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Ebola, a doença do século

O número de mortes já ultrapassa 2 mil e os tratamentos continuam ineficazes

01/10/2014 23h31

Amanda Senk
Lorena Kajino

Desde fevereiro deste ano, a África Ocidental vem lidando com o maior surto de ebola, cujo número de mortes chegou a 2.622, segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 18 de setembro. “Estamos perante o surto mais severo e complexo em quatro décadas dessa doença”, declarou Margaret Chan diretora-geral da OMS em um pronunciamento à imprensa.

O ebola é uma doença grave que em 90% dos casos diagnosticados se torna fatal. É causada por um vírus, e caracterizada pelo início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, de cabeça e garganta. Seguido de vômitos, diarreia, funções hepática e renal deficientes. Os sintomas começam a se manifestar de duas a três semanas após a infecção.

Principais países afetados pela doençaO contágio para seres humanos pode ocorrer por meio do contato próximo com animais infectados, como chimpanzés, antílopes e morcegos que se alimentam de frutas, esses inclusive são considerados os hospedeiros naturais da doença. A doença passa de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou indiretamente, por meio do contato com ambientes contaminados. Até nos funerais daqueles que tinham a doença pede-se que não haja contato direto com o corpo, pois o risco de contágio é grande.

Atualmente, não há nenhum tratamento ou vacina eficaz. As medidas recomendadas durante o tratamento de pacientes infectados são o uso de vestuário de proteção adequado, como máscaras, luvas e óculos, manter sempre as mãos bem lavadas e deixar os doentes em quarentena com terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea.

Para a enfermeira brasileira Nilce Bettini, que há 20 anos atua na área: “não temos o equipamento de proteção necessária. O diagnóstico é muito semelhante a outras doenças, o que pode retarda-lo. Temos conversado com a vigilância e eles também acham que é possível chegar ao Brasil. Acho que até podemos controlar porque nossa condição de saúde não é tão ruim como na África”.


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