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Benefícios com força total

Empresas investem cada vez mais na qualidade de vida de seus funcionários

08/10/2014 23h09 - última modificação 08/10/2014 23h09

A professora Natacha Irene Renee Pouget, da Universidade Metodista

Bruno Portela
Gabriel Marques
Foto: arquivo pessoal

O mercado de trabalho brasileiro vive tempos de disputa entre as empresas. A falta de mão-de-obra qualificada e o valor de treinamentos investidos em cada profissional faz com que as empresas exijam cada vez mais deles. Porém, oferecem um mundo de benefícios e oportunidades com o objetivo de não perdê-los para a concorrência. Todo ano é divulgado o ranking das Melhores Empresas para se Trabalhar. As tradicionais revistas do ramo empresarial como “Exame” e “Você S/A” tornam público os esforços que grandes empresas do país fazem para atrair e reter talentos.

De fato é invejável para muitos o que os empregados das companhias classificadas como “as melhores para se trabalhar” têm em seu dia-a-dia. Elas possuem o objetivo de oferecer ambientes descontraídos com pessoas motivadas, oferecem pausas para relaxar em salas de jogos, horários flexíveis, home office, previdência privada, até inseminação artificial, dentre outros.  São tantos os benefícios existentes e uma qualidade de vida profissional tão elevada que o salário para alguns permanece em segundo plano. 

 A professora Natacha Irene Renee Pouget, da Universidade Metodista, mestre em administração, ela explica como as empresas veem o tema. Com relação às condições diferenciadas ofertadas pelas organizações, Natacha explica que em geral as empresas devem oferecer benefícios de modo a tornar atrativa a vaga aos funcionários, porém depende muito da visão e da forma como elas gerenciam seu capital humano. Há uma rotatividade grande no corpo de trabalhadores devido aos salários, condições de trabalho, distância entre trabalho e residência e outros motivos.

Ainda sobre as condições, a professora afirma que os benefícios podem manter funcionários dentro de uma organização, desde que estas estejam totalmente alinhadas com eles e que os benefícios sejam reais e sólidos, e vinculados a condições de trabalho adequadas. Partindo para o ponto de vista financeiro, Natacha é específica ao dizer que tudo depende a qual classe ela pertence e o estilo de vida. Pessoas das classes C ou D buscam algo voltado a um salário compatível às necessidades básicas, sendo mais fáceis de reter. Já os de classes mais altas buscam qualidade de ambiente de trabalho, além da questão financeira. Ao questionar-se a qualidade dos benefícios aos funcionários e a motivação proporcionada a eles em seu ambiente de trabalho, e até onde isso deixa de ser útil e passa a ser considerado um ambiente de descontração, a professora afirma que ‘’ motivação é uma discussão que sempre gera conflito.

Ela está dentro de cada um e a empresa pode ativar por diversos.” O ambiente corporativo é algo relevante para o sucesso de uma organização e os benefícios oferecidos tornam um fator diferencial para reter e atrair funcionários que façam seu esforço valer a pena dentro dela. A relação torna-se um mutualismo onde ambos evoluem juntamente.

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