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Reflexões

A mudança

2017 tem sido um ano de muita tensão. Muitos escândalos políticos encheram os jornais e continuam enchendo. O descrédito moral tornou-se nosso cotidiano no que tange àqueles que deveriam nos representar e considerar nossa vontade. Sou uma pessoa muito antenado politicamente e, refletindo sobre a conjuntura atual, não pude deixar de considerar o que o Apóstolo Paulo disse a Timóteo na sua primeira carta a este:

“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” 1 Timóteo 6. 9-10

Por amar o dinheiro muitos homens e mulheres venderam não somente a confiança depositada neles, venderam a si mesmos. Venderam integridade e caráter e isso é o mais trágico.

Qual preço de algo que não tem preço e sim valor?

Como vender o que é invendável?

Há um pensamento sistemático que afirma que a corrupção é inerente ao brasileiro, contudo, indo mais profundamente neste pensamento, concluímos que a corrupção é inerente ao gênero humano. Temos a tendência de sempre nos inclinarmos ao que nos gere benefícios, mesmo que seja em detrimento ao prejuízo do outro. Essa reflexão sobre o cenário macro precisa nos fazer olhar para o micro. Precisamos olhar para nós mesmos e perceber se, a nível individual, nós não cometemos os mesmos erros. Talvez você esteja dizendo para si mesmo agora: “Mas eu não roubo ninguém”!

Contudo, quando você mente para alcançar algum ganho, isso não te difere em nada daqueles que você julga. Quando você recebe um troco errado, para mais, e você não devolve, isso não te difere em nada daqueles que você julga. Quando você se empenha ao máximo para alcançar ganhos maiores e não percebe que, talvez, sua família está ficando à margem da sua vida, isso não te difere em nada daqueles que você julga.

Esse período da história brasileira vai passar, as coisas voltarão para o lugar correto, eu creio. No entanto, a história precisa nos ensinar alguma coisa, se não mudarmos individualmente, só estaremos emergindo para submergir novamente lá na frente. Quando eu mudo, tudo ao meu redor muda. A máxima é: “Nós devemos ser a mudança que queremos ver”

Gladston de Paula

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Um amigo lhe estende a mão (Evangelho segundo Mateus 14:22-33)

O Evangelho de Mateus narra uma das histórias mais belas entre Cristo e seus discípulos. Eles foram de barco até Cafarnaum, enquanto Jesus, após despedir uma multidão, desejou ir sozinho ao monte orar. Na madrugada, os discípulos já estavam em alto mar e Jesus foi ao encontro deles. Porém, sem barco. Ele foi andando sobre as águas. Na escuridão.

Num certo momento, os discípulos viram aquela figura indo em direção a eles, e naturalmente, foram tomados por medo, pois acreditaram que fosse um fantasma. E senão bastasse... o mar estava revolto.

Foi necessário Jesus gritar: “sou Eu, não tenham medo”.

Já que sua silhueta e sua poderosa aparição não foram suficientes, ao menos pela voz eles o reconheceriam?

Pedro, tão impetuoso quanto o mar que os balançava, foi logo pedindo: “Senhor, se é mesmo tu, ordena-me que eu vá ao teu encontro sobre as águas”.

Jesus permite.

Pedro foi caminhando até que a violência das águas retirou a confiança inicial. Foi afundando: “Senhor, salva-me”!

Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o firme e disse: “homem de pouca fé, por que duvidaste? ”.

Ao subirem no barco, o mar bravo, acalmou-se. Aquele suspiro de alívio é ouvido por todos.

Quantas vezes nós iniciamos uma jornada, um propósito ou um projeto crendo na presença de Deus, cheios/as de empolgação e entusiasmo, porém, ao decorrer do caminho, “coisas” ocorrem e nos trazem desânimo, medo, desconfiança, derrota. Perdemos a fé em nós mesmos, em quem nos guia ou em quem deveria caminhar conosco.

Mas o que mais nos fortalece neste testemunho do Evangelho é que Jesus estende a mão, mesmo que a fé seja pouca ou nenhuma.

Antes de Jesus despedir a multidão, ele fez a multiplicação dos pães e dos peixes que alimentaram mais de cinco mil! Ou seja, aqueles discípulos haviam visto o poder de Deus, no entanto, a fé ainda não era suficiente. Nós também, por vezes experimentamos a graça de Jesus, mas há momentos que essa fé se esvai porque nossos olhos se desviam de Cristo e nos apoiamos nas circunstâncias nada seguras que nos rodeiam. Temos pouca fé.

Mas podemos levantar as mãos e alcançar a mão sempre estendida de Cristo. Com humildade, reconheçamos nossas fragilidades e fraquezas e permitamos que se preciso for, Cristo nos carregará para um lugar seguro, como foi ali, representado pelo barco, que com a presença de Jesus passou a navegar em calma e serenidade. Com a rota restabelecida.

Nesse mês que lembramos o dia da amizade, que possamos também reconhecer e agradecer, pois certamente Jesus foi uma mão estendida através de um amigo ou amiga: um amparo e apoio. Pensemos nisso.

Que a benção de Jesus Cristo seja sobre nós.

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa

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Amig@, estou aqui

Há amigos que levam à ruína, e há amigos mais queridosdo que um irmão. [Provérbios 18.24]

Nós certamente já escutamos a canção que afirma: “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”. Esta frase se torna mais significativa se trouxermos à memória aquele dia tão agradável que passamos ao lado de um/a amigo/a. Possivelmente estivemos tristes por algum motivo e a presença desta pessoa, ou algumas palavras que ela falou, nos trouxeram tranquilidade. Tivemos a oportunidade de chorar diante dela, desabafar e até mesmo receber um toque ou um beijo de paz. Ela estava ali, nos ouvindo, orando em nosso favor. Nós podíamos senti-la e tocá-la. Independentemente se este amigo/a nos decepcionou em algum momento, houve dias em que a presença dele/a foi importantíssima. Marcou a nossa história. Nossa vida foi assinalada por algumas experiências boas de amizade, e são essas que devem permanecer e ser cultivadas.

Quando se valoriza demasiadamente a desilusão perdemos o lado bom da vida, caminhamos pessimistas, desconfiados/as da “própria sombra”, matamos o “belo jardim” chamado amizade com o nosso olhar vazio, tornamo-nos desumanos a ponto de não termos mais saudades ou mesmo rejeitarmos o caloroso abraço de um/a amigo/a, perdemos a oportunidade de ser abençoados/as por Deus através de uma pessoa. Assim, a amizade é envenenada pela maldade e passa a ser sinônimo de segundas intenções. Por tudo isso, se nós analisarmos com sinceridade concluiremos que a amizade é uma bênção de Deus. Ter amigos/as é necessário para o nosso desenvolvimento físico, psíquico, espiritual e social, mas somente podemos ser amigos/as de alguém se formos conscientes da responsabilidade que temos diante do Senhor de procurar o melhor para esta pessoa com a qual nos relacionamos.

Neste dia que fazemos alusão ao Dia do amigo, podemos declarar que Jesus Cristo é o nosso modelo maior de amizade e olhando para Ele o Espírito Santo nos fortalecerá e nos ajudará a manter laços de amizade verdadeiros que se solidificam com a presença de Deus em nossa vida.

 

Rev. Edemir Antunes

Agente da Pastoral – UMESP 

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O grande mar da vida

Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado".
Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam.
Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água. 
Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos?"
Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!"
O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo?
Ainda não têm fé?"
Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
Marcos 4. 34 a 41

Algumas experiências que vivemos em nossa infância nos marcam por toda vida.Eu me lembro perfeitamente da minha mãe cantando para mim, com sua voz forte e afinada, uma música que tinha a seguinte letra: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem, vai muito bem, vai muito bem! Com Cristo no barco tudo vai muito bem e passa o temporal...”

Na minha cabecinha de criança, eu não entendia muito bem a letra dessa música, mas, mesmo em tenra idade, uma grande e verdadeira lição eu aprendi com ela: se Cristo estivesse comigo, tudo ficaria bem! Hoje, adulta, percebo claramente que já enfrentei temporais e, com um sorriso no rosto, afirmo: Cristo esteve comigo e, incrivelmente, tudo ficou bem!

No grande mar da vida, nós navegamos e desfrutamos de dias com sol, calmaria, mas também nos deparamos com ondas gigantes, vendavais e tempestades que desejam nos engolir. O texto bíblico acima nos mostra que estamos susceptíveis a vendavais em nossa caminhada.

Ventos e tempestades fazem e farão parte da vida do ser humano, inclusive dos que caminham e confiam em Deus. Dificuldades, tristezas, doenças, perdas, frustrações...Enfim, estamos no mundo e por isso estamos sujeitos às dificuldades e lutas, porém, há Alguém muito especial que está conosco, que está dentro do barco com a gente. Seu nome é Jesus! Por vezes, esquecido... adormecido lá no fundo, na popa do barco, quietinho... Mas Ele está ali!

Se a tempestade chegar e o medo crescer, basta chamá-lo. Aquele que tem o poder de aquietar o vendaval que nos oprime está e estará sempre conosco!

Muitas vezes o vento e o mar enfurecidos podem ser uma circunstância em nossa vida que nos devora a paz. Então clamamos por socorro e Ele se levanta com seu poder para acalmar o furor.

Por vezes, o vendaval pode ser algo interno, dentro de nós mesmos, como um coração angustiado ou uma mente ansiosa... Este mesmo Jesus que nos conhece tem o poder de nos trazer a paz.

Enfim, as tempestades podem chegar e nos paralisar, enchendo-nos de pavor. Mas não podemos esquecer nunca de que não estamos sozinhos. Jesus está conosco, no mesmo barco!

Dele virá o nosso socorro, Dele virá a paz e bonança - Tempo tranquilo com vento e mar calmos, serenos. Calmaria; sossego que aparece após um período conturbado.

O mar é imenso e profundo, mas não é maior que o amor de Deus!
O mar é rico em vida, mas não mais rico do que a vida que Cristo nos oferece.
O mar tem ondas gigantes, mas nada que supere o poder do grande autor da vida
e seu filho Jesus.
É com Eles que navegamos!


Elaine Cezar
Agente da Pastoral

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Gratidão

Leia: Lucas 17.11-19

Chegamos ao final de mais um semestre na Universidade Metodista. Ao finalizar as atividades acadêmicas, os(as) professores(as) e alunos(as) podem dizer: "Obrigado(a), Senhor!". A gratidão precisa fazer parte de nossas vidas e saber agradecer é uma virtude a ser alcançada.

O livro de Salmos contém vários textos de gratidão a Deus. São poesias belíssimas como o Salmo 100 e 136. No Novo Testamento temos um relato que serve de exemplo de gratidão: trata-se da história da cura de 10 leprosos (Lucas 17.11-10). O evangelista Lucas relata que Jesus estava a caminho de Jerusalém e passou na região da Samaria e Galileia quando foi surpreendido por dez leprosos que gritaram: “ Mestre, compadece-te de nós!”.

O texto continua com o pedido de Jesus para que eles se apresentassem aos sacerdotes (conforme Levítico 14.1-32) e desta forma, descreve-se a cura daqueles homens. A questão que o texto aborda é o fato de apenas um ter voltado para agradecer a Jesus (Lucas 17.16), e este era estrangeiro. Nas palavras finais de Jesus, lê-se afirmação: “tua fé te salvou”.

Deste texto podemos aprender algumas lições:

1) Obediência: A iniciativa de obedecer ao pedido de Jesus foi fundamental para a cura. Eles tiveram a coragem de gritar por socorro e a iniciativa de se apresentarem aos sacerdotes, conforme ensinava a lei judaica, enfatizando aqui a importância da obediência na vida daqueles que buscam uma bênção;

2) Gratidão: a iniciativa daquele homem de retornar a Jesus fez uma grande diferença na sua vida, porque ele teve a oportunidade de glorificar a Deus publicamente (Lucas 17.15) e se aproximar de Jesus (prostrado), em um gesto de reconhecimento e gratidão a Deus e a Jesus;

3) Salvação: este gesto mudou completamente a vida daquele homem, que ouviu do próprio Jesus: “a sua fé te salvou”. Ele encontrou, além da cura física, a salvação, indicando a importância da fé e da gratidão.

Considerando nosso tempo e nossas vidas, considerando as dificuldades e desafios apresentados no início do ano letivo, podemos hoje agradecer a Deus pela vida, pela família e pelo trabalho. Reconhecer o cuidado, proteção e provisão que Ele tem nos dado até a presente data.

Que nossa gratidão e nossa fé em Deus possam fazer a diferença em nossas vidas e em nossa instituição até a presente data e no decorrer do ano letivo.

Boas férias!

Wesley Cardoso Teixeira
Pastoral Escolar e Universitária

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Corpus Christi

A festa de Corpus Christi surge no século XIII, na diocese de Liège - Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Na visão católica esta festa é o momento que o próprio Cristo se faz presente por meio da Eucaristia, já que se acredita que os próprios elementos da ceia se transformam na carne e no sangue de Cristo. Então o santíssimo sacramento sai da igreja em procissão pelas ruas. Este é um feriado Cristão que nós evangélicos acabamos usufruindo, mas não o comemoramos.

Na visão Evangélica cremos de forma diferente. Celebramos o momento da Ceia do Senhor nos cultos, como um memorial que Jesus nos mandou celebrar, mas não cremos na transubstanciação dos elementos. Cremos que Cristo habita em nós, de forma que somos transformados em um instrumento nas mãos de Deus para abençoar ao próximo.

Cremos que nossa ocupação não pode estar voltada para uma visão religiosa e ritualística, mas sim para uma disposição pessoal de ser a mão de Deus, a boca de Deus, o próprio corpo de Cristo neste mundo tão cheio de incoerências.

ICo. 12:27 “Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse corpo”. É assim que cremos e assim orientamos as nossas vidas segundo a bíblia nos ensina. Por isso acabamos usufruindo deste feriado, pois é uma data oficial em nosso país, mas acabamos não comemorando. 

Que Deus continue abençoando a cada um de nós e a cada dia possamos aprender do seu Evangelho, para que assim como Jesus, possamos viver neste mundo sendo bênçãos uns para os outros.


Pr. Hércules 

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Festas Juninas: por que e o que comemorar?

Oh! Quão bom e quão suave é viverem juntos os irmãos (ãs).” Salmo 133.1

O mês de junho é conhecido pelas festividades chamadas juninas. Mas o que de fato são estas festas e o que elas comemoram?

Esta é uma festividade que começou na zona rural na época da colheita, principalmente do milho. Devido a fartura do período, muitas comidas eram feitas de milho.

E aos poucos o que era apenas uma festa da colheita começou a tomar outra forma, pois nesta mesma época a Igreja Católica Apostólica Romana também celebra o dia de alguns de seus santos, principalmente Antonio, João e Pedro. 

Uma comemoração juntou-se com a outra e o que era apenas uma festa agrícola tornou-se uma celebração agrícola e religiosa. 

De um modo geral, as igrejas evangélicas costumam realizar nesta época algumas festas que lembram a origem da celebração. É comum vermos eventos como Festa do Milho, Festa Caipira, Festa do Interior e outras designações.

Devido a ambiguidade da festa, as instituições metodistas optaram por não realizar celebrações no período, mas realizam festas com outros temas.

O importante é estarmos juntos desfrutando da alegria, união e fraternidade entre os irmãos e irmãs. Seja qual for o motivo, que possamos estar juntos para nos alegrarmos e festejarmos a vida que o Senhor Deus nos deu!

 

Graça e Paz!

Revda. Gladys Barbosa Gama
Pastora Titular da Pastoral Escolar e Universitária do IMS

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Esperança nos dias maus

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro” Jeremias 29:11

Quando projetamos nossos pensamentos ao futuro, baseados nos dias atuais, é inegável que medo e insegurança sobem ao nosso coração. Crises na política, crises sociais, o humano sendo desumano, fome, doenças e muitos outros motivos nos roubam a esperança de um futuro melhor. Mas quando nos lembramos de olhar pela ótica do Eterno, começamos a ver tudo de forma diferente, da forma que foi criado para ser, um mundo próspero.

O povo de Israel foi subjugado por muitas vezes. Eles tiveram que reconstruir não só o templo, mas a cidade. Por maiores que fossem as murmurações, eles sempre eram exortados a voltarem a essência da promessa de Deus e, assim, prosperavam.

Hoje, em tempos de escassez, solidão e lutas, o Senhor Jesus nos chama a voltar nossos olhos para a promessa que Ele tem para nós, pensamentos de um futuro feliz, afortunado e próspero. Quando os dias maus baterem na porta, lembre-se que Ele tem planos prontos para você. Afinal, prosperidade não é ter tudo, mas não sentir falta de nada.

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Sobre 24 de maio (poema)

“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” Lucas 24.32


Sobre 24 de maio

Um encontro, uma mudança.
O inesperado o alcança.

Um homem, um coração.
Uma real transformação.

Uma experiência, um calor.
Uma presença que arde em amor.

John Wesley e o Metodismo.
A fé que moveu e reconstruiu
A fé que rompeu o comodismo.

Um coração aquecido é mais que emoção.
É a mão no arado, é o olhar cheio de amor
para aqueles que sofrem com injustiça e a dor.

Elaine Cezar da Silva

Leia mais
sobre o dia 24 de maio e a experiência do Coração Aquecido

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Quando Deus nos surpreende

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol e as suas vestes tornaram-se como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.” Mateus 17.1-2

Servir a Deus é um ensinamento que recebemos quando iniciamos a nossa caminhada Cristã. Quando assim aprendemos, passamos a nos preocupar em ser um bom servo, fazer o que de melhor podemos para glorificar a Deus.

Mas mesmo assim, acabamos tropeçando nas nossas próprias limitações pessoais e falta de entendimento em como servir a Deus em um mundo cheio de pecado e confusão. Quando damos conta de que não estamos sendo fiéis a Deus, nos pesa no coração uma tristeza e inconformidade. Nos reprovamos e nos enchemos de perguntas sobre nossa fé, nosso desempenho, nosso merecimento, entre tantas outras coisas. E quando menos esperamos Deus nos surpreende com alguma situação, nos revelando o seu grande amor e comunhão que achávamos não ter, por conta das nossas falhas.

Foi o que aconteceu com os apóstolos Tiago, Pedro e João. Surpreendidos por Jesus em um momento que parecia ser corriqueiro, um momento de oração com o mestre como outros tantos. Sem explicações e aviso prévio, Jesus é transfigurado e eles assistem a tudo e ficam sem saber o que fazer. Mais a frente no texto, eles escutam a voz de Deus dizendo: “este é o meu Filho amado, a ele ouvi!” Deus está revelando aos três apóstolos que Jesus é o Cristo.

Foi exatamente isto que aconteceu com John Wesley no dia 24 de maio de 1738. Segue o relato que fez em seu diário:

“À tarde fui, com pouca vontade, a uma reunião na Aldersgate Street (Londres); quando cheguei alguém estava lendo o prefácio de Lutero à Epístola de Paulo aos Romanos. Cerca das vinte horas e quarenta e cinco minutos, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração mediante a fé em Cristo, senti o meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que agora confiava realmente em Cristo, somente em Cristo, para salvação: e me foi dada a segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte.”

Em um momento que Wesley não estava bem, com muitos questionamentos em sua mente e preocupado com outras tantas atividades na igreja onde era pastor, foi convidado para participar de uma reunião de oração e mesmo contra a sua vontade aceitou o convite. Pois foi exatamente nesta ocasião que Wesley teve o seu momento particular com Deus. Posso dizer que, para Wesley, foi um momento semelhante à transfiguração de Jesus diante dos seus apóstolos. Uma transfiguração que ocorre em seu coração, no seu entendimento. Este acontecimento mudou totalmente sua disposição e desprendimento para a pregação do Evangelho. Se antes ele já o fazia com zelo, agora ele o faz com convicção, força e ânimo ainda maior.

Não devemos nos distrair com os sentimentos de fracasso e desânimos quando as coisas não estão indo como achamos ser o melhor. Confiar em Deus e seguir seus ensinamentos deve ser a nossa meta. Quando menos esperamos, Deus nos surpreende com sua presença e amor. Somos assim renovados e percebemos que tudo que podemos construir ou dedicar ao Senhor não depende das nossas forças, mas, sim, da presença de Cristo em nós.

Pastor Hércules Araújo
Pastoral Escolar
Colégio Metodista de Bertioga

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“Como será o futuro do nosso país?”

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. [2Crônicas 7.14]

O título dessa reflexão é o começo da música “Pra cima Brasil”, composta pelo poeta e cantor cristão João Alexandre. A pergunta acima certamente permeou a mente de cada brasileiro/a nos últimos dias, especialmente pelos acontecimentos da semana. Foi um clima tenso, de incertezas, inseguranças... como na música onde se canta: “Surge a pergunta no olhar / E na alma do povo”. Essa expressão indica que estamos desnorteados/as, sem saber o que os próximos acontecimentos nos trarão. E o poeta prossegue declarando: “Cada vez mais cresce a fome / Nas ruas, nos morros / Cada vez menos dinheiro / Pra sobreviver”. A esta frase nós podemos acrescentar que a crise se aprofunda e o povo se desilude.

Apesar de nossas inquietações sobre o futuro, precisamos compreender que, além do voto consciente, temos um instrumento muito importante em nossas mãos, aliás em nossas vozes: a oração e o grito das ruas por dias melhores. Estes atos podem mudar os rumos do nosso Brasil, pois como estamos nos afundando em um mar de decepções e corrupções, Deus tem o poder de nos trazer à superfície, em segurança, e mudar os rumos do nosso País, por meio de nós... Basta-nos agir como cidadãos/ãs engajados/as, isto é, votando, nos mobilizando, cobrando e orando.

A música continua apontando um futuro diferente: “Brasil olha pra cima / Existe uma chance / De ser novamente feliz / Brasil há uma esperança! / Volta teus olhos pra Deus, / o Justo Juiz!” Nesse momento de incertezas, de mudanças, de insegurança, necessitamos confiar Naquele que pode transformar essas situações em caminhos de vida plena. Precisamos acreditar, pois existe uma chance: voltar os olhos pra Deus. Este é o momento adequado para sinalizar que confiamos Nele e em seu poder transformador. Por mais desafiador que pareça, a hora é oportuna para pedir sabedoria à Ele sobre como devemos agir nesse tempo e como podemos ajudar a construir um país melhor. Firmemos nossos pés, ergamos as nossas cabeças e prossigamos com esperança rumo à mudança. Confiemos que Deus sempre está com seus olhos abertos para nos perdoar, salvar e nos dar vida plena.

Rev. Edemir Antunes
Pastoral Escolar e Universitária
Universidade Metodista de São Paulo

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Seja Deus gracioso para conosco

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto”. A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe. Salmos 67, 1 e 6.

Deus, é Gracioso para com você MAMÃE.

Eu gosto muito de parar e ouvir histórias, especialmente dos meus familiares (avôs, primos/as, tios/as, sobrinhos/as). Lembro-me que minha Mãe as contava. São elas histórias rodeadas com diversos sentimentos em um tempo e uma época.

Com o passar dos anos eu fui percebendo a importância e o significado em saber das histórias familiares. E quando meu filho ainda era pequeno, contei-lhe minhas histórias pessoais e familiares e, procedendo assim, elas não se perderiam com o tempo.

Eu me recordo de fatos de alegria, tristeza, cuidado, conselho, dedicação, orientação, proximidade, oração, prece, amor, fé, confiança e... Quando leio a Bíblia Sagrada, especificamente o livro de Salmos, vejo um povo que contava suas histórias, lindas e admiráveis e seus momentos marcantes e significativos.

E o Salmo de número sessenta e sete, narra a história de uma pessoa que caminhava confiante e esperançosa pelo favorecimento de Deus. Conhecendo que: A Graça vem de Deus; O Louvor é expresso por nós; A Alegria que é dada a nós; A Terra Fértil concedida a nós.

E falando em História e de Família. Comemoramos no mês de maio o Dia das Mães. Parabéns a todas as Mães!

É certo que cada mãe tem suas características próprias de atuar junto a sua família. Na dinâmica e no fortalecimento dos laços familiares. Pergunto a você, Mãe, quais têm sido seus maiores desafios neste tempo? Será um tempo de: Contar suas histórias; Oração; Comunicação; Sonhos...

Muitas são as perguntas que podem nos rodear. Mas Deus é Gracioso para com você MAMÃE. Amparando-a em todos os momentos.

Eu estou certa que a Benção do Senhor, irá te acompanhar em seu caminho. Em sua companhia guardará o seu lar.

Abraço Fraterno,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Agente de Pastoral/UMESP

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Família é todos morarem num só coração

“...lembrai-vos do Senhor, grande e temível e lutai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”. (Neemias 4,14b)

Certa ocasião, vi uma mensagem numa rede social, onde os personagens de um antigo desenho animado estavam alegremente sentados em torno de uma mesa contendo a seguinte frase: “Ser família não é todos morarem na mesa casa, é todos morarem no mesmo coração”.

Achei esta definição de família, entre muitas outras que conheço, muito adequada.

É comum agregarmos à nossa família sanguínea pessoas que amamos profundamente, como uma irmã ou irmão; querermos bem a alguém, como a um filho ou filha; adotarmos uma pessoa como um pai ou mãe para nós. Há pessoas que escolhem ou necessitam morar em comunidade/pensão e ao longo de um tempo testemunham: “vivemos como uma família”.

Em todas estas situações, os laços afetivos ligam as pessoas em torno de sentimentos comuns, como a confiança, o aconchego, a segurança, o apoio, a ajuda mútua, a compreensão, o amor. Elementos que todos e todas desejam e esperam de uma família, seja ela formada como for.

Pensando nisso, recordo-me de uma história bíblica que está no livro de Neemias. Ele era um estrangeiro que vivia na cidade de Susã, a aproximadamente 1.600 km de sua Jerusalém. Um hebreu que servia como copeiro do próprio rei Artaxerxes, imperador Persa. Este tinha Neemias como alguém muito próximo, a ponto de reconhecer a tristeza no olhar de seu servo e perguntar: “o que posso fazer para confortá-lo?”

Durante a visita do seu irmão Hanani, Neemias procura saber como estão os outros parentes e os seus amigos. Mas as notícias não são boas: miséria e descaso, muros, portões e casas da cidade foram destruídas e devastadas pelo fogo. Uma população que voltou a terra natal em busca de segurança e recomeço era alvo fácil de inimigos. 

Neemias lamenta muito. Senta para chorar e orar a Deus por aqueles que ele considera “gente de sua casa”.

Sob a misericórdia, autorização e proteção do rei, Neemias deixa sua casa e seu trabalho nos palácios e segue ao encontro daqueles por quem tinha laços consanguíneos, mas também afetivos; por quem ele tinha muito em comum: a origem, a esperança, a história e a fé em um único Deus; com quem ele se identificava: sua família.

O primeiro objetivo era reconstruir os muros da cidade. Ou seja, restaurar a proteção e em seguida as moradias. Diante das primeiras oposições, Neemias respondeu: “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...” (Neemias 2,20).

Neemias administra de um modo muito peculiar a reforma dos imensos muros. Após três dias de avaliação, ele divide as tarefas entre as famílias. Cada pequeno grupo foi responsável por levantar muros ou escadarias, portas ou fechaduras e ferrolhos. Ferramentas e peças para os soldados e a segurança. Famílias de posses ou mais pobres, homens de alta posição política e social e todas as mulheres destas famílias.

De dia ou de noite havia trabalhadores e trabalhadoras se revezando: “Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4,6).

Neemias e todas aquelas pessoas venceram as zombarias dos povos vizinhos aos judeus; as injustiças sociais, obstáculos e dificuldades. Formularam e fortaleceram leis, venceram os seus pecados e seus enganos através da oração e do arrependimento; fizeram novos acordos políticos, reviveram momentos de luto e de muitas alegrias...

Ou seja, se uniram para lutar contra as adversidades, as diferenças e a fraqueza espiritual como uma família.

Poderia ter sido mais fácil para ele manter-se em sua vida anterior e apenas orar ou torcer para aqueles por quem ele sentiu tanto lamento. Mas sua escolha foi tornar aquelas pessoas parte de sua vida, e colocar sua vida a serviço daqueles que ele compreendia serem seus irmãos e irmãs. 

Este exemplo leva-me a pensar que aqueles e aquelas que compõem nossa família, seja por nascimento ou por escolha, criam conosco não só momentos de excelentes lembranças, mas também exigem de nós um compromisso sincero de lealdade.

Que sejamos inspiradas e inspirados, tal como Neemias, a juntar nossas forças àqueles e àquelas que chamamos de família, para que, seja a circunstância que for, nos unamos a fim de concretizar nosso maior desejo: o de ser família de fato.

Que sejamos fortalecidos e fortalecidas por Deus a juntar nossas forças frente aos desafios que a vida exige de nós. Colocando-nos nas brechas para orar, servir e amar. Dispondo-nos a interagir, receber cuidado e carinho. Dividindo espaço, bens, contas, mas também construindo uma vida digna e em comum.

Que Deus abençoe as nossas famílias.

Um abraço,

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa/ Pastoral

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"Amigo, para que vieste?"

“Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o. e logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, pegaram Jesus e o prenderam.” Mt. 26,47-50

Estamos vivendo a era dos relacionamentos. Há um autor chamado: Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, que fala que vivemos em uma sociedade de relacionamentos líquidos, amor líquido, modernidade líquida. Vivendo em um mundo com tantas novidades tecnológicas da informática, as redes sociais se multiplicam e assim tentamos driblar do medo da solidão. Com isto, nossos relacionamentos estão cada vez mais ralos, mais líquidos.

Pensando no tema, relacionamentos, me lembrei do texto a cima quando Jesus é traído por Judas. No ato da traição Jesus chama Judas de amigo e pergunta oque é que ele está fazendo? Em um momento de traição, nunca uma pessoa vai se preocupar com o traidor. Se preocupar com o porque ele esta praticando aquele ato ou o que poderia acontecer com ele depois da traição. Mas Jesus faz justamente isto. Ele não se defende, não tenta escapar, repreende os discípulos que quiseram lutar por Ele. Chama Judas de Amigo. Creio que o maior ensinamento desta passagem é que ninguém tem o poder de te afetar se você não quiser. Manter-se fiel aos seus princípios apesar das circunstâncias, manter-se coerente apesar de uma traição são atitudes maduras de uma pessoa que sabe muito bem quem é. Trocar a profundidade dos relacionamentos que você pode construir pela quantidade de relacionamentos diferentes que se possa ter nos meios eletrônicos é um ato de empobrecimento de si mesmo e dos outros.

Jesus nos mostra que nossos relacionamentos não podem ser líquidos nem ralos, mas precisam ser fruto de nós mesmo, de quem nós somos. Enriquecer a vida do outro é o mais importante dentro de um relacionamento, mesmo quando o outro entende diferente. Não é o que ele faz que determina quem eu sou. O que eu sou é que determina o que eu faço, mas isto só Deus pode nos ensinar.

Que Deus nos dê a oportunidade de vivermos como Jesus!

Pr. Hércules.

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Páscoa é recomeço

João 20. 1-31

Ao celebrarmos a ressurreição de Jesus, somos desafiados/as a observar a grande obra da salvação, a vitória sobre a morte, o triunfo do Cristo como um evento que foi acontecendo em riquezas de detalhes narrados pelo evangelista João, e não como um evento instantâneo, em que simplesmente a pedra se remove para a saída de Jesus.

A ressurreição de Cristo deve gerar em nós uma sensibilidade para perceber as manifestações da graça de Deus na vida do ser humano, que culmina no desenvolvimento e fortalecimento da fé. O evangelista João vai, aos poucos, sinalizando o mover de Deus, em ações e acontecimentos que mexem com o ser humano na sua integridade. Logo de madrugada, Maria Madalena moveu-se em direção ao sepulcro, possivelmente enfrentando dificuldades, como o medo, a tristeza e até a escuridão, mas, após vencer esses sentimentos, ela pode ver que a pedra estava removida, e que isso era só o começo. Ela pode compartilhar essa notícia com Pedro e outro discípulo, que foram ao sepulcro correndo, viram os lençóis e o lenço deixado em lugar à parte.

Maria, em meio ao choro, abaixou-se do lado de fora do túmulo, olhou pra dentro e viu dois anjos vestidos de branco sentados no lugar onde estivera o corpo de Jesus. Em meio ao choro e as dúvidas, ela ouviu: Maria! Reconheceu a voz do mestre e saiu a anunciar aos demais discípulos: vi o Senhor!

No final daquele dia, estavam os discípulos trancados, com medo, mas Jesus se colocou entre eles e disse: "Paz seja convosco!", mas os discípulos só se alegraram ao verem as mãos e o lado, e puderam crer. Tomé teve dificuldade para crer, duvidou a princípio, mas Jesus foi paciente, e disse: “Porque me viste crestes. Bem-aventurados os que não viram e creram!

Assim somos nós, temos dificuldade para crer, mas nossa fé vai progredindo gradativamente ao observarmos os sinais da ressurreição: enfrentar o medo, a tristeza e a escuridão; perceber os lençóis e o lenço, sem o corpo; ouvir o mestre chamar pelo nosso nome; perceber Jesus dizendo “Paz seja convosco”, mesmo quando estamos trancados em nossos temores nos ajuda a recomeçar. Que possamos ouvir hoje, o mestre chamando nosso nome: Rosane, Ana, Claudia, Luciana, Elaine, João, Pedro, Marcos, Marcio e tantos outros nomes.

O progresso na fé acontece pelo ouvir, ver, sentir, falar, tocar, enfim, pelas manifestações graduadas que o Espírito Santo opera em nosso ser. A fé no ressuscitado pode e precisa crescer. É um processo a ser construído, de forma comunitária, realizando a missão por amor, pois Ele ressuscitou!

Feliz Recomeço! Feliz Páscoa! Com meu carinho e orações.
Profª Rosane Oliveira – Agente da Pastora

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Dia da Pastora e do Pastor Metodista

Em abril de 1867, após hiato de 25 anos desde a primeira incursão de missões metodistas no Brasil, estabelece-se o trabalho contínuo do metodismo brasileiro, até nossos dias, por meio da chegada do Pastor L.J.E. Newman. Assim, convencionou-se o segundo domingo de abril como sendo o Dia da Pastora e do Pastor Metodista.

Nestes 150 anos de trabalho ininterrupto da Igreja Metodistas em nosso país, homens e mulheres vocacionados e vocacionadas ao trabalho pastoral têm contribuído para a consolidação do metodismo, por meio de comunidades locais, com suas instituições sociais e educacionais.

A presença de pastoras e pastores nas instituições metodistas de ensino revela a importância que damos a uma formação educacional que considera o ser humano em todas as suas dimensões, notadamente, da sua transcendência e espiritualidade.

São as pastoras e pastores que manifestam, no contexto de cada Instituição e nas Igrejas locais, a convicção de que Deus é fonte de vida plena, e esta dimensão nos é transmitida pelos ensinos e ações de Jesus Cristo.

Portanto, nossos cumprimentos às pastoras e pastores que, no cotidiano dos espaços institucionais, e, mesmo fora deles, exercem esta função pastoral sacerdotal e profética no cuidado, apoio, solidariedade, promoção de esperança e ensino confessional, como um valor necessário e agregado ao ensino formal de qualidade que oferecemos à comunidade escolar e à sociedade.

Bispo Luiz Vergilio Batista da Rosa
Presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

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Dia Mundial de Oração

O Dia Mundial de Oração é celebrado na primeira sexta-feira do mês de março. Esta data surgiu com um grupo de mulheres cristãs dos Estados Unidos e do Canadá no século XIX, e o objetivo era conscientizar as pessoas de que o ato de orar ia além de proferir palavras, mas também agir efetivamente no auxílio de causas sociais. Aqui no Brasil, o Dia Mundial da Oração começou a ser celebrado a partir de 1938.
Lembrando desta data especial, compartilho aqui uma das minhas experiências pessoais sobre a oração e seu poder.

Em uma gelada manhã do mês de junho, depois de toda correria matinal, entrei no carro com meus dois filhos, bolsas, mochilas, casacos e tudo mais. Ao ligar o carro, uma grande e inesperada frustração tomou conta de todo meu ser... o carro não pegou. Tentei novamente e nada...
novamente e nada.

O frio se transformou em calor intenso, sentia meu rosto pegando fogo... O que eu faria?

Meu filho teria prova às sete horas e não poderia atrasar - eram 6h40 e o carro resolveu não funcionar.

Resolvi orar e clamar a Deus por um milagre. Orei alto e girei a chave novamente, não funcionou.

De repente, escutei minha filha de 5 anos orando: Senhor Jesus, obrigada por este dia, pela mamãe, pelo Bruno. Por favor, faz o nosso carro funcionar, em nome de Jesus. Amém.

Ela orou com fé e eu achei aquilo lindo demais! Pensei... agora vai!

Tentei novamente, mas o carro não pegou.

Então ouvi ela dizendo baixinho e decepcionada: Jesus não ajudou a gente.
Fiquei com aquela pequena frase na cabeça, mas logo me envolvi com tentativas de socorro e contatos pedindo ajuda para meu vizinho, para o Seguro, para minha irmã.

O vizinho prontamente desceu e tentou ajudar, não conseguindo ligar o carro, se prontificou a receber o técnico do Seguro e acompanhar a situação.
Minha irmã bondosamente aceitou levar-nos com seu carro até a escola e trabalho.

Apesar da quebra na rotina, tudo deu certo!
Fomos abençoados!

Mais tarde, recordei da frase da minha filha pela manhã, ela realmente estava achando que Jesus não tinha nos ajudado.

À noite, ao colocá-la para dormir, eu disse olhando em seus olhinhos:
Filha, hoje pela manhã, você orou pedindo ajuda para Jesus, para nosso carro funcionar, não foi? Ela respondeu que sim, com cabeça.
Perguntei: E Jesus nos ajudou?
Então, ela me olhou assustada, acho que não esperava a pergunta.
Acanhada, respondeu que não.
Com meu coração transbordando de gratidão e sorrindo, expliquei para minha filha que Jesus tinha nos ajudado sim!

Muitas vezes, Ele age milagrosamente resolvendo o problema na hora. Certamente, Ele poderia ter feito o carro funcionar. Mas, muitas vezes também, Ele usa as pessoas para nos ajudar.
Naquele dia, Ele usou nosso vizinho e a querida tia Neusa. Tudo deu certo! Jesus nos ajudou sim!

Minha pequena sorriu, acho que entendeu...

E eu, guardei esta história no coração:
Muitas vezes, podemos ser o milagre de Deus na vida de alguém! A resposta a uma oração.
Fiquemos atentos!

Elaine Cezar da Silva

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Carnaval

A palavra carnaval tem origem do latim carnis levale e significa “retirar a carne”, relacionado ao período que antecede a Quaresma (40 dias dedicados à abstinência e jejum que antecede a Páscoa). Sendo assim, especialmente nos países de influência cristã-católica, o período de carnaval refere-se aos três dias que antecedem o suposto sacrifício do prazer.

Ao observar certas culturas da antiguidade, historiadores registraram festas populares, de origem pagã, marcadas pelo período agrícola do hemisfério norte (fim do inverno e início da primavera), relacionadas aos festejos de subversão com inversão de papéis sociais, de valores e de gênero com ênfase nos excessos.

A partir do século II, os doutores da Igreja decidiram condenar tais festejos e considerar como manifestações do Maligno, apontando a participação nestas festas como pecado. O cristianismo combateu tais festas, assimilando no calendário cristão as datas referidas do calendário pagão.

Com a Reforma Protestante (31 de outubro de 1517) o cristianismo europeu se dividiu e algumas ênfases teológicas, marcadas pela Idade Média, foram alteradas. Martinho Lutero protestou contra o carnaval, porém extinguiu as rígidas regras do jejum e abstinência aplicadas na Quaresma. A separação entre Estado e Igreja também marcou a época e, do século XVI em diante, observa-se que o carnaval passou a ser festejado somente em países e regiões de forte influência cristã-católica.

No Brasil, o carnaval começou a partir da cultura e religiosidade dos portugueses e europeus. Com o tempo, foi assimilado e influenciado com as culturas dos povos nativos (indígenas) e dos povos originários da África, que foram escravizados e trazidos para o país. Deste modo, foi estruturada e moldada as diferentes festas e festejos carnavalescos nas diversas regiões e estados brasileiros com suas particularidades.

A intenção da Igreja de controlar a festa nunca conseguiu impedir seu caráter subversivo. Já a sociedade e especialmente as autoridades toleram os exageros, por considerar o carnaval uma festa popular que proporciona o lazer, o divertimento e, principalmente, o controle das frustrações, anseios e reinvindicações sociais da população.

Apesar de todas estas considerações, a sociedade brasileira contemporânea reage de várias maneiras diante da festa popular. Além daqueles que participam diretamente da festa, e daqueles que acompanham por meio da cobertura televisiva, algumas pessoas trabalham neste período, outras ficam em casa, visitam familiares, ou preferem passeios no campo e litoral. Os cristãos praticantes aproveitam a data para a realização de encontros ou retiros com o objetivo de edificação e estudos bíblicos dirigidos.

Tudo isso faz do carnaval uma festa popular inserida na cultura popular brasileira. O nosso desejo é que a informação leve ao conhecimento e que os brasileiros aprendam a valorizar e respeitar a vida como um bem maior da sociedade. A responsabilidade, o conhecimento e a busca da justiça, ética e verdade devem ser aspirações maiores, para evitar o erro de criar motes equivocados que afirmam o Brasil ser “o país do carnaval” ou o “país do futebol”.

Enquanto comunidade universitária, escolar e confessional, podemos contribuir como educadores (as) e formadores de opinião diante dos desafios sociais a fim de trazer um novo sentido e significado para as festas populares e responder aos anseios das novas gerações, e não cair no erro da ignorância e superstição. Reconhecer e respeitar as pessoas e a cultura no cotidiano é o grande desafio para os tempos futuros.

Wesley Cardoso Teixeira – Agente de Pastoral

Bibliografia:

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Ano Novo, de novo?

“O tempo descumprido e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. Disse Jesus”. Marcos 1.15

Feliz Ano Novo!

Não, não estou louca não. De fato, o ano letivo está começando. É um novo tempo, o tempo de esperança e de sonhos se realizando.

No texto acima, Jesus nos fala de um tempo cumprido, tempo da profecia. Jesus é a realização das profecias ditas pelos Profetas do Antigo Testamento quando falavam que o Salvador, o Redentor, chegaria. Este tempo havia se cumprido com a chegada de Jesus. E Ele nos disse isto no início de seu ministério.

Ele também afirmou que o Reino de Deus estava próximo. Esta é outra verdade. Jesus inaugura este novo tempo, o do Reino de Deus. Um Reino que se reveste de amor, graça, alegria, paz, harmonia, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão e muitos outros frutos deste amor de Deus que gera em seus filhos e filhas somente coisas boas.

Mas, é como sempre digo, toda história tem um “mas”. Para este Reino ser verdade, em todos e todas a própria palavra de Jesus nos dá a receita: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. É importante que cada um e que cada uma se arrependa de seus maus caminhos e creia no evangelho pregado e anunciado por Ele.

Porque o Reino é o novo e outro caminho que precisamos trilhar. É a realização de sonhos e a esperança de um novo tempo se tornando realidade.

Então, para que nossos sonhos, esperança de um novo tempo se torne realidade, é necessário que tenhamos fé. É necessário que construamos este novo caminho. O novo não se faz sozinho, ele acontece com a nossa participação.

Este novo ano inicia com uma chama forte de esperança. Então é tempo de esperançar e criar oportunidades para que nossos sonhos também se tornem realidade.

Vivamos a fé que Cristo nos dá e sonhemos e tenhamos muita, mas muita esperança mesmo neste novo tempo.

Tenhamos todos e todas um ano letivo de 2017 cheio de realizações na presença de nosso Senhor Jesus Cristo.

Graça e Paz!
Beijos

Pra. Gladys Barbosa Gama
Coordenadora da Pastoral Escolar e Universitária

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Foco, força e fé

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4.17-18

O ano de 2017 será um ano abençoado!

Mesmo retomando o fôlego de um 2016 cheio de desafios, incertezas, medos e instabilidade, entre outras coisas que vivemos no ano que passou, precisamos olhar para frente e manter o FOCO. Nossos sonhos e planos ainda não morreram e nosso foco deve estar nas metas que ainda não alcançamos, nos lugares que ainda não chegamos e nos sonhos que ainda não concretizamos.

Segundo especialistas da área econômica, 2017 ainda não é o ano em que a crise irá recuar, mas, 2017 será um ano abençoado! Lutas e tempestades virão e serão nesses momentos que precisaremos ter FORÇA para suportar. A nossa força muitas vezes está firmada nos recursos, em pessoas, em coisas, no entanto, a nossa real força independe de recursos e, ao menos a minha, está firmada em Deus, pois todas as vezes que até a voz falhou, Ele ainda estava lá, e também estará com você. Tenho certeza, 2017 será um ano abençoado!

Ainda não podemos enxergar os dias que estão por vir, não podemos enxergar as alegrias preparadas para nós, contudo, é em meio à toda expectativa que nasce a FÉ e, ela, nos levará aonde não podemos chegar. É a fé que manterá a esperança de um ano melhor, de coisas melhores para nós, nossa casa, nossas famílias e amigos. A fé é o pilar que nos manterá de pé e nos garantirá o foco e a força necessária para rompermos mais essa jornada.

FOCO nos planos e sonhos, FORÇA para suportar os desafios e FÉ para continuarmos perseverando, mesmo que tudo diga que não. 2017 será um ano abençoado!

Gladston de Paula

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ATENDIMENTO

Campus Rudge Ramos -  Edifício Sigma, Sala 205
Telefone – 4366-5543

Atendimento:


- Segunda a sexta-feira, das 8h às 22h
- Sábados, das 8h às 12h



Campus Planalto – Edifício A, Sala 316
Telefone: 4366-5339

Prof.ª Rosane Silva de Oliveira
Pastor Hércules Andrade Araújo
Pastor Edemir Antunes Filho

Atendimento:

- Segunda-feira, das 8h às 12h e das 19h às 21h30
- Terça-feira, das 8h às 21h30
- Quarta-feira, das 10h às 21h30
- Quinta-feira, das 8h às 14h e das 19h às 21h30
- Sexta-feira, das 8h às 12h
 



Campus Vergueiro -  Edifício A, sala 150
Telefone: 4366-5403

Pastora Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Pastor Edemir Antunes Filho

Atendimento:

- Terça-feira, das 14h às 21h30
- Quinta-feira, das 14h às 21h30



Colégio Metodista SBC
Telefone: 4366-5796

Pastor Wesley Cardoso Teixeira
Prof.ª Elaine Cezar da Silva

Atendimento:

- Segunda-feira, das 8h às 12h
- Quarta-feira, das 8h às 17h
- Terça, quinta e sexta-feira, das 8h as 17h30