A clínica na Justiça

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Professoras: Vivian Wipfli e Edna Cardoso da Guarda
Carga horária: 28 horas
Aguarde mais informações sobre o próximo oferecimento






 

APRESENTAÇÃO

A interface do Direito e a da Psicologia nos trabalhos que se realizam em Varas de Família e em outras práticas destinadas à pacificação de conflitos familiares.

 

OBJETIVO

O curso tem por objetivo levar aos alunos de Psicologia e Direito conhecimentos básicos acerca da função jurisdicional e dos auxiliares dos juízes, em especial na Vara de Família, do direito material e processual, em uma perspectiva pragmática, apresentando instrumentos que possam auxiliar os profissionais na interpretação dos fatos e aparelhá-los para uma intervenção mais efetiva, com enfoque na clínica do acompanhamento terapêutico.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O desenvolvimento do curso ocorrerá na seguinte forma :

    1. Apresentação dos campos de convergência desses dois saberes;
    2. Apresentação aos alunos do “setting” da Vara de Família – os atores, as regras do jogo do processo, o direito material (modalidades de guarda, regime de convivência, alienação parental, curatela e os direitos da pessoa portadora de deficiência, entre outros);
    3. Reflexão sobre a Lei e o Desejo, o sujeito do direito e o sujeito do inconsciente, a dimensão sintomática dos litígios, a premissa da autonomia em casos de interdição;
    4. Debate sobre os novos contornos das relações familiares – a alteração do sistema de indissolubilidade do casamento para o de “divorcismo” pleno, a proliferação das uniões estáveis, uniões homoafetivas reivindicando o estatuto do casamento, a multiparentalidade, a filiação sócio-afetiva, irrupção do feminismo e o enfraquecimento da figura do pai, a fertilização assistida;
    5. Discussão acerca da importância da interpretação e qualificação dos fatos no direito – a formação diferida do conjunto probatório e o conflito aparente de normas;
    6. O desenho do acompanhamento terapêutico na Vara da Família – por quem e para quem, a fala e a escuta na Justiça, a função probatória e/ou clínica e suas implicações, o empoderamento dos sujeitos do processo;
    7. Apresentação de fragmentos de filmes e documentários tomados como casos para discussão.

 

PÚBLICO-ALVO

Estudantes e profissionais da área da saúde e do direito.

 

PROFESSORAS RESPONSÁVEIS

Vivian Wipfli
Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, Juíza de Direito da 8a. Vara da Família e Sucessões desde julho de 2007; Juíza Coordenadora do Centro de Visitação Assistida de São Paulo, Membro da Associação Juízes para a Democracia de 1997 a 2015, Curso de Formação de Governantes pela Escola de Governo - Desenvolvimento, Democracia Participativa, Direitos Humanos, Ética na Política, Valores Republicanos, conveniada a USP, participação em Curso de Semiótica Psicanalítica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Curso de Aperfeiçoamento/Merecimento em Filosofia do Direito pela Escola Paulista da Magistratura.

Edna Cardoso da Guarda
Psicóloga formada pela Universidade Metodista de São Paulo, Supervisora Clínica, Acompanhante Terapêutica. Especialização no Âmbito Judicial - Acompanhamento Terapêutico a Famílias com Regimes de Visitas Controladas, pela Fundação Sistere – Escola de Acompanhamento Terapêutico - Córdoba/Argentina. Membro do IBDFAM – Instituto Brasileiro de Direito da Família. Acompanhante Terapêutica e Coordenadora da Equipe Entreatos Acompanhamento Terapêutico no Judiciário.

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