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Procurar estágio: é normal demorar assim?

As hiper exigências que atrapalham o jovem na busca pelo emprego

23/09/2016 23h48

Desânimo na entrevista de emprego

Débora Amorim
Gabriel Lemos
Foto: FreePik

 Cinco anos de experiência na área, conhecimento avançado em softwares de edição de imagem e pacote Office, inglês fluente, vivência no exterior, disponibilidade para viagens, salário a combinar... E então você se pergunta: “como ter vivido tudo isso se eu ainda estou na faculdade?”

Todos sabemos que o período de procura por estágio é repleto de descobertas. Percebemos que existe uma super exigência por parte das empresas, e os recrutadores capricham nos requisitos para o preenchimento da vaga. São inúmeras condições com as quais o estudante se depara na hora de mandar seu currículo, o que acaba assustando-o.

Rafaella Vaccari, estudante da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), procurou por um estágio durante aproximadamente um ano. Hoje contratada, confessa que passou por dificuldades: “Quando bate o desespero nós vamos clicando no “inscrever-se” sem mesmo analisar para ver se aquela vaga realmente se encaixa no nosso perfil.” Izabela Fernandes, também aluna da UMESP, enfrentou a mesma situação. Hoje, ela trabalha em uma área diferente de sua formação, e diz que aceitou a proposta em função do tempo decorrido de procura: dois anos.

Assim como nós procuramos vagas nas melhores organizações, os recrutadores também querem encontrar os melhores talentos para suas empresas. O fato é que a tecnologia tem sido um fator intrínseco na vida das pessoas e possibilita acesso ilimitado à informação. Adquirir conhecimento nos dias de hoje é muito diferente do que na época dos nossos pais, por exemplo. A internet revolucionou a forma como novos temas chegam até as pessoas. Por isso, os recrutadores esperam um estudante multidisciplinar, que esteja ligado nas atualidades, que saiba falar, pelo menos, uma língua estrangeira e que possa agregar valor à organização.

Contudo, é importante lembrá-los que o estágio serve justamente como forma de aprendizado para o estudante. É nesse período da vida acadêmica que o candidato colocará em prática aquilo que tem aprendido na faculdade, e o mais importante, terá contato com outras atividades que não lhe foram apresentadas no curso. Além disso, é no estágio que ele poderá descobrir o que mais gosta de fazer.

Diante de um mercado de trabalho tão exigente, o jovem acaba se tornando refém da carreira profissional. “Já encontrei uma vaga que exigia além de fluência em inglês, fluência em alemão, espanhol e básico em francês”, diz Mayara Amorim, estudante da UMESP. Esforços para o constante aperfeiçoamento ocupam o maior tempo em suas vidas e a frustração muitas vezes bate à porta. O estudante tão bem qualificado não consegue uma colocação à altura.

Às vezes o cenário pode parecer desanimador. Nós, jovens, temos muitos sonhos e projetos e queremos realizá-los. Mas, embora não consigamos vislumbrar os meios para viabilizar esses planos, precisamos ter em mente que um bom profissional não está limitado apenas a competências técnicas. A capacidade de se relacionar, de aprender, e, acima de tudo, de se sentir realizado com o que está fazendo devem servir como impulso para fazer a diferença. Saiba que o segredo é ser você mesmo para impactar positivamente a empresa na qual trabalha ou deseja trabalhar.

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