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Como inserir pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho

Para incentivar é preciso conhecer os obstáculos e avanços desse processo

27/11/2017 23h12

Aurora Fernandes, Pedagoga habilitada em Deficiência Intelectual pela Universidade de São Paulo.

Gabriela Brito Munhoz
Foto: Gabriela Brito

Desde 1991 existe a Lei 8.213, sua função é regulamentar e promover a inclusão de PCDs (Pessoas com deficiência) no mercado de trabalho. A partir dessa data, empresas com 100 ou mais colaboradores foram obrigadas a preencher de 2% a 5% de seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados.

Além de uma questão atrelada aos direitos humanos, existe a importância desse incentivo, uma vez que cerca de 24% da população brasileira é portadora de algum tipo de deficiência. Com os projetos de lei e ações de incentivo com mais de 25 anos, os avanços vêm aparecendo gradativamente, de acordo com o Ministério de Trabalho houve um aumento de aproximadamente 20% da participação desses profissionais no mercado.

Existem barreiras que dificultam o processo de inclusão da pessoa com necessidades especiais, uma delas é a falta de estimulo para capacita-los ao trabalho, é preciso que eles sejam autônomos e capazes de conviver em ambientes com diversos tipos de pessoas. Essa formação cabe à escola, que também deve ter uma política inclusiva e isso mostra que antes de mais nada esse deve ser um foco.

A família também tem papel importante, e deve conhecer seus direitos para que esses sejam assegurados pela sociedade e órgãos governamentais para que assim possam investir na qualificação das pessoas com NEE (Necessidades educacionais especiais).

As barreiras atitudinais, que se configuram como o preconceito, o desacreditar e todo tipo de violência também são obstáculos que perpassam décadas e mesmo com os avanços, ainda estão presentes na contemporaneidade. Barreiras arquitetônicas também estão presentes em quase todas as metrópoles não só do Brasil.

“Para termos uma sociedade inclusiva, se faz necessário não apenas cumprirmos leis, é preciso acreditar, desafiar a pessoa e disponibilizar oportunidade a elas. Na medida que temos pessoas qualificadas e uma sociedade inclusiva chegaremos a equidade”, afirma Aurora Fernandes, Pedagoga habilitada em Deficiência Intelectual pela Universidade de São Paulo.

 

 

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