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Reflexões

"Amigo, para que vieste?"

“Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o. e logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, pegaram Jesus e o prenderam.” Mt. 26,47-50

Estamos vivendo a era dos relacionamentos. Há um autor chamado: Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, que fala que vivemos em uma sociedade de relacionamentos líquidos, amor líquido, modernidade líquida. Vivendo em um mundo com tantas novidades tecnológicas da informática, as redes sociais se multiplicam e assim tentamos driblar do medo da solidão. Com isto, nossos relacionamentos estão cada vez mais ralos, mais líquidos.

Pensando no tema, relacionamentos, me lembrei do texto a cima quando Jesus é traído por Judas. No ato da traição Jesus chama Judas de amigo e pergunta oque é que ele está fazendo? Em um momento de traição, nunca uma pessoa vai se preocupar com o traidor. Se preocupar com o porque ele esta praticando aquele ato ou o que poderia acontecer com ele depois da traição. Mas Jesus faz justamente isto. Ele não se defende, não tenta escapar, repreende os discípulos que quiseram lutar por Ele. Chama Judas de Amigo. Creio que o maior ensinamento desta passagem é que ninguém tem o poder de te afetar se você não quiser. Manter-se fiel aos seus princípios apesar das circunstâncias, manter-se coerente apesar de uma traição são atitudes maduras de uma pessoa que sabe muito bem quem é. Trocar a profundidade dos relacionamentos que você pode construir pela quantidade de relacionamentos diferentes que se possa ter nos meios eletrônicos é um ato de empobrecimento de si mesmo e dos outros.

Jesus nos mostra que nossos relacionamentos não podem ser líquidos nem ralos, mas precisam ser fruto de nós mesmo, de quem nós somos. Enriquecer a vida do outro é o mais importante dentro de um relacionamento, mesmo quando o outro entende diferente. Não é o que ele faz que determina quem eu sou. O que eu sou é que determina o que eu faço, mas isto só Deus pode nos ensinar.

Que Deus nos dê a oportunidade de vivermos como Jesus!

Pr. Hércules.

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Páscoa é recomeço

João 20. 1-31

Ao celebrarmos a ressurreição de Jesus, somos desafiados/as a observar a grande obra da salvação, a vitória sobre a morte, o triunfo do Cristo como um evento que foi acontecendo em riquezas de detalhes narrados pelo evangelista João, e não como um evento instantâneo, em que simplesmente a pedra se remove para a saída de Jesus.

A ressurreição de Cristo deve gerar em nós uma sensibilidade para perceber as manifestações da graça de Deus na vida do ser humano, que culmina no desenvolvimento e fortalecimento da fé. O evangelista João vai, aos poucos, sinalizando o mover de Deus, em ações e acontecimentos que mexem com o ser humano na sua integridade. Logo de madrugada, Maria Madalena moveu-se em direção ao sepulcro, possivelmente enfrentando dificuldades, como o medo, a tristeza e até a escuridão, mas, após vencer esses sentimentos, ela pode ver que a pedra estava removida, e que isso era só o começo. Ela pode compartilhar essa notícia com Pedro e outro discípulo, que foram ao sepulcro correndo, viram os lençóis e o lenço deixado em lugar à parte.

Maria, em meio ao choro, abaixou-se do lado de fora do túmulo, olhou pra dentro e viu dois anjos vestidos de branco sentados no lugar onde estivera o corpo de Jesus. Em meio ao choro e as dúvidas, ela ouviu: Maria! Reconheceu a voz do mestre e saiu a anunciar aos demais discípulos: vi o Senhor!

No final daquele dia, estavam os discípulos trancados, com medo, mas Jesus se colocou entre eles e disse: "Paz seja convosco!", mas os discípulos só se alegraram ao verem as mãos e o lado, e puderam crer. Tomé teve dificuldade para crer, duvidou a princípio, mas Jesus foi paciente, e disse: “Porque me viste crestes. Bem-aventurados os que não viram e creram!

Assim somos nós, temos dificuldade para crer, mas nossa fé vai progredindo gradativamente ao observarmos os sinais da ressurreição: enfrentar o medo, a tristeza e a escuridão; perceber os lençóis e o lenço, sem o corpo; ouvir o mestre chamar pelo nosso nome; perceber Jesus dizendo “Paz seja convosco”, mesmo quando estamos trancados em nossos temores nos ajuda a recomeçar. Que possamos ouvir hoje, o mestre chamando nosso nome: Rosane, Ana, Claudia, Luciana, Elaine, João, Pedro, Marcos, Marcio e tantos outros nomes.

O progresso na fé acontece pelo ouvir, ver, sentir, falar, tocar, enfim, pelas manifestações graduadas que o Espírito Santo opera em nosso ser. A fé no ressuscitado pode e precisa crescer. É um processo a ser construído, de forma comunitária, realizando a missão por amor, pois Ele ressuscitou!

Feliz Recomeço! Feliz Páscoa! Com meu carinho e orações.
Profª Rosane Oliveira – Agente da Pastora

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Dia da Pastora e do Pastor Metodista

Em abril de 1867, após hiato de 25 anos desde a primeira incursão de missões metodistas no Brasil, estabelece-se o trabalho contínuo do metodismo brasileiro, até nossos dias, por meio da chegada do Pastor L.J.E. Newman. Assim, convencionou-se o segundo domingo de abril como sendo o Dia da Pastora e do Pastor Metodista.

Nestes 150 anos de trabalho ininterrupto da Igreja Metodistas em nosso país, homens e mulheres vocacionados e vocacionadas ao trabalho pastoral têm contribuído para a consolidação do metodismo, por meio de comunidades locais, com suas instituições sociais e educacionais.

A presença de pastoras e pastores nas instituições metodistas de ensino revela a importância que damos a uma formação educacional que considera o ser humano em todas as suas dimensões, notadamente, da sua transcendência e espiritualidade.

São as pastoras e pastores que manifestam, no contexto de cada Instituição e nas Igrejas locais, a convicção de que Deus é fonte de vida plena, e esta dimensão nos é transmitida pelos ensinos e ações de Jesus Cristo.

Portanto, nossos cumprimentos às pastoras e pastores que, no cotidiano dos espaços institucionais, e, mesmo fora deles, exercem esta função pastoral sacerdotal e profética no cuidado, apoio, solidariedade, promoção de esperança e ensino confessional, como um valor necessário e agregado ao ensino formal de qualidade que oferecemos à comunidade escolar e à sociedade.

Bispo Luiz Vergilio Batista da Rosa
Presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

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Dia Mundial de Oração

O Dia Mundial de Oração é celebrado na primeira sexta-feira do mês de março. Esta data surgiu com um grupo de mulheres cristãs dos Estados Unidos e do Canadá no século XIX, e o objetivo era conscientizar as pessoas de que o ato de orar ia além de proferir palavras, mas também agir efetivamente no auxílio de causas sociais. Aqui no Brasil, o Dia Mundial da Oração começou a ser celebrado a partir de 1938.
Lembrando desta data especial, compartilho aqui uma das minhas experiências pessoais sobre a oração e seu poder.

Em uma gelada manhã do mês de junho, depois de toda correria matinal, entrei no carro com meus dois filhos, bolsas, mochilas, casacos e tudo mais. Ao ligar o carro, uma grande e inesperada frustração tomou conta de todo meu ser... o carro não pegou. Tentei novamente e nada...
novamente e nada.

O frio se transformou em calor intenso, sentia meu rosto pegando fogo... O que eu faria?

Meu filho teria prova às sete horas e não poderia atrasar - eram 6h40 e o carro resolveu não funcionar.

Resolvi orar e clamar a Deus por um milagre. Orei alto e girei a chave novamente, não funcionou.

De repente, escutei minha filha de 5 anos orando: Senhor Jesus, obrigada por este dia, pela mamãe, pelo Bruno. Por favor, faz o nosso carro funcionar, em nome de Jesus. Amém.

Ela orou com fé e eu achei aquilo lindo demais! Pensei... agora vai!

Tentei novamente, mas o carro não pegou.

Então ouvi ela dizendo baixinho e decepcionada: Jesus não ajudou a gente.
Fiquei com aquela pequena frase na cabeça, mas logo me envolvi com tentativas de socorro e contatos pedindo ajuda para meu vizinho, para o Seguro, para minha irmã.

O vizinho prontamente desceu e tentou ajudar, não conseguindo ligar o carro, se prontificou a receber o técnico do Seguro e acompanhar a situação.
Minha irmã bondosamente aceitou levar-nos com seu carro até a escola e trabalho.

Apesar da quebra na rotina, tudo deu certo!
Fomos abençoados!

Mais tarde, recordei da frase da minha filha pela manhã, ela realmente estava achando que Jesus não tinha nos ajudado.

À noite, ao colocá-la para dormir, eu disse olhando em seus olhinhos:
Filha, hoje pela manhã, você orou pedindo ajuda para Jesus, para nosso carro funcionar, não foi? Ela respondeu que sim, com cabeça.
Perguntei: E Jesus nos ajudou?
Então, ela me olhou assustada, acho que não esperava a pergunta.
Acanhada, respondeu que não.
Com meu coração transbordando de gratidão e sorrindo, expliquei para minha filha que Jesus tinha nos ajudado sim!

Muitas vezes, Ele age milagrosamente resolvendo o problema na hora. Certamente, Ele poderia ter feito o carro funcionar. Mas, muitas vezes também, Ele usa as pessoas para nos ajudar.
Naquele dia, Ele usou nosso vizinho e a querida tia Neusa. Tudo deu certo! Jesus nos ajudou sim!

Minha pequena sorriu, acho que entendeu...

E eu, guardei esta história no coração:
Muitas vezes, podemos ser o milagre de Deus na vida de alguém! A resposta a uma oração.
Fiquemos atentos!

Elaine Cezar da Silva

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Carnaval

A palavra carnaval tem origem do latim carnis levale e significa “retirar a carne”, relacionado ao período que antecede a Quaresma (40 dias dedicados à abstinência e jejum que antecede a Páscoa). Sendo assim, especialmente nos países de influência cristã-católica, o período de carnaval refere-se aos três dias que antecedem o suposto sacrifício do prazer.

Ao observar certas culturas da antiguidade, historiadores registraram festas populares, de origem pagã, marcadas pelo período agrícola do hemisfério norte (fim do inverno e início da primavera), relacionadas aos festejos de subversão com inversão de papéis sociais, de valores e de gênero com ênfase nos excessos.

A partir do século II, os doutores da Igreja decidiram condenar tais festejos e considerar como manifestações do Maligno, apontando a participação nestas festas como pecado. O cristianismo combateu tais festas, assimilando no calendário cristão as datas referidas do calendário pagão.

Com a Reforma Protestante (31 de outubro de 1517) o cristianismo europeu se dividiu e algumas ênfases teológicas, marcadas pela Idade Média, foram alteradas. Martinho Lutero protestou contra o carnaval, porém extinguiu as rígidas regras do jejum e abstinência aplicadas na Quaresma. A separação entre Estado e Igreja também marcou a época e, do século XVI em diante, observa-se que o carnaval passou a ser festejado somente em países e regiões de forte influência cristã-católica.

No Brasil, o carnaval começou a partir da cultura e religiosidade dos portugueses e europeus. Com o tempo, foi assimilado e influenciado com as culturas dos povos nativos (indígenas) e dos povos originários da África, que foram escravizados e trazidos para o país. Deste modo, foi estruturada e moldada as diferentes festas e festejos carnavalescos nas diversas regiões e estados brasileiros com suas particularidades.

A intenção da Igreja de controlar a festa nunca conseguiu impedir seu caráter subversivo. Já a sociedade e especialmente as autoridades toleram os exageros, por considerar o carnaval uma festa popular que proporciona o lazer, o divertimento e, principalmente, o controle das frustrações, anseios e reinvindicações sociais da população.

Apesar de todas estas considerações, a sociedade brasileira contemporânea reage de várias maneiras diante da festa popular. Além daqueles que participam diretamente da festa, e daqueles que acompanham por meio da cobertura televisiva, algumas pessoas trabalham neste período, outras ficam em casa, visitam familiares, ou preferem passeios no campo e litoral. Os cristãos praticantes aproveitam a data para a realização de encontros ou retiros com o objetivo de edificação e estudos bíblicos dirigidos.

Tudo isso faz do carnaval uma festa popular inserida na cultura popular brasileira. O nosso desejo é que a informação leve ao conhecimento e que os brasileiros aprendam a valorizar e respeitar a vida como um bem maior da sociedade. A responsabilidade, o conhecimento e a busca da justiça, ética e verdade devem ser aspirações maiores, para evitar o erro de criar motes equivocados que afirmam o Brasil ser “o país do carnaval” ou o “país do futebol”.

Enquanto comunidade universitária, escolar e confessional, podemos contribuir como educadores (as) e formadores de opinião diante dos desafios sociais a fim de trazer um novo sentido e significado para as festas populares e responder aos anseios das novas gerações, e não cair no erro da ignorância e superstição. Reconhecer e respeitar as pessoas e a cultura no cotidiano é o grande desafio para os tempos futuros.

Wesley Cardoso Teixeira – Agente de Pastoral

Bibliografia:

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Ano Novo, de novo?

“O tempo descumprido e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. Disse Jesus”. Marcos 1.15

Feliz Ano Novo!

Não, não estou louca não. De fato, o ano letivo está começando. É um novo tempo, o tempo de esperança e de sonhos se realizando.

No texto acima, Jesus nos fala de um tempo cumprido, tempo da profecia. Jesus é a realização das profecias ditas pelos Profetas do Antigo Testamento quando falavam que o Salvador, o Redentor, chegaria. Este tempo havia se cumprido com a chegada de Jesus. E Ele nos disse isto no início de seu ministério.

Ele também afirmou que o Reino de Deus estava próximo. Esta é outra verdade. Jesus inaugura este novo tempo, o do Reino de Deus. Um Reino que se reveste de amor, graça, alegria, paz, harmonia, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão e muitos outros frutos deste amor de Deus que gera em seus filhos e filhas somente coisas boas.

Mas, é como sempre digo, toda história tem um “mas”. Para este Reino ser verdade, em todos e todas a própria palavra de Jesus nos dá a receita: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. É importante que cada um e que cada uma se arrependa de seus maus caminhos e creia no evangelho pregado e anunciado por Ele.

Porque o Reino é o novo e outro caminho que precisamos trilhar. É a realização de sonhos e a esperança de um novo tempo se tornando realidade.

Então, para que nossos sonhos, esperança de um novo tempo se torne realidade, é necessário que tenhamos fé. É necessário que construamos este novo caminho. O novo não se faz sozinho, ele acontece com a nossa participação.

Este novo ano inicia com uma chama forte de esperança. Então é tempo de esperançar e criar oportunidades para que nossos sonhos também se tornem realidade.

Vivamos a fé que Cristo nos dá e sonhemos e tenhamos muita, mas muita esperança mesmo neste novo tempo.

Tenhamos todos e todas um ano letivo de 2017 cheio de realizações na presença de nosso Senhor Jesus Cristo.

Graça e Paz!
Beijos

Pra. Gladys Barbosa Gama
Coordenadora da Pastoral Escolar e Universitária

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Foco, força e fé

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4.17-18

O ano de 2017 será um ano abençoado!

Mesmo retomando o fôlego de um 2016 cheio de desafios, incertezas, medos e instabilidade, entre outras coisas que vivemos no ano que passou, precisamos olhar para frente e manter o FOCO. Nossos sonhos e planos ainda não morreram e nosso foco deve estar nas metas que ainda não alcançamos, nos lugares que ainda não chegamos e nos sonhos que ainda não concretizamos.

Segundo especialistas da área econômica, 2017 ainda não é o ano em que a crise irá recuar, mas, 2017 será um ano abençoado! Lutas e tempestades virão e serão nesses momentos que precisaremos ter FORÇA para suportar. A nossa força muitas vezes está firmada nos recursos, em pessoas, em coisas, no entanto, a nossa real força independe de recursos e, ao menos a minha, está firmada em Deus, pois todas as vezes que até a voz falhou, Ele ainda estava lá, e também estará com você. Tenho certeza, 2017 será um ano abençoado!

Ainda não podemos enxergar os dias que estão por vir, não podemos enxergar as alegrias preparadas para nós, contudo, é em meio à toda expectativa que nasce a FÉ e, ela, nos levará aonde não podemos chegar. É a fé que manterá a esperança de um ano melhor, de coisas melhores para nós, nossa casa, nossas famílias e amigos. A fé é o pilar que nos manterá de pé e nos garantirá o foco e a força necessária para rompermos mais essa jornada.

FOCO nos planos e sonhos, FORÇA para suportar os desafios e FÉ para continuarmos perseverando, mesmo que tudo diga que não. 2017 será um ano abençoado!

Gladston de Paula

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2017 – Tempo de esperançar

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Lamentações 3.21

Estamos no início do ano, algumas pessoas em férias, outras retornando ao trabalho, e outras já trabalhando. 2017 chegou! O que carregamos na mala para este ano? Expectativas? Desafios? Sonhos? Medos? O novo quase sempre assusta e estamos em pleno ano novo, fresquinho... que acabou de chegar. A pergunta sobre o que virá grita em nossos ouvidos. Realmente, não sabemos como será o nosso amanhã, mas o meu convite aqui para você é o de esperança num tempo melhor.

Refletindo sobre este começo de ano, sobre as notícias estarrecedoras que não param de chegar e tudo que carrego dentro de mim... uma imagem que vislumbrei em julho do ano passado apareceu em minha mente: uma plantinha surgindo com todo vigor sobre uma área de queimada. Fotografei aquela cena por ser linda e por saber que ali, Deus estava falando comigo. Era um pedaço pequeno de um terreno que sofreu queimada. Em meio a devastação e as cinzas, em meio ao caos e a morte, nasceu uma plantinha em verde vivo. Pude contemplar ali o renascer da vida. A Esperança expressa de forma tão perfeita pela natureza, e é esta esperança que eu desejo a todos nós, a fé na vida!

Já vimos muita coisa ruim acontecer, vivenciamos medos, frustrações, perdas... mas a vida renasce! E que bom saber disso! Que bom lembrar daquela plantinha teimosa e guerreira.

Surge um broto verde!

Podemos esperar um novo tempo e em Deus, esperar o melhor.

Que possamos agir por uma família melhor, uma Universidade Metodista melhor, um ABC melhor, uma Grande São Paulo melhor, um Brasil melhor. Esta virada depende também de cada um de nós.

Cientes do amor e cuidado de Deus, que é real e verdadeiro:

Olhemos adiante, caminhando com firmeza dia após dia. Avencemos!

Olhemos ao nosso redor, atentos aqueles e aquelas que precisam de nós. Compartilhemos!

Olhemos para trás, trazendo a memória o que nos traz esperança. "Esperancemos"!

Um feliz 2017!

Elaine Cezar da Silva

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Tempo de Epifania

No calendário litúrgico, estamos no tempo da "Epifania". É o tempo de celebrar a manifestação de Cristo aos seres humanos como Rei, Profeta e Salvador. É o Cristo prometido que se torna uma realidade na vida das pessoas. Encontro outros textos, no Antigo Testamento e no Novo Testamento, que ressaltam a realeza do Deus Menino, nascido em Belém, e que está entre nós, nos ajudando neste tempo que estamos com sua grandiosa obra.

Pensando no tempo, o encontramos no Antigo Testamento, no livro de Eclesiastes, em que se apresenta no momento exato, próprio, oportuno, favorável, que é o kairós de Deus. Ele está presente na história da humanidade.

E no tempo, e em tempo oportuno, o sábio já havia dito: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”. (Eclesiastes 3:1).

Entende-se por meio do texto que Deus detém o controle de tudo e que todas as coisas estão em suas mãos.

Sentimos que o tempo passa muito rápido quando visualizamos o ano que se findou e já iniciamos outro.

Eu sei que muitos encontram-se em férias, aproveitando momentos de descanso, enquanto outras pessoas já retornaram as suas atividades, no percurso normal da vida, o que é importante para todos/as nós.

Muitos desafios têm nos alcançado e, assim, neste princípio de um novo ano, somos motivados a fazer planos, projetos e realizar muitos sonhos que temos. Sendo estes no decorrer dos próximos dias, semanas e meses.

O importante é caminharmos. É pensar na história e sua importância. E que Deus tem nos acompanhado e ajudado, e isso se dá pelo seu amor, cuidado e fidelidade. Ele anda conosco agora e em todos os momentos.

Sei que Deus nos ama e conhece todas as nossas situações existenciais.

Seja qual for o momento e situação que você está vivenciando, lembre-se que a fidelidade de Deus não muda, pois é Ele que renova e transforma a história de cada pessoa. Suas marcas de amor, paz e justiça, que se encontram dentro da história bíblica, neste tempo de Epifania estão próximas de nós.

Chegando no final de minha Pastoral, deixo com vocês a estrofe e refrão do hino "Tu és fiel":

Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste:
Pleno poder aos teus filhos darás.
Nunca mudaste: tu nunca faltaste:
Tal como eras, tu sempre serás.

Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor!
Dia após dia, com bênçãos sem fim,
Tua mercê me sustenta e me guarda.
Tu és fiel, Senhor, fiel a mim.

Desejo um ano repleto de realizações. Deus os abençoe.
Abraço Fraternal,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Pastoral Universitária e Escolar/UMESP

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Chegou dezembro de 2016!

Estamos nos despedindo de um ano com vários acontecimentos: Zica vírus, impeachment, olimpíadas, paraolimpíadas, tragédias, mortes, assaltos, violências. Nossos corações ficaram sem bater quando ouvimos que aviões caíram do céu com jogadores ainda jovens, com uma noiva indo para o seu casamento, com tantas vidas morrendo sem explicações. Estamos entristecidos com tantas notícias de cânceres atingindo pessoas muito próximas de nós e também aquelas que não sabemos nem o nome, mas que nos entristecemos por elas também. Como podemos explicar mulheres sendo violentadas, terremotos, animais maltratados, natureza agredida?

Cristãos e cristãs testemunham suas vitórias e suas orações respondidas, mas também haverá aqueles que experimentam dores, doenças, crises profundas, e aguardam por orações nunca respondidas. Existem coisas que jamais saberemos os porquês. Deus não nos revelou todos os segredos da existência, e nem responderá a todas as nossas indagações. Não podemos ter uma postura pacífica diante de tantos fatos trágicos e pesarosos. Podemos chorar, gritar, nos entristecer, mas uma coisa não podemos perder: “A Esperança”.
Dezembro chegou! É Natal!

As casas, empresas, escolas e nossa universidade estão cheios dos símbolos natalinos. Mas eles expressam o verdadeiro significado do Natal? Ainda tem lugar para o nascimento do menino Jesus em nossos lares?

A bispa Marisa de F. Ferreira escreve no Expositor Cristão, dez/16: “Ao ver o símbolo, também observo o que está por detrás dele. O símbolo tem a capacidade de trazer à memória toda uma história, uma vida toda, uma experiência com aquilo que representa. Vem história, datas, pessoas e celebrações. Ao trazer as lembranças, as emoções vêm juntas. É como se, por alguns segundos, voltássemos a viver o que foi vivido em tempos anteriores. Pode-se sorrir hoje como se sorriu tempos atrás.
Lágrimas experimentadas no passado podem vir aos olhos novamente, dando a sensação de que ocorrem agora, neste momento. O símbolo relembra algo tão marcante que é como se tivesse a capacidade de carregar a história dentro de si. Algo excepcional e marcante. É muito mais do que se vê, é a atualização do que se viveu e se sentiu. É uma expressão externa de um tesouro que se traz por dentro. É pra sempre”!

Veja, sinta, chore, mas lembre-se: é natal! Não do consumo, da mesa farta, do 13º salário, das dívidas assumidas para comprar algo, dos interesses comerciais. Monte seus símbolos natalinos, mas não esqueça do principal deles.
Natal! Jesus nasceu numa estrebaria, ao lado de animais, de modo simples. Uma estrela anunciou o seu nascimento. Pastores e magos foram visitá-lo. E você, o que pode oferecer a Jesus hoje? Qual o símbolo que te identificaria como um seguidor desse Jesus?

Que o natal aconteça em nossas casas, aqui em nossa universidade, no nosso País. Para celebrar o natal não é necessário ter bens, uma festa com muita comida e bebidas. Tudo o que você e eu precisamos é socorrer ao necessitado, chorar com os que choram, nos alegrar com os que se alegram e acima de tudo, nos achegarmos bem ao lado de Jesus, nascido naquela humilde manjedoura – e descansar.

Bom Natal para todos e todas. Com meu carinho e orações,

Profª Rosane Oliveira
Agente da Pastoral Universitária

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Porque não havia lugar para eles na hospedaria

“Porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2.7b

Você sabia que no Domingo passado, dia vinte e sete de Novembro, iniciamos o período chamado de Advento!

E no latim, a palavra Adventus é um tempo que antecede o Natal. É momento de recordar a dimensão histórica da Salvação e refletir sobre estes dias, antes do nascimento de Jesus.

E, pensando no nascimento, recordei-me dá leitura que fiz no Evangelho de Lucas, no seu capítulo de número dois, que apresenta a nós o cumprimento da palavra de Deus. O evangelista Lucas relata, dentro de um contexto, a movimentação que ocorreu naquele período.

Na época em que Jesus estava para nascer, Israel se encontrava sob o domínio de Roma e o Imperador Romano, Cesar Augusto, decretou uma Lei ordenando o recenseamento nas províncias. José, que era nascido em Belém, viajou com Maria para o cumprimento da determinação estabelecida e, chegando na cidade, à encontraram muito cheia.

Conforme o que o texto bíblico nos relata: “E deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2.7.

Com a leitura desse verso, aprendo muitas lições, inclusive sobre o amor e a humildade. É muito bom guardar dentro do coração essas histórias; que nos ajudam em nossas experiências ao longo da vida; que nos tornam mais sensíveis aos acontecimentos da história do Natal, com belíssimas lições, onde nos alegramos, choramos, admiramos e nos emocionamos.

Enfim, estamos a caminho de mais um Natal, um momento oportuno de reflexão, então, deixo uma pergunta para você: Há lugar em seu coração para o menino Jesus nascer?

Deus abençoe,

Com carinho, Pastoral
Reverenda Angela Balbastro Ribeiro

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Mas o justo viverá da fé

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: MAS O JUSTO VIVERÁ DA FÉ”. Romanos 1. 16-17

No dia 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero, não satisfeito com os acontecimentos em sua Igreja, publicou suas 95 teses na porta de sua Igreja. Teses essas elaboradas com muito estudo e meditação na Palavra de Deus.

Lutero buscava melhorar sua própria Igreja, pois via que os ensinamentos que estavam acontecendo se distanciavam da Palavra de Deus. Em outras palavras, o que ocorria estava distante do que estava escrito na Palavra. Ele era um estudioso e quanto mais estudava, mais via que se distanciavam das verdades bíblicas.

Então ele buscou, mesmo sendo perseguido, dar notícia daquilo que pensava que necessitava de mudança.

Conhecemos a história; na época seus ensinamentos não foram aceitos, o que causou ruptura em sua Igreja por se formar uma outra, mesmo contra a gosto de Lutero.
Cabe então uma pergunta: por que lembrar dessa data em nossos dias? Será que ainda é importante esse tema?

Acredito que esse tema seja tão atual hoje como foi quando do inconformismo de Martinho Lutero. Basta olharmos ao nosso redor para vermos quantas e quantas coisas necessitam de uma boa reforma.

Olhando a nossa sociedade percebemos a falta de valores morais e éticos que vivemos: a vida que vale menos do que qualquer coisa; mata-se apenas por não concordar com nossos pensamentos; famílias que se fazem e desfazem sem nenhum vínculo de afetividade.

Na política, ao lermos ou vermos os jornais, o que vemos são escândalos e mais escândalos, que de tão corriqueiros nem prestamos mais atenção. A corrupção é motivo de piada e aumenta cada vez mais, não apenas nos altos escalões, mas também em pequenas atitudes do nosso dia a dia.

E se continuarmos a elencar as coisas que precisam de mudanças o texto seria muito longo.

O fato é que muitos aspectos da vida tanto pessoal, familiar, educacional, social e etc, precisam de reformas importantes e urgentes. Precisamos de “Martinhos Luteros” com coragem para afixar em muitas portas não apenas 95, mas milhares de teses para que nossa sociedade acorde para as reformas que se fazem necessárias.

O texto de Paulo citado acima ajuda a pensar que a salvação é para todos aqueles que creem e que através da fé podemos olhar com outros olhos para o que está acontecendo a nossa volta. E, assim, iniciarmos um movimento de proclamação destas verdades que ajudaram a começarmos uma reforma tal que começaremos a sentir aqui e agora as delícias do Reino de Deus.

Somos convidados e convidadas a participarmos desta mudança. Não fique parado em seu cantinho, assuma uma atitude de mudança por mínima que seja. Tenho certeza que ela contaminará outros e em breve veremos grandes mudanças acontecerem em nosso meio.

Paulo afirmou e cremos nisto: O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ. Tenha fé e mude. As coisas poderão ser melhores, experimente.

Que Deus abençoe a todos e todas!

Revda. Gladys Barbosa Gama
Coordenadora da Pastoral

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Por onde anda nossa Misericórdia?

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Mateus 5:7

Levanta, toma café, trabalha, passa correndo pelas pessoas, mal cumprimenta, almoça apressadamente, trabalha, volta para casa, dorme, acorda... Assim são muitos de nossos dias.

Notícias nas mídias: refugiados fogem de regiões de guerra, são distribuídos pelos países da Europa e do mundo, crianças são encontradas entre escombros após a cidade ser bombardeada por mísseis poderosos, alunos tomam escolas, políticos votam cortes de recursos para políticas sociais, Mariana continua sem solução, a crise econômica persiste, o nível de desemprego aumenta....

Esse é um pouco do cenário tão desumano do qual fazemos parte. É nele que desempenhamos nosso papel na sociedade, que participamos de um período histórico. Nesse contexto, muitas vezes, nos tornamos insensíveis, fica tudo empastelado, vestimos uma armadura para não sermos atingidos.

Então, eu pergunto: por onde anda nossa misericórdia?

Misericórdia deriva do latim miserere cordis, que significa o sentimento de empatia, do coração que se inclina em direção ao outro, em solidariedade e disposição para ajudar. Quando somos misericordiosos, conseguimos seguir nas pisadas da outra pessoa para acolhê-la e compreendê-la.

Mas na sociedade em que vivemos tão individualista e presa às lógicas do mercado, não há lugar para a misericórdia como modelo a ser seguido. Misericórdia é sofrer com alguém, estar ao lado de outra pessoa.

Em nossa vida corrida encontramos muitas dificuldades para a prática de uma solidariedade efetiva. Mas nossos atropelos não devem ser impedimentos para que olhemos para a outra pessoa, para que partilhemos com ela de suas dores, seja do tipo e do tamanho que forem.

A misericórdia fortalece as relações humanas e fortalece nossa relação com Deus. Ela quebra preconceitos, pois todas as pessoas têm direito à ternura e à alegria pela vida.
Concordo, plenamente, com o seguinte pensamento: não basta sermos bons, temos que ser misericordiosos, incondicionalmente.

É fácil citar várias passagens bíblicas que falam de misericórdia, como a da moeda perdida, a da ovelha desgarrada e a mais conhecida de todas, a do filho pródigo. Mas é difícil encontrar, nos dias de hoje, vivências concretas ou mesmo relatos sobre ações de misericórdia.

Fica, então, o desafio de olharmos ao nosso redor e descobrirmos ações de misericórdia. E quem sabe nos juntarmos a elas.

Profª Mary Rosário

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Viver em União, é possível?

"Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.". (Efésios 4.32).

O mundo tem sede de relacionamentos! A família tem sede de relacionamentos! Nossa universidade clama por bons relacionamentos! E nós precisamos ser esse canal de relacionamentos sadios. Tenho ouvido muitas pessoas falando sobre o tema, mas, muitas vezes, as palavras tendem a se tornar apenas formais e as nossas atitudes não mudam.

Muitas religiões nos ensinam a viver em relacionamentos sadios, mas continuamos ignorando o real sentido de viver em um mundo melhor. Pessoas insensíveis se vingam e maltratam sem atentarem para a vida humana. Mas qual o significado de "relacionar" que queremos em nossa vida? Podemos dizer que é estabelecer vínculos, fazer amizades e adquirir conhecimentos. Mais do que nunca, nossos relacionamentos precisam ser revisados, seja no lar, no trabalho, na intimidade com Deus e até conosco mesmo.

Precisamos meditar dia a dia nas palavras do Salmo 34.14, que diz: “Quem amar a vida e viver dias felizes, não pague o mal com o mal. Pratique o que é bom. Busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”. As diferenças estão aí para que possamos aprender com elas. Precisamos aprender a conviver com elas, sermos promotores da reconciliação, defensores da justiça e da paz com todos os homens e mulheres, com os animais e com a criação. Somos os instrumentos que Deus quer usar para que o bom viver se faça presente em nosso mundo.

Só veremos os efeitos desse relacionamento sadio se primeiro aprendermos a semeá-lo e cultivá-lo ao nosso redor. Devemos procurar entender, perdoar, retirar as mágoas e viver em comunhão constante, e assim, fortalecidos, crescermos cada vez mais diante do nosso Deus.

Avaliemos o nosso viver pessoal, familiar, no trabalho e no social. Consideremos as condições dos nossos relacionamentos aqui na Universidade. Permitamos que a graça de Cristo nos enriqueça e, se necessário, “restaure” nosso relacionamento em todas as suas dimensões. Dessa forma, estaremos começando a experimentar o que Jesus sempre desejou para todos e todas: ter uma vida plena e em abundância, cf. João 10.10.

Que possamos viver dias melhores em nossa universidade e que os bons relacionamentos possam se fazer presentes em cada encontro.

Com o meu carinho, afeto e orações,

Rosane Oliveira - Agente da Pastoral

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Ensinar, uma ação divina

Sl. 32,8 “ Te instruirei e te ensinarei o caminho que deve seguir; e, sob as minhas vistas te darei conselho”.

Este é um salmo de Davi, que ao passar por circunstâncias difíceis na vida, aprendeu mais sobre Deus do que poderia imaginar. Quando ele esperava um castigo de Deus por suas ações erradas, recebeu o seu perdão e o compromisso de Deus em instruí-lo e ensiná-lo como viver seguindo os seus conselhos. Na vida sempre teremos a necessidade de aprender. E ter alguém que nos ensine é uma grande benção. Davi recebeu um grande professor, o próprio Deus, que ouviu suas orações e se revelou um Deus não castigador nem punitivo, mas um professor.

Quando vemos Deus como um professor, alguém que se preocupa conosco, aprendemos logo que ensinar não é uma ação simples de falar, passar informações ou conteúdo de algum assunto para alguma pessoa. O ensino se realiza em um processo que necessariamente se desenvolve em um ambiente relacional. O amor, a preocupação, o respeito e o compromisso são valores que acompanham a todos os professores que buscam no ensino um modo de ajudar ao outro.

Ser professor ou professora é ser um orientador para a vida. Esta é uma ação comprometedora tanto de quem ensina como de quem aprende. Sejamos fiéis aos nossos alunos, sejamos fiéis aos nossos professores. Deus é o nosso maior professor.

Pr. Hércules

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Bem-aventurado o homem cuja força está em ti...

Salmo 84,5a

Como é bom ouvirmos boas músicas que de alguma forma nos trazem mensagens importantes e de qualidade. Assim como melodias que elevam nossa alma e nos motivam a prosseguir em qualquer tempo.

Lembrei-me que há muitas composições nos Salmos, que são hinos e poesias que traduzem o momento do povo de Israel e chegam até nós com mensagens de gratidão, oração, fé...

E assim te faço um convite: que durante a semana, de alguma forma, meditemos no Salmo que estará logo abaixo. Para que a leitura ou o canto eleve os nossos corações.

Quão amáveis são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!

Salmo 84

A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo.
O pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu.
Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados.
O qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
Senhor, dos exércitos, escuta a minha oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
Pois um dia nos teus átrios valem mais que mil. Prefiro estar a porta da casa do meu Deus a permanecer nas tendas da perversidade.
Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
Ó Senhor dos exércitos, feliz o homem que em Ti confia. 

Com carinho, Pastoral

Pastora Angela Aparecida Balbastro Ribeiro

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Primavera

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.2

Quando ouço a palavra primavera, uma sensação de felicidade me envolve, penso num campo ensolarado, flores coloridas, pássaros cantando, alegria ... esperança!

Na natureza, a primavera é a época na qual os seres vivos em geral tornam-se de um modo ou de outro mais atraentes, cores fortes, cantos, danças, feromônios no ar...
É a época da reprodução da maioria das espécies.

Plantas e animais buscam formas de continuar a existir e exibir-se neste mundo tão lindo. Surgem as flores que, com suas cores, encantam nosso olhar. A vida expressa-se com esplendor!

O sol aquece a Terra, que borbulha em metabolismos loucos que resultam em vida.

A renovação acontece! Surge o novo.

Em nosso mundo humano, homens e mulheres mergulham diariamente em atividades que, muitas vezes, nos impedem de parar para refletir. A falta de tempo disponível para a reflexão, junto às decepções enfrentadas, gera o conformismo com o mundo em que vivemos, acomodamo-nos, tornando-nos inertes diante dos absurdos e injustiças que ocorrem em nossa família, trabalho, país, planeta.

Surgem o desânimo, a descrença, a imobilidade...

Deus tem o melhor para cada um de nós e Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Ele nos criou com capacidade de gerar mudança, nos criou para a vida e não para a estagnação. No versículo acima, Paulo em sua carta aos Romanos, fala sobre a importância da transformação do conformismo em inconformismo e isto, certamente, ocorrerá por meio da renovação da nossa mente, do nosso pensar.

A renovação acontece! Surge o novo.

Como disse há pouco, a primavera é pra mim, um sinal de esperança.
O sol da primavera gera vida, gera mudança, gera beleza.
Cremos num Sol Maior, que é o nosso Deus.
Deus gera em nós a vida, a mudança, a beleza.
Creia que dias melhores virão, creia na mudança, na renovação!
Nesta primavera, tome um delicioso banho de Sol e deixe-se tocar pelo Criador.

Elaine Cezar da Silva

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02 de setembro: Dia da Autonomia da Igreja Metodista

O Movimento Metodista, que deu origem a Igreja Metodista, começou na Inglaterra no século XVIII com os irmãos John Wesley e Charles Wesley, dentro da Igreja Anglicana. Esse movimento, além de anunciar a salvação das almas, também propõe libertação nas questões sociais. Analfabetismo, trabalho infantil, escravidão, dentre outros, são questões abordadas pelos irmãos Wesley e seus (suas) amigos (as).

Esse movimento é levado para a América do Norte, recebe força e cresce muito. Além dos templos surgem as escolas. Devido a questões políticas a Igreja Anglicana não reconhece o Movimento Metodista na América e acaba acontecendo a institucionalização do Movimento em Igreja Metodista.

A então Igreja Metodista cresce muito em solo americano. Dentro do plano de evangelização a Igreja Metodista Episcopal do Sul envia missionários ao Brasil, para o interior de São Paulo e Amazonas. Ao mesmo tempo, missionários do Uruguai viajam para o Rio Grande do Sul. Devido a várias dificuldades de saúde dos missionários, eles retornam para suas pátrias e novos são enviados, agora para o Rio de Janeiro, local em que a Igreja é sediada. Nasce assim a Igreja Metodista do Brasil.

Por vários anos a Igreja Metodista do Brasil é missão da Igreja Metodista Episcopal do Sul nos Estados Unidos. Sua lei, seus dirigentes e seus pastores são americanos.

No início do século XX começa a ter um movimento entre os brasileiros para que a Igreja Metodista do Brasil se torne independente, em outras palavras “comece a andar com suas próprias pernas”. Neste tempo, já há pastores brasileiros e uma liderança forte surge. Em 1929 um grupo de dirigentes brasileiros e americanos vão até os EUA com uma carta de intenção para iniciarem as discussões sobre esta autonomia.

E em 02 de setembro de 1930, na hoje Catedral Metodista de São Paulo, é lido o documento que declara a tão sonhada e desejada autonomia. O final do texto diz:

“(...)Nós, os membros da Comissão Conjunta, rendendo graças a Deus por sua direção e pelo espírito de cooperação que reinou em nossas deliberações, declaramos aberto o primeiro Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil; declaramos, mais, que os membros e ministros da Igreja Metodista Episcopal do Sul no Brasil passam, por este ato, a ser membros e ministros da Igreja Metodista do Brasil; que a Igreja Metodista Episcopal do Sul deixa de existir no Brasil, e que a Igreja autônoma, por esta proclamação, fica constituída. Cidade de São Paulo, 2 de setembro de 1930”

Nasce assim a Igreja Metodista. Não mais uma missão, mas uma Igreja que “anda com suas próprias pernas” e recursos. Igreja que hoje está em todos os estados brasileiros, e continua lutando não só pela salvação das almas de todos e todas, mas também pela educação, trabalho, libertação de amarras que tem prendido o povo brasileiro, contra o trabalho infantil e corrupção. Enfim, o povo metodista acredita na salvação do ser humano de forma integral.

É tempo de festa, mas também é tempo de continuarmos nossa luta por um país melhor e que todos e todas sejam rendidos (as) ao Senhor e livres de todas as amarras.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!”
João 8.32
Revda. Gladys Barbosa Gama 

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A Inquietude da Vida

Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa, Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10:40-42

Nas grandes cidades, podemos perceber como as pessoas vivem apressadamente. Sempre se tem algo para fazer, um problema para resolver e nos pegamos sempre correndo. Queremos dar conta das demandas de maneira rápida e eficiente, que tudo se encaixe de forma harmoniosa a nosso favor, claro. Ainda há outro motivo: muitas vezes corremos não porque queremos correr, mas porque estamos pressionados por outras pessoas e assim assumimos a pressa de demandas que não são nossas. Geralmente, quando fazemos algo de forma apressada, as chances de que alguma coisa errada aconteça é muito grande. Mas pelo jeito, esta não é uma realidade nova dos tempos modernos: já no tempo de Jesus acontecia e ele próprio foi provocado a acompanhar a demanda dos outros. 

No texto acima vemos Jesus em visita à casa de Marta e Maria, provavelmente, irmãs de Lázaro. Mas as duas irmãs tomaram atitudes distintas uma da outra no momento que recebiam Jesus. Enquanto Marta se agitava de um lado para o outro, servindo à mesa, Maria se sentou perto de Jesus para ouvir seus ensinamentos. Se considerarmos a questão cultural da época, realmente, Marta estaria certa no sentido de que as mulheres cuidavam dos serviços da casa e era esperado que, com uma visita, elas pudessem proporcionar o melhor para o visitante.

Em um tempo que as mulheres não eram nem contadas em um grupo de pessoas, ver Maria sentada e participando da conversa com Jesus seria um absurdo. Porém, Maria identificou nos ensinamentos de Jesus algo que lhe importava muito. Ela precisava aprender, então, tomou esta atitude de ir contra a cultura da época para ouvir o mestre. E depois, ela estava em sua própria casa.

Quando Jesus foi questionado se ele não se importava com aquela situação, a resposta foi surpreendente: “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas...”. Jesus apontou que cada uma delas podia fazer as escolhas que quisesse, mas Maria havia escolhido a boa parte e Jesus não ia lhe tirar isso.

As escolhas que fazemos são de nossa responsabilidade. Fazer escolhas em um momento de agitação é a pior atitude que alguém pode ter. Nossas escolhas precisam ser tomadas com serenidade, paciência e mansidão. Assim, há tempo de pensar e, com critério, escolher e se decidir. Devemos ter cuidado com as nossas escolhas, pois somos responsáveis por elas. Não adianta jogar em Deus os erros das nossas escolhas apressadas. O que podemos aprender é que: “a pressa é inimiga da perfeição”. Se nossas escolhas não têm sido boas, vamos parar para pensar e, com calma, pedir a Deus que nos ensine a fazer escolhas e aprender com elas.

Pr. Hércules.

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Infância Roubada

E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: "Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou". Marcos 9:36-37

Neste mundo tão globalizado as notícias, boas e as ruins, nos chegam numa velocidade imensa.

Com um nó na garganta nos deparamos, mais uma vez, com uma criança vítima da guerra.

Ela sem entender absolutamente nada sobre o que está acontecendo, toda empoeirada, com carinha amedrontada, passa a mão na cabeça cheia de sangue e olha para sua mão.

Uma cena de uma realidade que enche nossos olhos de lágrimas e aperta nosso coração.

Então nos perguntamos: Por quê? Para onde vamos? Quem ganha e quem perde? A humanidade toda perde.

Colocamo-nos a refletir em como essas crianças que passam por esta experiência física, emocional e psicológica na infância se desenvolverão, que adultos serão?

Dados da organização não governamental italiana Child, especializada em estudar o comportamento de crianças vítimas de conflitos recentes, mostram que ansiedade, depressão e dificuldades de relacionamento – além da tendência a inventar histórias – marcam para sempre quem vive uma guerra na infância.

Delas é tirado o direito de se desenvolver, de brincar, de aprender, de sonhar...
Na Bíblia, no novo testamento, quando encontramos relatos sobre crianças, atestamos a generosidade de Jesus para com elas.

Todas as pessoas que se sobressaem de alguma forma na humanidade como: inventores, grandes compositores, pintores, arquitetos, escritores e outras foram crianças, assim como todos nós.

Que nós seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus, possamos ter piedade em nossos corações e mentes.

Que já deveríamos ter aprendido que na guerra não há vencedores.

Que nossas crianças do mundo possam ser preservadas das maldades dos adultos.
Que não percamos nossa fé.

“Que possamos orar pedindo a Deus que estenda a mão sobre as crianças do mundo e as abençoe, e que entendamos que todas as crianças do mundo são nossas crianças.” (*)

Profª Nilza Mary
Pastoral Escolar e Universitária

(*) Trecho da Oração Pelas Crianças do Rev. Luiz Carlos Ramos

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ATENDIMENTO

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Telefone – 4366-5543

Atendimento:


- Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h
- Sábados das 8h às 12h



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- Segunda-feira, das 8h às 12h e 19h às 21h30
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- Quinta-feira, das 8h às 21hh30
- Sexta-feira, das 8h às 12h
 



Campus Vergueiro -  Edifício A, sala 150
Telefone: 4366-5403

Atendimento:

- Segunda-feira, das 19h às 21h30
- Terça-feira, das 8h às 18h
- Quarta-feira, das 8h às 18h
- Sexta-feira, das 8h às 12h e 18hàs 21h30



Colégio Metodista SBC
Telefone: 4366-5796

Atendimento:

- Segunda-feira, das 10h às 12h
- Terça a sexta-feira, das 8h as 17h30