) e planejar o uso da opção escolhida em todas as etapas do planejamento até a análise dos dados. As orientações para essa atividade serão fornecidas pelo professor em sala de aula.
Será agendada nos horários de aula um tempo para a análise coletiva e feedback envolvendo professor e demais colegas. Os dados devem ser transcritos e distribuídos para todos os demais participantes e entregues no 13º encontro.

Trabalho final

O participante deverá entregar até o último encontro um trabalho síntese e final avaliando os tópicos analisados durante dos encontros explorando os materiais produzidos – notas de leitura, reflexões conceituais – parciais e final -, reflexões sobre o projeto de pesquisa da dissertação e os resultados obtidos pelo participante na disciplina como um todo bem como de seus
aspectos específicos como: textos lidos, eficácia das aulas, lacunas de conteúdo e,principalmente contribuições realizadas pelo participante visando a melhoria da disciplina.


METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO

    Notas de leitura de textos (NL) 35%
    Reflexões conceituais (RM) 25%
    Reflexões sobre o projeto de pesquisa da dissertação (RPP) 20%
    Trabalho final (TF) 20%


PLANO DOS ENCONTROS E DEVERES

BIBLIOGRAFIA GERAL

DUTRA, Joel Souza. Gestão de Pessoas: Modelo, Processos, Tendências e Perspectivas. SP: Atlas, 2002.
FOMBRUM, Charles J. et. Alli. The Organizational Context of strategic Human Resource Management. Enviroment , Strategy and Organization.
HELOANI, Roberto. Gestão e Organização no Capitalismo Globalizado. SP: Atlas, 2003.
KANTER, Rosabeth .M. On the frontiers of management. USA: Harvard Business School, 2003.
MARRAS, Jean Pierre. Gestão de Pessoas em empresas Inovadoras. SP: Futura, 2005.
MARRAS, Jean Pierre. Administração de RH: do operacional ao Estratégico. SP: Futura, 10 ed. 2004.
QUICK, Thomas. The Manager´s Motivation Desk Book. John Wiley and Sons.NY, 1985
SCHEIN, Edgar H. Organizational Culture and Leadership. Jossey-Bass Inc. California, 1992
ULRICH, Dave; Brockbank, Wayne. HR The Value Proposition. USA: Harvard Business School Press, 2005.
ULRICH, Dave. Human Resource Champion. USA: Harvard Business School Press, 1997.

LEITURAS INDICADAS

Biehl, K. Grupos e equipes de trabalho: uma estratégia de gestão. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 103-114.
Bitecourt, C. C. Aprendizagem organizacional: uma estratégia para a mudança?. In In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 17-30.
Bohlander, G. ; Snell, S. e Sherman. Administração de recursos humanos. São Paulo: Cengage Learning, 2009 (cap. 5, 6 e 7)
Cabral, P. M. F. e Brustolin, P. K. S. Desenvolvimento da capacidade de resiliência: uma alternativa frente aos desafios da contemporaneidade? In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 285-296.
Cavedon, N. R. Cultura Organizacional: gerenciável, homogênea e quantificável? In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 317-334.
Chiavenato, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. Cap. 15
Costa, S. G. Trabalho e valor pessoal na sociedade sem empregos. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 241-260.
Dutra, J. Competências: conceitos e instrumentos para a gestão de pessoas na empresa moderna. São Paulo: Atlas, 2010
Ferris, G.R.; Hall, A. T. e ToddRoyle, M. Theoretical development in the field of human resources management: issues and challenges for the future. Organizational Analysis, Vol 12, No. 3, 2004, pp. 231-254
Flores-Pereira, M. T. e Eccel, C. S. Diversidade nas organizações: uma introdução ao tema. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 335-352.
França, A. C. L. Indicadores empresariais da qualidade de vida no trabalho. Tese. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Univ. São Paulo. São Paulo,1996.
Garrido, I. Os impactos dos processos de internacionalização sobre as empresas brasileiras. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 163-171.
Gonçalo, C. R. e Borges, M. L. O autodesenvolvimento e a perspectiva da aprendizagem organizacional. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 31-56.
Marras, J. P. O gestor estratégico de pessoas: um novo profissional. In: Modelos e inovações em estratégias. (Org. Kramer C. B. e Almeida, M. R.). SBC: Metodista, 2007, p. 137-154
Munhoz, M. L. P. e Alaby, J. A. Globalização sob a ótica da diversidade: visões diversas de questões fundamentais. In Oliveira, J. F. e Marinho, R. M. Liderança: uma questão de competência. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 311-333.
Pacheco, M. S. Evolução da gestão de recursos humanos: um estudo de 21 empresas. Dissertação. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo,Ribeirão Preto, SP, 2009
Rice, R. W.; McFarlin, D.B.; Hunt, R.G. e Near, J. P. Organizational work and the perceived quality of life: Toward a conceputal model. Academy of Management Review, Vol 10, no, 2, 1985, p. 296-310
Roberts, K.; Woods, S.; Richardson, A. E. ; Murray, S.; Moss, M.; Smith, Strategic human resources and human capital development: strategies for managing the 21st century workforce. Forum on Public Policy: A Journal of the Oxford Round Table, June, 22, 2008
Sammartino, W. A integração do sistema de gestão de recursos humanos com as estratégias organizacionais. Tese. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002
Sarsur, A. M. Empresabilidade como uma “nova” gestão de recursos humanos. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 261-284.
Souza, Y. S. A confiança nas relações intra e interorganizacionais. In Bitencourt, C. e colaboradores. Gestão Contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2010, p. 409-421.
Svetlik, I e Stavrou-Costea, E. Connecting human resources management and knowledge management. International Journal of Manpower, Vol. 28 No. 3/4, 2007, p. 197-206
Totaro, P. Três opções estratégicas para os recursos humanos do Brasil, 2008
Ulrich, D. e Brockbank, W. HR Value Proposition. Harvard Business School Presss, 2005
Vergara, S. C. Gestão de pessoas. 8ª. Ed. São Paulo: Atlas, 2009

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