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VII Conferência Brasileira de Estudos em Comunicação e Mercado

Este evento completa mais uma etapa na busca de alternativas para a sistematização do conhecimento, seja nos processos comunicacionais voltados para os aspectos promotores do consumo, como nas percepções construtoras das imagens corporativas junto aos diversos públicos envolvidos direta ou indiretamente na construção e manutenção dos aspectos relacionais com as marcas.

Acreditamos que discutir as práticas mercadológicas é avançar além das abordagens econômicas, pontuando sua condição de uma construção simbólica contínua que incide na manutenção do imaginário social. O maior desafio dos pesquisadores que atuam no recorte desse fenômeno é centrar-se na abordagem multidisciplinar e na contribuição dos vários olhares e pensares sobre a ambiência cotidiana e os atos comunicativos entre as organizações e os seus públicos de interesses.

 

 Proposta temática

 

COMUNICAÇÃO E MERCADO - UM MERGULHO NA MULTITERRITORIALIDADE

 

O desafio de recortar temas e abordagens no campo das ciências sociais aplicadas, tem se constituído em uma constante autorreflexão sobre a inseparável subjetividade inerente as leituras possíveis como também os limites dos campos (territórios) envolvidos na produção de saberes, ou da legitimação de determinadas abordagens teóricas-conceituais. Uma vez que contribuem para a compreensão do fenômeno comunicação e consumo, mais precisamente focado na comunicação de mercado. Em edições anteriores buscamos apoio nos aportes tecnológicos, na discursividade poética, na complexidades das relações sociais vivenciadas pelos sujeitos da contemporaneidade, no caráter plural de uma sociedade composta por crescentes coletivos e tribos. O argumento presente em todas as edições tem sido sempre a multiplicidade de olhares e pensares e a visível emergência de um indivíduo coletivizado (socius), ou ainda da multiplicidade do indivíduo em suas interações individuais.

A proposta assumida para a VII edição da Conferência Brasileira de estudos de comunicação e mercado, busca não apenas reforçar a sedimentação dessa trajetória, mas avançar na compreensão de que estamos diante da multiterritorialidade, conceituado por Haesbaert (2004) como produto da sobreposição de territórios hierarquicamente articulados ou encaixados. Os avanços teóricos no contexto da contemporaneidade, implica na identificação dos diversos territórios e suas contribuições, todavia as trocas efetivas extra territórios, resulta na busca de aberturas que promovam a sobreposição, a apropriação, a mimetização, a ressignificação e demais contribuições que só poderão ocorrer se houver o movimento de saída de um determinado território, ou seja, uma desterritorialização e o consequente retorno agregando-se novas contribuições, ou melhor, uma reterriorialização, como propõe Deleuze e Guattari (1997), ao apresentarem esse movimento como indissociáveis e portanto pertinente a máxima de que toda relação social, acarreta uma interação territorial. As relações de consumo mediadas pela comunicação e materializadas pelas organizações, encontram-se ou deveriam encontrar-se em uma busca permanente por trocas e novas apropriações teóricas-conceituais para além das práticas convencionais diante da multiterritorialidade que tem caracterizado a contemporaneidade.

 

 

 

eCom 

O ECOM, como núcleo de estudo, objetiva sistematizar o conhecimento sobre os processos comunicacionais voltados para os aspectos promotores do consumo, das percepções construtoras das imagens corporativas e do relacionamento com as marcas, por meio de práticas convencionais e não convencionais. Evidenciando o caráter multidisciplinar que tem permeado este processo e as mudanças comportamentais presentes tanto nas organizações caracterizadas como emissoras e gestoras deste processo, como através das alterações dos hábitos de consumo e de acesso aos novos suportes midiáticos pelo consumidor/cidadão.