Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Pós-Graduação em Psicologia da Saúde / Notícias / X Mostra de Psicologia da Saúde: professoras discutem impactos da violência em diversos contextos

X Mostra de Psicologia da Saúde: professoras discutem impactos da violência em diversos contextos

Docentes abordaram violência obstétrica, doméstica e do trabalho

27/09/2017 16h25 - última modificação 27/09/2017 17h04

“Nós vivemos em uma era pós-moderna, digital e violenta. Mas a história do homem é violenta porque a agressividade faz parte do ser humano. Como lidamos com ela é que a transforma em violência”, comenta a professora Marília Martins Vizzotto, docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde. A docente foi uma das convidadas para a mesa-redonda “Conversando sobre Violência nos Diversos Contextos”, que fez parte da X Mostra de Psicologia da Saúde – Transdisciplinaridade em Psicologia da Saúde: discursos possíveis e do I Encontro Nacional de Psicologia da Saúde.

Além de Marília, fizeram parte da discussão as professoras Miria Benincasa Gomes e Erica Hokama. As docentes falaram sobre violência doméstica, violência obstétrica e violência do trabalho, respectivamente. Para elas, o problema da violência nesses espaços pode ser causado pela cultura de violência, já existente entre nós, e pela falta de preparo de profissionais.

“Quando a gente fala que uma paciente sofre violência obstétrica, não estamos colocando os profissionais de saúde em uma posição de algozes, mas dizendo que isso é cultural”, diz Miria. Ela explica que a violência obstétrica é aquela que acontece na apropriação do corpo da mulher dentro do hospital e que é mais comum do que se imagina.

Entre as possíveis violências que podem acontecer nesse contexto, estão a violência verbal, a humilhação, amarrar as mãos da parturiente, o desrespeito à lei que garante acompanhante e procedimentos desnecessários. “Fizemos uma pesquisa para avaliar partos, entre mulheres que tiveram parto humanizado, violento ou cesariana. Das que acreditavam que tiveram parto humanizado, percebemos muitas sofreram violência, mas não sabem disso”, diz.

Assim, fica muito difícil mapear quantas mulheres sofrem violência obstétrica atualmente no Brasil. Da mesma forma que é difícil mapear os casos de violência doméstica, pois muitas vítimas não fazem o registro nas delegacias, apesar do aumento de denúncias nos últimos anos.

Também é difícil mensurar os casos de violência no trabalho, sobretudo violência psicológica e assédios morais. A professora Erica explica que, diferente da violência psicológica, que são isolados, os casos de assédio moral se repetem no ambiente de trabalho. Essas violências apresentam muitos impactos no dia a dia dos trabalhadores.

“Isso tem um impacto de menor concentração por parte do funcionário, aumento do risco de acidentes de trabalho, aumento dos casos de depressão. As empresas têm que ter líderes preparados que vejam isso e criem mecanismos para minimizar esses casos”, completa.

O professor Nilton Abreu Zanco, diretor da Escola de Ciências Médicas e da Saúde, ressaltou a importância de discutir essa temática de violência dentro do contexto acadêmico também. “Esse tema deve ser proposto aos professores e gestores da Universidade, pois esse assédio também acontece dentro da sala de aula por parte de docentes e alunos. Precisamos colocar o dedo nessa ferida”, diz.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , ,
SOBRE O PROGRAMA
Formulários semestrais - Bolsas de Estudo