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Passeios culturais: aulas além dos muros da escola

Alunos de todas as idades são levados nessa programação, mas qual é seu principal desafio?

30/10/2015 01h04

Patrícia Amorim trabalha com passeios culturais há um ano e meio. Foto: Letícia de Oliveira

Leticia de Oliveira

O uso da ferramenta de eventos é extremamente importante para diversas áreas e para o mundo corporativo é utilizado com frequência, pois auxilia na consolidação de uma marca no mercado, aproximando-se de seus públicos. Entretanto, eventos não são utilizados apenas em organizações, mas também dentro das escolas, para consolidar aprendizados, dando forma a cada passo dado pelos professores, além da interação entre os alunos, através de passeios para parques, exposições e museus.

O passeio cultural, também conhecido como “estudo do meio” tem como objetivo nas escolas enriquecer e aumentar a bagagem de cada aluno. Para a professora de língua portuguesa da escola da rede pública de ensino fundamental Céu Tatiana Belinky, em São Paulo, Sandra Regina de Oliveira, o passeio tem suas particularidades, pois os alunos absorvem o conteúdo de forma mais rápida, por estarem interagindo de maneira mais intensa e imediata com o ensinado nas aulas, mas é necessário um planejamento junto à coordenação pedagógica da escola, para que exista uma sintonia e objetivos alinhados. Segundo ela, “a cada estudo de meio que você faz com o educando ele sai uma nova pessoa, então toda criança ou adolescente quando consegue fazer a união do teórico com o prático sai uma pessoa melhor”.

Para lidar com a escolha de roteiros e adaptação de cada aluno de acordo com sua série, é necessário planejamento e discussão. Para auxiliar nessas escolhas o Colégio Objetivo Campestre, em Santo André, possui uma funcionária responsável da organização e prospecção de alunos, Patrícia Amorim, inserida em três unidades, que junto a coordenação busca as melhores escolhas entre peças de teatro, exposições em museus, espaço cultural, estudos do meio, visita a fábricas e também viagens de formatura. Sempre de acordo com cada etapa.

Para Patrícia, existem desafios, já que os alunos estavam acostumados exclusivamente com passeios de entretenimento, por isso considera importante o trabalho junto aos professores, para que a atividade torne-se atrativa, além de ser compatível com o conteúdo trabalhado em aula. Como principais dificuldades existe também a compatibilidade da atividade de acordo com a idade correspondente, o valor, período a ser realizada (pensando no clima, tempo e trânsito), se haverá conflito com outras atividades do colégio, além do valor a ser desembolsado, como seguro-viagem, ônibus seguro e confortável, impostos e ingresso – caso necessário.

Mesmo tendo que lidar com os desafios diários, para Patrícia este é um trabalho desafiante, gratificante e interessante. “Ao contrário de uma agência, eu estou inserida no contexto escolar de cada unidade, o que me fez enxergar as particularidades de cada local, público e setores que compõem uma escola. Aprendo muito todo dia”.

Para o crescimento pessoal e profissional do educando, é de suma importância o cuidado e o uso dos estudos de meio como ferramenta de aprendizado. Como professora e mãe, Sandra Regina acredita que estes estudos são poderosos e as escolas deveriam utilizá-los mais ainda voltadas para o cultural, não em maioria para entretenimento. Independente do destino, os passeios marcam diferentes faixas etárias, fortalecendo aprendizados, amizades e relacionamento entre professor e aluno.

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