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Valorização do conhecimento

18/11/2013

18/11/2013 20h28

> Materiais foram produzidos pelos alunos com intuito de provocar reflexões no expectador. Foto: Gislene Madi

[ NO CONGRESSO CIENTÍFICO ESTUDANTES TÊM A OPORTUNIDADE DE APRESENTAR SUAS IDEIAS, COMPARTILHAR DESCOBERTAS E APRENDER DE FORMA CONJUNTA

A quantidade de informações e a amplitude de áreas do conhecimento presentes na Universidade, ao contrário do que ocorre em faculdades específicas, foi um dos pontos destacados pelo pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, professor Fábio Josgrilberg, como benefício aos alunos, algo que fica ainda mais evidente em dias de Congresso Científico, como os que ocorreram no final de outubro.

A relevância de um evento como este é destacada pela presidente do Congresso, professora Elizabeth Gonçalves. “Enquanto não tivermos entendimento de que um evento como este é uma oportunidade, nós não vamos avançar. Enquanto as pessoas entenderem o Congresso como uma tarefa a ser cumprida, nós ficaremos es ta cionados. Por isso o nosso desafio de fazer mais e melhor a cada ano, de criarmos na Instituição uma cultura de valorização da pesquisa em todos os seus níveis”.

A novidade é que a partir deste ano serão premiadas as melhores práticas da área de Extensão. Para a coordenadora de Extensão e Inclusão, professora Elizabete Renders “nós entendemos a Extensão como um compromisso da Universidade com a comunidade, especialmente na perspectiva de construção do conhecimento de forma conjunta com a comunidade”.

Assim, a partir deste ano, passaram a ser premiadas as melhores práticas extensionistas, como um reconhecimento público do trabalho realizado por todos os atores envolvidos com os projetos de Extensão. Os destaques ficaram para o blog Cidadania na Internet, desenvolvido pela voluntária virtual Irene da Rocha; o mural de Relações Públicas sobre o Projeto Biovia; e para a publicação “Economia Solidária e Desenvolvimento Social – o caso da rede de economia solidária na comunidade do Montanhão em São Bernardo do Campo”.

No 10º Seminário Pibic de Iniciação Científica, dedicado aos trabalhos de alunos bolsistas de iniciação científica, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), foi enfatizada a participação dos alunos do Colégio Metodista. O professor Luiz Ronaldo Picose, da Universidade de São Paulo e um dos convidados para o evento, ressaltou a importância do envolvimento dos jovens pois, nesta fase da vida, “eles ainda estão em formação científica, acadêmica e pessoal inclusive”.

Não tem idade para começar
Iniciação científica não é só coisa de gente grande. Um trabalho apresentado no Congresso Metodista, além dos painéis dos alunos do 2º ano do Ensino Médio, foi o Projeto Mostra Cultural 2013 – O conhecimento científico e a matemática em benefício da vida.

As professoras de artes do Colégio Metodista, Maria Inês Breccio e Maisi Gar cia, compartilharam as experiências adquiridas com os alunos do 6º ao  9º ano.

A Mostra trouxe um trabalho interdisciplinar em busca da construção de uma visão ampla e científica da realidade. Reconhecer o contexto sociocultural dos alunos, incentivar a cidadania, a criatividade e a criticidade, visando os benefícios da pesquisa científica na diminuição dos impactos ambientais, na qualidade de vida, nas relações econômicas e na  tecnologia estiveram entre os objetivos.

Neste ano, a Mostra foi apresentada como instalação, permitindo ao expectador experimentar sensações e se questionar sobre os significados das obras, rompendo com padrões estéticos estabelecidos. O mesmo valia para os alunos, desafiados a agregar conhecimento científico à arte e às experiências de vida de cada um.

“Foi uma experiência muito significa tiva ligada a arte e isso não está na formação de todos. Ter esses novos olhares é muito importante, em qualquer fase da vida”, conta Maisi. “É a descoberta de que a arte não serve apenas para decorar”, completa Maria Inês.

Segundo Maisi, “o mais legal é perceber que mesmo se tratando de um trabalho científico, os conceitos foram ultrapassados e o lado humano, o trabalho em grupo, foi essencial para o sucesso. Os próprios alunos reconheceram isso.”

Conhecimento para extinguir preconceitos
Uma das maiores expressões da cultura da periferia foi retratada no trabalho “A força da palavra – A vez da literatura de periferia”, dos alunos de jornalismo Felipe Martim Gonzalez, Marina Alves Maciel e Mirtes Anjos de Lima. A literatura da periferia, presente principalmente em saraus, foi debatida em um webdocumentário produzido du rante o curso, divido em cinco capítulos, com cerca de 7 minutos cada um, que revelam a história de um menino que vem descobrindo a literatura.

Os alunos visitaram vários saraus da região metropolitana de São Paulo e conversaram com importantes nomes deste cenário, como Sérgio Vaz, criador do Sarau da Cooperifa; o DJ KL Jay, do grupo Racionais MCs e Alessandro Buzo, escritor e cineasta.

Pessoas de fora do movimento também trouxeram suas opiniões, como a escritora e pesquisadora Heloísa Buarque de Hollanda. Segundo Marina, a produção literária dos autores de saraus não visa uma divulgação. “Eles querem que as pessoas da periferia leiam, escrevam, tenham esse conhecimento.”

O grupo ainda revela que sarau, atualmente, não é só poesia. Intervenções artísticas, grafiteiros, também fazem parte deste universo. “Cada vez mais crianças participam e só de poder estar lá, ter contato com os autores, já é um grande incentivo para a leitura”, lembra Mirtes.

Livros costurados, amarrados com barbante, são encontrados facilmente nas mochilas dos autores que participam dos saraus. O intuito é que sejam acessíveis a todos. “Produzimos o site e deixamos o documentário disponível para quem quiser acessar, do mesmo jeito que ocorre nos bares que recebem os saraus”, contam as alunas.

Um dos intuitos do grupo é extinguir o preconceito que existe em torno
da literatura de periferia por meio do conhecimento. “Ainda há um grande preconceito linguístico e isso foi bastante abordado por nós. As pessoas não aceitam essa literatura pelas suas palavras, pelo formato, mas é por desconhecerem essa cultura.”

O webdocumentário completo pode ser acessado no site: www.aforcadapalavra.com.br.


Gabriela Rodrigues
gabriela.rodrigues@metodista.br

Paula Lima
paula.come@metodista.br

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