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Experiência italiana coloca a reciclagem na pauta da formação escolar

Centro ReMida desenvolve ações reutilizando resíduos com fins didáticos

30/09/2019 19h50 - última modificação 01/10/2019 19h42

Carlotta e Adele: reutilização de resíduos com fins didáticos

Pedaços de azulejos que funcionam como instrumento musical e restos de papel transformados em figuras geométricas ou protótipo de produtos são algumas possibilidades para reinventar a sala de aula e ainda por cima conscientizar para um mundo mais sustentável. Utilizando refugos variados descartados por empresas, o Centro ReMida Bolonha - Terras da Água, da Itália, mostra que é possível educar e formar por meio do reúso de materiais.

Criado em 1996 e hoje presente em 15 países, o ReMida busca desafiar a habilidade criativa, sobretudo em crianças, a partir de “ver o significado e a beleza onde não estamos acostumados a enxergar no dia a dia”, como explicou Carlotta Ferrozzi, fundadora da Associação Funamboli, que administra o Centro ReMida, em palestra na abertura do seminário Inovação na Escola – Criatividade Como Estratégia Pedagógica e de Gestão, realizado em 28 de setembro na Universidade Metodista de São Paulo.

A ideia do ReMida é ensinar que resíduos podem ser transformados em ricos recursos didáticos, desde aprender as cores em um pedaço de vidro até desenvolver a cooperação por meio de empilhamento de pedaços de madeira, que também ensinam formas geométricas, contou a fotógrafa Adele Grotti. É ela quem faz o contato com empresas para coletar materiais alternativos e recuperados, a partir de sucata industrial não tóxica, além de documentar as experiências por meio de imagens.

Ateliês de experimentos

Além de um Centro de Educação, que ensina a reciclagem por meio de brincadeiras, várias ações são desenvolvidas para descobrir novas funções em produtos descartados. A pedagoga Carlotta Ferrozzi mostrou o Empório dos Descartes, que desenvolve e apoia pesquisas éticas de sustentabilidade e permite retirada de materiais como tecidos, madeira, plástico, ferro, papelão e cerâmica. Há também oficinas para crianças e adultos em escolas, brinquedotecas, escoteiros, associações culturais e esportivas, centros de verão e visitas guiadas.

Como reforço escolar, o ReMida conta com ateliês de pesquisa, de construção e de exploração luminosa, entre outros, que foram construídos também como espaços de socialização das crianças. Objetos obsoletos como antigas mesas de luz de arquitetos se transformaram em painéis para descobrir a formação das plantas, por exemplo, assim como a argila tirada da terra é transformada em tinta para pintar ou massa para modelar.

“Estimulamos as crianças a construir sozinhas o próprio mundo objeto de seu estudo”, resumiu Carlotta, ao explicar que a era digital não é ignorada. Quando as crianças aprendem sobre cigarras, fazem a experiência manuseando o inseto, desenham no papel e terminam a ilustração num tablet, onde são colocadas as asas, exemplificou.

Leia também: Contar histórias deve estar no centro das aulas, diz educador

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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