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Student Experiences: alunos aprenderam sobre liderança e cidadania ativa

Curso da Common Purpose foi realizado em maio

14/06/2017 11h20 - última modificação 29/06/2017 09h42

Como aumentar o engajamento cívico nas nossas cidades? 14 alunos da Universidade Metodista de São Paulo foram desafiados a refletir sobre essa pergunta, conhecer exemplos de cidadania ativa e propor soluções sociais para suas cidades no curso de liderança Student Experiences, oferecido pela organização Common Purpose em parceria com a Fundação Dom Cabral em São Paulo.

“Todos tiveram um aproveitamento completo do curso, se envolveram em todos os projetos e propostas e participaram ativamente, de forma que garantimos nossa participação nos próximos anos”, relata a professora Waverli Neuberger, coordenadora do curso de Gestão Ambiental e do Centro de Sustentabilidade da Metodista.

Em parceria com a Assessoria de Relações Internacionais, o Centro de Sustentabilidade realizou um processo seletivo de escolha dos estudantes participantes. A princípio, a Metodista teria dez vagas no projeto, mas com o grande número de interessados, mais alunos puderam participar. Ao todo, 140 alunos da Metodista se inscreveram.

Experiências inesquecíveis

O projeto envolveu estudantes de graduação e pós-graduação de oito instituições de ensino, entre elas a Metodista, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e o Centro Universitário Belas Artes. Os participantes visitaram organizações como a EY Brasil, Santander e Instituto Ayrton Senna e conheceram seus projetos sociais. “Foram diversas instituições participando e essa riqueza de pontos de vistas diferentes, cursos diferentes é muito interessante. A metodologia, extremamente ativa, mostrou aos alunos como trilharem em projetos sociais. Outro ponto interessante é o mergulho em realidades diferentes, foi uma experiência de vida que eles nunca vão esquecer”, explica Waverli.

Para o estudante de Sistemas da Informação, Plínio Munhoz Mathias, de 30 anos, uma das experiências mais interessantes do projeto foi a visita a uma agência do banco Santander dentro da favela de Paraisópolis. “Foi um choque de realidade! A gente vê TV, ouve rádio e sabe que acontecem essas coisas, que pessoas têm dificuldade de acesso aos estudos e remédios e vivem em condições muito precárias em favelas. Fomos ver com os próprios olhos, indo lá vi que a coisa acontece debaixo do nosso nariz, já que a distância de São Bernardo até Paraisópolis é pequena. É um tapa na cara que precisamos levar para saber que essas coisas acontecem e que vemos, ao mesmo tempo, sem ver”, diz.

Alzira Duarte da Silva, de 28 anos, está cursando o terceiro módulo do curso de Especialização em Comunicação Empresarial e conta que sempre teve interesse em participar de projetos sociais. Em seu ponto de vista, o mais interessante foi ouvir os depoimentos dos líderes. “Aprendi a ser uma cidadã melhor. A sair da zona de conforto e ver que existem várias possibilidades de ajudar quem mais precisa, e que dá para fazer isso em qualquer lugar, seja num trabalho voluntário, numa ONG, num projeto social de bairro ou até mesmo dentro da própria empresa que trabalho”, destaca.

Graduada em Administração de Empresas, Alzira trabalha com comunicação interna e tem como objetivo atuar como essas pessoas inspiradoras. “Ainda não sou uma liderança no meu trabalho, mas pretendo ser um dia, e acredito que os valores que aprendi no Common Purpose vão me ajudar muito quando chegar nessa fase”.

Como aumentar o engajamento cívico em sua cidade?

Depois de conhecer diversas empresas e iniciativas, os estudantes foram desafiados a criar projetos que visam mudanças dentro do contexto de suas cidades, com soluções práticas e possíveis para aumentar o engajamento cívico. Alunos de diferentes cursos e universidades trabalharam juntos buscando essas soluções, levando em conta que o engajamento cívico vai além de política, abrange também tecnologia, habitação, esportes e artes. Em última análise, significa que as pessoas assumem a responsabilidade pelas suas comunidades e trabalham para melhorá-las, seja pelo voluntariado, campanhas, grupos de vizinhança, organizações comunitárias, participação em reuniões públicas, votação ou melhorias físicas nos espaços públicos.

Como forma de estimular a participação dos universitários em causas sociais, o grupo de Alzira desenvolveu o projeto GerAÇÃO para apresentar e motivar os estudantes em trabalho voluntário. “A ideia era realizar palestras nas Universidades, com líderes de projetos sociais e oferecer postos de trabalho voluntário para quem tivesse interesse. Os alunos iriam conseguir horas complementares, como motivação para fazer o trabalho”, conta.

A “Ponte” foi a ideia proposta pelo grupo de Mathias, que visa divulgar projetos sociais nas cidades. Agindo como uma ponte entre empresas, projetos sociais e população, a ideia é divulgar por meio de ações em pontes de São Paulo o trabalho de organizações. “É uma ferramenta de divulgação de outros projetos de cunho social. Pensamos em criar uma página como um veículo de comunicação para que outras ONGs possam acessar e pessoas possam conhecer também”, explica o estudante.

Colocando a mão na massa

Quem já aplicou na prática esses aprendizados é Vinicius Dragone de Almeida, de 22 anos, aluno do terceiro semestre de Administração: “Após o curso comecei a questionar sobre a área social e ambiental da minha empresa, e descobri que essa área era inexistente. Elaborei uma apresentação do Common Purpose para minha área, meu gestor gostou da reflexão apresentada por mim sobre a deficiência da empresa nesse quesito, então convidou o presidente da companhia que ouviu a mesma apresentação e acabou aderindo à ideia, solicitando que eu faça outra apresentação para o board da companhia e, dependendo do feedback, inicie com a criação de uma secretaria de socioambiental na empresa”.

Os conselhos dos líderes e o networking possibilitado pelo evento também são dois aspectos destacados pelo estudante, mas a grande mudança proporcionada pelo Student Experiences vai muito além do espaço de trabalho. “Comecei a me questionar mais, olhar em volta, perguntar mais para as pessoas o que elas realmente querem, ouvir todos os lados antes de agir”, conclui.

Gisele Pinto dos Anjos, de 47 anos, é aluna do 7º semestre de Pedagogia EAD e já atua com projetos sociais: "Na Metodista faço parte do Comitê Gestor de Educação em Direitos Humanos e do Grupo Mandrágora Netmal. Ao me inscrever no processo seletivo para a participação no curso tinha como objetivo adquirir mais conhecimentos sobre liderança e como trabalhar em equipe. A experiência foi maravilhosa, única, as pessoas que conheci, as palestras que ouvi, as dinâmicas, foram dias de muitas trocas de experiência e muito aprendizado". 

A aluna pretende expandir sua atuação e liderança nesses projetos. "Minha visão de mundo, de comunidade e de pessoas ficou ainda mais ampliada, ficou mais forte a certeza de que se cada pessoa fizer um pouquinho do que sabe fazer ou se propuser a aprender para realizar algo, a vida de todos ao seu redor se tornará melhor. Eu terminei o curso decidida a continuar realizando, me capacitar para fazer intervenções ainda mais eficazes, e ser mais atenta a ouvir o outro, pois todas as pessoas podem contribuir".

Internacionalização

O Student Experiences é, também, mais um passo em caminho à internacionalização da Universidade. “A interação com pessoas de diferentes origens, idades e orientações, imersas em ambientes culturalmente distintos, mas ainda assim com problemas similares, traz à tônica da essência internacionalista que encontra a similaridade nas diferenças e valoriza cada ser humano em suas potencialidades, para, por meio da ampliação da consciência e engajamento individual de cada um, tornar a comunidade planetária um ambiente mais feliz e mais justo”, defende Vanessa Martins, assessora de Relações Internacionais da Metodista.

Ela ressalta que o projeto corrobora no desenvolvimento de formação humanística, uma das prioridades da Instituição: “Nos diversos países em que atua, a Common Purpose pretende despertar nos estudantes a aprendizagem de uma liderança autêntica, capaz de realizar mudanças que iniciem consigo mesmos e visem o bem comum das sociedades em suas diferentes formas de organização. A apreciação e respeito dedicados às culturas e à diversidade humana estão presentes na forma de agir e pensar do programa”.

Workshop na Metodista

A ideia agora é transmitir todo esse conhecimento com a comunidade interna e externa da Universidade. Os estudantes que participaram do Student Experiences têm mais um desafio a cumprir: realizarão um workshop na Metodista para transmitir os aprendizados sobre engajamento cívico e projetos sociais. O evento será realizado durante o Congresso Metodista e será aberto aos alunos, funcionários e comunidade externa.

Saiba mais sobre a organização Common Purpose clicando aqui.

Confira fotos do curso:

Student Experiences - 2017

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