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Programas de Trainee: versatilidade ajuda a atingir cargos gerenciais

15/10/2012

15/10/2012 21h35 - última modificação 15/10/2012 21h34

Organizações buscam encontrar candidatos que estejam finalizando o curso ou recém-formados. Foto: Chico Audi

[ APESAR DE CONCORRIDOS, OS PROGRAMAS DE TRAINEE SÃO UMA GRANDE CHANCE DE CRESCER NA EMPRESA E OFERECEM VÁRIOS BENEFÍCIOS

 

Formar novos líderes ou gerentes é um dos principais objetivos de um programa de trainee. Do inglês “training”, o termo trainee é designado ao profissional que está em treinamento para aprender novas funções e assumir determinado cargo.

O programa, que nasceu com a ideia de aproveitar novos talentos, é destinado a quem está finalizando a graduação e para quem já terminou o curso há no máximo dois anos. A área de formação não é o mais importante nesse caso e sim a competência e versatilidade do candidato para se adaptar em diversos setores.

Entre as dicas para ingressar em um programa como esse, Rafael Chiuzi, coordenador do curso de Gestão de Recursos Humanos da Metodista, destaca o conhecimento de uma ou mais línguas estrangeiras e experiências no exterior, já que a maioria das empresas que recrutam trainees são multinacionais. Domínio em assuntos de cultura a atualizações em blogs e redes sociais também são diferenciais.

Segundo estudo feito pela consultoria Hay Group com 161 empresas nacionais e multinacionais, é cada vez mais comum a possibilidade de o profissional passar uma temporada em projetos fora do País. Normalmente, os programas são bastante concorridos, devido principalmente às oportunidades de crescimento na carreira e aos salários atrativos. Receber benefícios como 13º salário, plano médico e odontológico também estão entre as vantagens. O tempo médio de duração do programa é de 12 meses.

Por essas razões, os processos seletivos podem parecer complexos devido ao número de fases eliminatórias. Nesse momento, o conhecimento sobre o perfil e as diretrizes da organização, assim como sua missão, visão e valores e perspectivas futuras podem auxiliar.

Para crescer na carreira e na empresa, Rafael recomenda: “Não pode ter preconceito, o trainee passa por várias áreas, o chamado job rotation. A empresa analisa o desempenho e vê onde o profissional melhor pode se encaixar.”

Em cada área da empresa por onde o trainee passar é importante que ele possua uma postura estratégica e sempre pense e proponha melhorias.

 

Trainee x Estágio

Quem está cursando uma graduação muitas vezes se pergunta quais as diferenças entre um programa de estágio e de trainee e qual dessas oportunidades seria mais adequada no momento.

Um dos pontos a ser considerado é o nível do curso de graduação em que o candidato se encontra. Para os alunos que estão no início do curso, as vagas de estágio são as mais adequadas, pois as empresas procuram profissionais que não necessariamente tenham experiência, mas que estejam dispostos a aprender na prática. A área de formação do estagiário também é levada em conta na hora da contratação, já para o trainee esse não é um ponto necessariamente eliminatório.

Nos programas de trainee, as organizações buscam encontrar candidatos que estejam finalizando o curso ou recém-formados. A principal diferença é que os trainees visam atingir uma posição estratégica dentro da empresa, podendo até atingir cargos gerenciais.

“O programa de trainee é considerado um degrau para que as pessoas possam assumir um cargo gerencial dentro da empresa. No estágio, a empresa quer perceber se o aluno pode exercer na prática algumas coisas que está aprendendo na sua graduação”, comenta Rafael.

O número de candidatos por vaga e o salário também diferem bastante entre os estagiários e trainees, tudo em razão da relevância do cargo ocupado e pelo fato do trainee já ser contratado como um funcionário.

 

Histórias de quem já participou

Jarissa Speridião, formada em Administração, participou do programa de trainees da Bosch. No ínicio, ela achava que não tinha o perfil para esse tipo de seleção, mas por estar insatisfeita na área em que trabalhava, resolveu tentar. Jarissa optou por cerca de 30 programas e recomenda que os futuros candidatos não façam esse caminho. “Me inscrevi em várias áreas, em programas que não me interessavam. Isso pode atrapalhar o desempenho no processo de seleção.”

O processo seletivo da Bosch, que contava com 18 mil candidatos para 20 vagas, consistiu em cinco etapas: análise de currículo; provas de conhecimentos gerais, lógica e português; dinâmica em grupo e prova de redação em português e inglês e, por último, uma apresentação para gestores e recursos humanos.

Jarissa percorreu várias áreas dentro do departamento de compras da Bosch e nos últimos seis meses do programa participou do módulo internacional, trabalhando na Alemanha. Como preparação, a empresa forneceu um curso intensivo de alemão.

“Sem eu ter passado por esse programa, pelo curso, por várias áreas, conhecido pessoas, trocado experiências, eu não estaria onde estou hoje. Ser trainee realmente me preparou.” Atualmente, Jarissa é chefe de compras na TRW Automotive.

 

Paula Lima

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