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Coordenadora do Centro de Sustentabilidade participa de reunião da Unesco

Recomendações sobre Educação para a Mudança Climática serão levadas para a COP 21, Conferência Mundial de Mudança Climática da ONU, que acontece no final do ano em Paris

26/05/2015 17h41

Grupo no Centro da Carta da Terra. Foto: Divulgação

A professora Waverli Neuberger, coordenadora do Centro de Sustentabilidade e do curso de Gestão Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo foi convidada pela Unesco para participar da Reunião de Especialistas sobre a Educação para a Mudança Climática e o Desenvolvimento Sustentável na América Latina e Caribe, realizada no Centro da Carta da Terra, no campus da Universidade para a Paz, na Costa Rica, entre 12 e 14 de maio de 2015. O convite se deu pelo longo relacionamento que a Metodista mantém com a Carta da Terra e pela experiência da professora com a educação para a sustentabilidade.

A reunião teve como foco os desafios colocados pelas alterações climáticas para os sistemas de educação na região, bem como o papel que a educação desempenha na adaptação do país às mudanças climáticas. Durante o encontro, recomendações foram analisadas e um plano de ação foi concebido para promover a educação como uma ferramenta fundamental na mitigação e adaptação às alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe.

A professora explica que foram realizadas edições da reunião em todos os continentes e que as recomendações de cada uma serão reunidas em um único documento que, será apresentado na COP 21, Conferência da Mudança Climática da ONU que acontece em de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, que pretende estabelecer um acordo internacional sobre o clima, visando combater o aquecimento global.

A reunião tinha representantes de governos e educadores, especialistas em educação para a sustentabilidade. No Brasil foram quatro representantes: além da própria Waverli, o professor Antônio Guerra, da Univali, professora Marília Torales, da universidade Federal do Paraná e uma representante subsecretária de Meio Ambiente do Distrito Federal.

Waverli destaca que pela primeira vez foi feita a reunião da América Latina e Caribe, já que normalmente o Caribe tem uma reunião à parte. “Trazer a perspectiva de países ilhas para essa questão de mudança climática é muito legal. Quando você pensa na América Latina, você tem vários graus de vulnerabilidade nessa questão da mudança climática. Que vai afetar a todos, a gente não tem a menor sombra de dúvida. Mas que afeta mais a alguns países do que a outros, com certeza, pensando em América Latina. Quando você pensa em ilha, como Bahamas, República Dominicana, Belize, Trinidad e Tobago... a representante de Bahamas estava falando ‘daqui a 10 anos, a gente terá uma série de ilhas que não existem mais, porque elas já estão sendo invadidas pelo mar, você já tem casas dentro do mar. Então não adianta discutir quais são as metas de educação para a sustentabilidade daqui a 10 anos, porque não vai ter gente morando lá. Não vai ter mais a ilha lá. Dá uma urgência, é bem assustador”.

A professora elenca algumas das recomendações que constam do documento final da reunião, que serão levadas para a COP-21:

- como usar todo o poder transformador da educação para transformar o conhecimento e a percepção em ação, que “é uma coisa que não está acontecendo por enquanto. A gente tem muito conhecimento que está paralisado, não está agindo”, alerta Waverli;

- influenciar as políticas para a mudança e incluir a educação para mudança climática nas políticas governamentais;

- difundir o conhecimento de mudança climática. Nesse sentido, a professora defende se traduza o conhecimento ainda numa linguagem muito científica. “Como a gente pode dar suporte para os cientistas se tornarem melhores comunicadores, pois os educadores não conseguem entender a linguagem dos cientistas e por isso tem um atraso na passagem dessas informações, que é um atraso que talvez a gente não possa suportar”.
- entender a rede complexa de inter-relações que causam os impactos unindo as áreas de saúde, pobreza, migração, conflitos, desigualdade, e para isso você tem que quebrar as barreiras das disciplinas, e realmente ser um assunto transversal

- como construir parcerias e redes de conhecimento usando uma forma de “teia de aranha”, com colaborações interministeriais e governamentais, criando diálogos com as comunidades de líderes, cientistas, educadores.

- fazer documentos que mostrem as boas práticas da região para poder disseminá-las e criar uma aliança climática latino-americana.

- reconhecer a capacidade de liderança dos jovens dar mais espaço a eles nesse tipo de discussão.

- pensar globalmente, agir localmente, apreciando o valor do conhecimento local, como os indígenas.

- promover programas que embarquem toda a instituição.

Além da reunião em si, a professora destaca os benefícios do encontro para a Universidade. “Foi muito interessante. Conheci muita gente, ampliou as possibilidades de troca de experiências, tive muita oportunidade de conversar sobre a experiência da gente, possibilidades de trocas, de parcerias, de fazer parte da Ariusa, rede de universidades da América Latina para a Sustentabilidade, fica sabendo de programas que estão acontecendo em outros lugares”.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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