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Por que não chove no Sudeste?

Onde economizar água se tornou vital

30/10/2014 00h55 - última modificação 05/11/2014 21h54

Tales Mota, gerente regional da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (COPASA)

Beatriz Rocha
Priscila Noronha
Foto: Arquivo pessoal

 A diminuição da água no mundo é constante e vem afetando diversos países no âmbito social e econômico. O Brasil é considerado a maior potência hídrica do globo, e ainda assim nos últimos anos se tornou refém desse mal que atinge o planeta.

O desmatamento da fauna e flora nacional, a falta de conscientização, o crescimento desordenado, o longo período de estiagem e o desperdício, são os principais fatores que culminaram na situação alarmante que o Sudeste vive hoje, que passa a comprometer a distribuição da maior metrópole do país, São Paulo.

Em uma entrevista com o gerente regional da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (COPASA), Tales Mota, foi possível esclarecer o cenário atual e entender o que é o recurso água, e porque é necessário economizar.

 A água é uma só em todo o planeta. Ela está dividida entre água salgada (97,40%), água polar e glacial (2,00%), água doce subterrânea (0,29%), água doce profunda (0,30%) e água doce superficial (0,01%), e repartida entre os continentes através dos mares, rios, fontes e mananciais, de forma desigual. “O que muda a quantidade de água em uma determinada região é a falta ou excesso de precipitações (chuvas ou neve) para recarregar os mananciais”, afirmou Tales.

O que está acontecendo no Sudeste atualmente é uma grande escassez hídrica. Segundo Tales “nossa região esta sob uma grande massa de alta pressão que impede a entrada das frentes frias do Sul e as massas quentes da Amazônia, o que prejudica a formação das chuvas tão necessárias para alimentar as nascentes, os lençóis e rios”. Porém, em outras regiões como Norte e Sul estão ocorrendo penosas chuvas. O gerente lembra que tais variações fazem parte do ciclo hidrológico. Em 2000 foi o 
Sudeste que sofreu com intensas chuvas.

A necessidade de economizar está em uma característica intrínseca à água, sua finitude. Não é possível interferir nos ciclos da água, porém o seu uso consciente, como já acontece em diversos países, é obrigação do cidadão. Tales ainda ressalta que “o uso racional da água é o mais correto e prudente em todos os momentos, ainda mais em situações de secas intensas”.

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