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Entrevista com Prof. Eduardo Penterich

Sobre o uso de textos e métodos complementares de ensino na sala de aula

Eduardo Penterich é professor de graduação da Faculdade de Comunicação Multimídia, no curso de Rádio e TV; e da Faculdade de Ciências Administrativas, no curso de Comércio Eletrônico.

ATUALIZAQuais são os métodos complementares de ensino que você oferece aos alunos em suas aulas?

E. Penterich – Geralmente utilizo textos de revistas – digitais ou não -, como Veja, Exame, Istoé, InfoExame, que abordem o assunto que estou ministrando; cases de empresas, presentes em manuais, livros ou sites; PowerPoint; áudio; vídeo; Internet; análise de gráficos e questionários.

ATUALIZAComo os alunos trabalham com textos e cases?

E. Penterich – Disponibilizo os textos no SIGA e peço que os alunos façam uma leitura prévia ou pesquisem sobre o assunto, dependendo do tema e de sua complexidade. Esse texto servirá de base para o desenvolvimento da aula.

Após a leitura, os alunos geralmente formam grupos e respondem questões sobre a aula do dia, com base no texto. Às vezes, promovo discussões em sala, para que todos exponham suas visões sobre o assunto. Essas discussões rendem um melhor aproveitamento para os integrantes quando feitas com grupos menores. Os cases sobre as empresas também são importantes, pois possibilitam aos alunos entender o que está acontecendo no mercado de trabalho, além de refletirem sobre o problema e, nas discussões, tentarem encontrar novas saídas e soluções criativas. Esses métodos geram interesses no grupo, já que todos participam efetivamente da aula com opiniões diferenciadas sobre o tema.

ATUALIZAA preparação das suas aulas, quando pretende utilizar esses meios, tornam-se difíceis?

E. Penterich – Embora dedique um tempo considerável na preparação das aulas, não é difícil, até porque estou diariamente em contato com sites e revistas. Minha profissão está voltada para as tecnologias na educação, e por isso, aplico em minhas aulas os melhores meios para entreter os alunos. Acredito que a maioria dos professores já utiliza alguns meios complementares em aula. Esses métodos diferenciados de ensino mostram aos alunos que o professor está interado no assunto, e, diferentemente do ensino tradicional, os sites, cases, revistas e transparências possibilitam uma troca interessante de experiências entre as partes, já que os alunos têm um contato muito grande com a web e com informações de diversas fontes em seu cotidiano.

ATUALIZAQual seu conselho para os professores que ainda não utilizam os meios complementares em aula?

E. Penterich – Primeiramente, elogio o esforço que a Universidade tem feito para disponibilizar os melhores recursos aos professores, atendendo a demanda de tecnologias que só tende a crescer.

Aos professores, sugiro visitar o novo site de Apoio Docente que o ATUALIZA desenvolveu, que traz apostilas para uso de programas, como Power Point, Word Excel; modelos de personagens e ícones animados, para que o docente possa dinamizar suas aulas caso utilize transparências, apresentações, datashow, etc.; sites relacionados a cada área do conhecimento, para que o professor interaja com os alunos em tempo real; e a agenda de cursos, para que o docente se aperfeiçoe no uso dos softwares disponíveis.

Uma observação importante é que, ao incorporar novos métodos às aulas, deve-se prestar atenção para que a didática esteja correta ao meio utilizado. Por exemplo, não se deve transcrever para uma apresentação em PowerPoint uma apostila completa, pois este suporte tem por objetivo destacar os tópicos mais importantes e não descrever o capítulo de um livro.

ATUALIZAQuais as dicas práticas e cuidados você recomenda para os docentes que desejam utilizar as novas tecnologias em sala de aula?

E. Penterich – A utilização das transparências é muito comum, porém é imprescindível que o professor cuide para que esse meio não se torne cansativo. Inicialmente, deve-se colocar somente o essencial sobre o assunto e o que é complementar, como textos mais extensos, cases, etc, podem ser deixados no xerox ou então no SIGA, para que os alunos possam analisar e se aprofundar com mais calma. É importante deixar o aluno saber da importância de se fazer anotações, mesmo que breves, com detalhes que serão informados pelo professor durante as aulas.

O tamanho da fonte também é importante a ser observado. Normalmente recomenda-se tamanho 32 para o título, 20 a 30 para o corpo do texto – tópicos - , e 14 a 18 para o rodapé. Quanto à cor da fonte, a mais utilizada é preto no fundo branco, mas as cores complementares também são boas opções, como amarelo em fundo azul escuro, etc. Caso o professor queira utilizar outras opções, deve sempre se colocar na posição do aluno, e tentar identificar suas dificuldades, tanto na visualização quanto no entendimento dos textos.

Já para apresentações em PowerPoint, o docente deve expor no máximo oito tópicos por tela, além de dividir esses tópicos para facilitar a compreensão. Não deve colocar efeitos exagerados na apresentação, como espirais no texto, escurecimento das letras, etc. Preferencialmente utilizar fontes sem serifa nos corpo do slide, como por exemplo, Arial, Verdana e Tahoma. Como dito anteriormente, somente utilizar tópicos e disponibilizar os textos completos em outros meios, estimulando a pesquisa. Quanto ao tamanho das fontes, a aplicação é o mesmo caso das transparências: título 32, corpo 20 a 30, e rodapé 14 a 16.

As imagens são convenientes para apresentações em Power Point, porém devem ser leves e claras, sem muito brilho e exageros, para não atrapalhar a visualização e detrair a atenção do conteúdo, que é o mais importante.

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