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Reflexões

Corpus Christi

A festa de Corpus Christi surge no século XIII, na diocese de Liège - Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Na visão católica esta festa é o momento que o próprio Cristo se faz presente por meio da Eucaristia, já que se acredita que os próprios elementos da ceia se transformam na carne e no sangue de Cristo. Então o santíssimo sacramento sai da igreja em procissão pelas ruas. Este é um feriado Cristão que nós evangélicos acabamos usufruindo, mas não o comemoramos.

Na visão Evangélica cremos de forma diferente. Celebramos o momento da Ceia do Senhor nos cultos, como um memorial que Jesus nos mandou celebrar, mas não cremos na transubstanciação dos elementos. Cremos que Cristo habita em nós, de forma que somos transformados em um instrumento nas mãos de Deus para abençoar ao próximo.

Cremos que nossa ocupação não pode estar voltada para uma visão religiosa e ritualística, mas sim para uma disposição pessoal de ser a mão de Deus, a boca de Deus, o próprio corpo de Cristo neste mundo tão cheio de incoerências.

ICo. 12:27 “Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse corpo”. É assim que cremos e assim orientamos as nossas vidas segundo a bíblia nos ensina. Por isso acabamos usufruindo deste feriado, pois é uma data oficial em nosso país, mas acabamos não comemorando. 

Que Deus continue abençoando a cada um de nós e a cada dia possamos aprender do seu Evangelho, para que assim como Jesus, possamos viver neste mundo sendo bênçãos uns para os outros.


Pr. Hércules 

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Festas Juninas: por que e o que comemorar?

Oh! Quão bom e quão suave é viverem juntos os irmãos (ãs).” Salmo 133.1

O mês de junho é conhecido pelas festividades chamadas juninas. Mas o que de fato são estas festas e o que elas comemoram?

Esta é uma festividade que começou na zona rural na época da colheita, principalmente do milho. Devido a fartura do período, muitas comidas eram feitas de milho.

E aos poucos o que era apenas uma festa da colheita começou a tomar outra forma, pois nesta mesma época a Igreja Católica Apostólica Romana também celebra o dia de alguns de seus santos, principalmente Antonio, João e Pedro. 

Uma comemoração juntou-se com a outra e o que era apenas uma festa agrícola tornou-se uma celebração agrícola e religiosa. 

De um modo geral, as igrejas evangélicas costumam realizar nesta época algumas festas que lembram a origem da celebração. É comum vermos eventos como Festa do Milho, Festa Caipira, Festa do Interior e outras designações.

Devido a ambiguidade da festa, as instituições metodistas optaram por não realizar celebrações no período, mas realizam festas com outros temas.

O importante é estarmos juntos desfrutando da alegria, união e fraternidade entre os irmãos e irmãs. Seja qual for o motivo, que possamos estar juntos para nos alegrarmos e festejarmos a vida que o Senhor Deus nos deu!

 

Graça e Paz!

Revda. Gladys Barbosa Gama
Pastora Titular da Pastoral Escolar e Universitária do IMS

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Esperança nos dias maus

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro” Jeremias 29:11

Quando projetamos nossos pensamentos ao futuro, baseados nos dias atuais, é inegável que medo e insegurança sobem ao nosso coração. Crises na política, crises sociais, o humano sendo desumano, fome, doenças e muitos outros motivos nos roubam a esperança de um futuro melhor. Mas quando nos lembramos de olhar pela ótica do Eterno, começamos a ver tudo de forma diferente, da forma que foi criado para ser, um mundo próspero.

O povo de Israel foi subjugado por muitas vezes. Eles tiveram que reconstruir não só o templo, mas a cidade. Por maiores que fossem as murmurações, eles sempre eram exortados a voltarem a essência da promessa de Deus e, assim, prosperavam.

Hoje, em tempos de escassez, solidão e lutas, o Senhor Jesus nos chama a voltar nossos olhos para a promessa que Ele tem para nós, pensamentos de um futuro feliz, afortunado e próspero. Quando os dias maus baterem na porta, lembre-se que Ele tem planos prontos para você. Afinal, prosperidade não é ter tudo, mas não sentir falta de nada.

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Sobre 24 de maio (poema)

“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” Lucas 24.32


Sobre 24 de maio

Um encontro, uma mudança.
O inesperado o alcança.

Um homem, um coração.
Uma real transformação.

Uma experiência, um calor.
Uma presença que arde em amor.

John Wesley e o Metodismo.
A fé que moveu e reconstruiu
A fé que rompeu o comodismo.

Um coração aquecido é mais que emoção.
É a mão no arado, é o olhar cheio de amor
para aqueles que sofrem com injustiça e a dor.

Elaine Cezar da Silva

Leia mais
sobre o dia 24 de maio e a experiência do Coração Aquecido

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Quando Deus nos surpreende

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol e as suas vestes tornaram-se como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.” Mateus 17.1-2

Servir a Deus é um ensinamento que recebemos quando iniciamos a nossa caminhada Cristã. Quando assim aprendemos, passamos a nos preocupar em ser um bom servo, fazer o que de melhor podemos para glorificar a Deus.

Mas mesmo assim, acabamos tropeçando nas nossas próprias limitações pessoais e falta de entendimento em como servir a Deus em um mundo cheio de pecado e confusão. Quando damos conta de que não estamos sendo fiéis a Deus, nos pesa no coração uma tristeza e inconformidade. Nos reprovamos e nos enchemos de perguntas sobre nossa fé, nosso desempenho, nosso merecimento, entre tantas outras coisas. E quando menos esperamos Deus nos surpreende com alguma situação, nos revelando o seu grande amor e comunhão que achávamos não ter, por conta das nossas falhas.

Foi o que aconteceu com os apóstolos Tiago, Pedro e João. Surpreendidos por Jesus em um momento que parecia ser corriqueiro, um momento de oração com o mestre como outros tantos. Sem explicações e aviso prévio, Jesus é transfigurado e eles assistem a tudo e ficam sem saber o que fazer. Mais a frente no texto, eles escutam a voz de Deus dizendo: “este é o meu Filho amado, a ele ouvi!” Deus está revelando aos três apóstolos que Jesus é o Cristo.

Foi exatamente isto que aconteceu com John Wesley no dia 24 de maio de 1738. Segue o relato que fez em seu diário:

“À tarde fui, com pouca vontade, a uma reunião na Aldersgate Street (Londres); quando cheguei alguém estava lendo o prefácio de Lutero à Epístola de Paulo aos Romanos. Cerca das vinte horas e quarenta e cinco minutos, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração mediante a fé em Cristo, senti o meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que agora confiava realmente em Cristo, somente em Cristo, para salvação: e me foi dada a segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte.”

Em um momento que Wesley não estava bem, com muitos questionamentos em sua mente e preocupado com outras tantas atividades na igreja onde era pastor, foi convidado para participar de uma reunião de oração e mesmo contra a sua vontade aceitou o convite. Pois foi exatamente nesta ocasião que Wesley teve o seu momento particular com Deus. Posso dizer que, para Wesley, foi um momento semelhante à transfiguração de Jesus diante dos seus apóstolos. Uma transfiguração que ocorre em seu coração, no seu entendimento. Este acontecimento mudou totalmente sua disposição e desprendimento para a pregação do Evangelho. Se antes ele já o fazia com zelo, agora ele o faz com convicção, força e ânimo ainda maior.

Não devemos nos distrair com os sentimentos de fracasso e desânimos quando as coisas não estão indo como achamos ser o melhor. Confiar em Deus e seguir seus ensinamentos deve ser a nossa meta. Quando menos esperamos, Deus nos surpreende com sua presença e amor. Somos assim renovados e percebemos que tudo que podemos construir ou dedicar ao Senhor não depende das nossas forças, mas, sim, da presença de Cristo em nós.

Pastor Hércules Araújo
Pastoral Escolar
Colégio Metodista de Bertioga

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“Como será o futuro do nosso país?”

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. [2Crônicas 7.14]

O título dessa reflexão é o começo da música “Pra cima Brasil”, composta pelo poeta e cantor cristão João Alexandre. A pergunta acima certamente permeou a mente de cada brasileiro/a nos últimos dias, especialmente pelos acontecimentos da semana. Foi um clima tenso, de incertezas, inseguranças... como na música onde se canta: “Surge a pergunta no olhar / E na alma do povo”. Essa expressão indica que estamos desnorteados/as, sem saber o que os próximos acontecimentos nos trarão. E o poeta prossegue declarando: “Cada vez mais cresce a fome / Nas ruas, nos morros / Cada vez menos dinheiro / Pra sobreviver”. A esta frase nós podemos acrescentar que a crise se aprofunda e o povo se desilude.

Apesar de nossas inquietações sobre o futuro, precisamos compreender que, além do voto consciente, temos um instrumento muito importante em nossas mãos, aliás em nossas vozes: a oração e o grito das ruas por dias melhores. Estes atos podem mudar os rumos do nosso Brasil, pois como estamos nos afundando em um mar de decepções e corrupções, Deus tem o poder de nos trazer à superfície, em segurança, e mudar os rumos do nosso País, por meio de nós... Basta-nos agir como cidadãos/ãs engajados/as, isto é, votando, nos mobilizando, cobrando e orando.

A música continua apontando um futuro diferente: “Brasil olha pra cima / Existe uma chance / De ser novamente feliz / Brasil há uma esperança! / Volta teus olhos pra Deus, / o Justo Juiz!” Nesse momento de incertezas, de mudanças, de insegurança, necessitamos confiar Naquele que pode transformar essas situações em caminhos de vida plena. Precisamos acreditar, pois existe uma chance: voltar os olhos pra Deus. Este é o momento adequado para sinalizar que confiamos Nele e em seu poder transformador. Por mais desafiador que pareça, a hora é oportuna para pedir sabedoria à Ele sobre como devemos agir nesse tempo e como podemos ajudar a construir um país melhor. Firmemos nossos pés, ergamos as nossas cabeças e prossigamos com esperança rumo à mudança. Confiemos que Deus sempre está com seus olhos abertos para nos perdoar, salvar e nos dar vida plena.

Rev. Edemir Antunes
Pastoral Escolar e Universitária
Universidade Metodista de São Paulo

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Seja Deus gracioso para conosco

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto”. A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe. Salmos 67, 1 e 6.

Deus, é Gracioso para com você MAMÃE.

Eu gosto muito de parar e ouvir histórias, especialmente dos meus familiares (avôs, primos/as, tios/as, sobrinhos/as). Lembro-me que minha Mãe as contava. São elas histórias rodeadas com diversos sentimentos em um tempo e uma época.

Com o passar dos anos eu fui percebendo a importância e o significado em saber das histórias familiares. E quando meu filho ainda era pequeno, contei-lhe minhas histórias pessoais e familiares e, procedendo assim, elas não se perderiam com o tempo.

Eu me recordo de fatos de alegria, tristeza, cuidado, conselho, dedicação, orientação, proximidade, oração, prece, amor, fé, confiança e... Quando leio a Bíblia Sagrada, especificamente o livro de Salmos, vejo um povo que contava suas histórias, lindas e admiráveis e seus momentos marcantes e significativos.

E o Salmo de número sessenta e sete, narra a história de uma pessoa que caminhava confiante e esperançosa pelo favorecimento de Deus. Conhecendo que: A Graça vem de Deus; O Louvor é expresso por nós; A Alegria que é dada a nós; A Terra Fértil concedida a nós.

E falando em História e de Família. Comemoramos no mês de maio o Dia das Mães. Parabéns a todas as Mães!

É certo que cada mãe tem suas características próprias de atuar junto a sua família. Na dinâmica e no fortalecimento dos laços familiares. Pergunto a você, Mãe, quais têm sido seus maiores desafios neste tempo? Será um tempo de: Contar suas histórias; Oração; Comunicação; Sonhos...

Muitas são as perguntas que podem nos rodear. Mas Deus é Gracioso para com você MAMÃE. Amparando-a em todos os momentos.

Eu estou certa que a Benção do Senhor, irá te acompanhar em seu caminho. Em sua companhia guardará o seu lar.

Abraço Fraterno,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Agente de Pastoral/UMESP

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Família é todos morarem num só coração

“...lembrai-vos do Senhor, grande e temível e lutai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”. (Neemias 4,14b)

Certa ocasião, vi uma mensagem numa rede social, onde os personagens de um antigo desenho animado estavam alegremente sentados em torno de uma mesa contendo a seguinte frase: “Ser família não é todos morarem na mesa casa, é todos morarem no mesmo coração”.

Achei esta definição de família, entre muitas outras que conheço, muito adequada.

É comum agregarmos à nossa família sanguínea pessoas que amamos profundamente, como uma irmã ou irmão; querermos bem a alguém, como a um filho ou filha; adotarmos uma pessoa como um pai ou mãe para nós. Há pessoas que escolhem ou necessitam morar em comunidade/pensão e ao longo de um tempo testemunham: “vivemos como uma família”.

Em todas estas situações, os laços afetivos ligam as pessoas em torno de sentimentos comuns, como a confiança, o aconchego, a segurança, o apoio, a ajuda mútua, a compreensão, o amor. Elementos que todos e todas desejam e esperam de uma família, seja ela formada como for.

Pensando nisso, recordo-me de uma história bíblica que está no livro de Neemias. Ele era um estrangeiro que vivia na cidade de Susã, a aproximadamente 1.600 km de sua Jerusalém. Um hebreu que servia como copeiro do próprio rei Artaxerxes, imperador Persa. Este tinha Neemias como alguém muito próximo, a ponto de reconhecer a tristeza no olhar de seu servo e perguntar: “o que posso fazer para confortá-lo?”

Durante a visita do seu irmão Hanani, Neemias procura saber como estão os outros parentes e os seus amigos. Mas as notícias não são boas: miséria e descaso, muros, portões e casas da cidade foram destruídas e devastadas pelo fogo. Uma população que voltou a terra natal em busca de segurança e recomeço era alvo fácil de inimigos. 

Neemias lamenta muito. Senta para chorar e orar a Deus por aqueles que ele considera “gente de sua casa”.

Sob a misericórdia, autorização e proteção do rei, Neemias deixa sua casa e seu trabalho nos palácios e segue ao encontro daqueles por quem tinha laços consanguíneos, mas também afetivos; por quem ele tinha muito em comum: a origem, a esperança, a história e a fé em um único Deus; com quem ele se identificava: sua família.

O primeiro objetivo era reconstruir os muros da cidade. Ou seja, restaurar a proteção e em seguida as moradias. Diante das primeiras oposições, Neemias respondeu: “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...” (Neemias 2,20).

Neemias administra de um modo muito peculiar a reforma dos imensos muros. Após três dias de avaliação, ele divide as tarefas entre as famílias. Cada pequeno grupo foi responsável por levantar muros ou escadarias, portas ou fechaduras e ferrolhos. Ferramentas e peças para os soldados e a segurança. Famílias de posses ou mais pobres, homens de alta posição política e social e todas as mulheres destas famílias.

De dia ou de noite havia trabalhadores e trabalhadoras se revezando: “Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4,6).

Neemias e todas aquelas pessoas venceram as zombarias dos povos vizinhos aos judeus; as injustiças sociais, obstáculos e dificuldades. Formularam e fortaleceram leis, venceram os seus pecados e seus enganos através da oração e do arrependimento; fizeram novos acordos políticos, reviveram momentos de luto e de muitas alegrias...

Ou seja, se uniram para lutar contra as adversidades, as diferenças e a fraqueza espiritual como uma família.

Poderia ter sido mais fácil para ele manter-se em sua vida anterior e apenas orar ou torcer para aqueles por quem ele sentiu tanto lamento. Mas sua escolha foi tornar aquelas pessoas parte de sua vida, e colocar sua vida a serviço daqueles que ele compreendia serem seus irmãos e irmãs. 

Este exemplo leva-me a pensar que aqueles e aquelas que compõem nossa família, seja por nascimento ou por escolha, criam conosco não só momentos de excelentes lembranças, mas também exigem de nós um compromisso sincero de lealdade.

Que sejamos inspiradas e inspirados, tal como Neemias, a juntar nossas forças àqueles e àquelas que chamamos de família, para que, seja a circunstância que for, nos unamos a fim de concretizar nosso maior desejo: o de ser família de fato.

Que sejamos fortalecidos e fortalecidas por Deus a juntar nossas forças frente aos desafios que a vida exige de nós. Colocando-nos nas brechas para orar, servir e amar. Dispondo-nos a interagir, receber cuidado e carinho. Dividindo espaço, bens, contas, mas também construindo uma vida digna e em comum.

Que Deus abençoe as nossas famílias.

Um abraço,

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa/ Pastoral

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"Amigo, para que vieste?"

“Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o. e logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, pegaram Jesus e o prenderam.” Mt. 26,47-50

Estamos vivendo a era dos relacionamentos. Há um autor chamado: Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, que fala que vivemos em uma sociedade de relacionamentos líquidos, amor líquido, modernidade líquida. Vivendo em um mundo com tantas novidades tecnológicas da informática, as redes sociais se multiplicam e assim tentamos driblar do medo da solidão. Com isto, nossos relacionamentos estão cada vez mais ralos, mais líquidos.

Pensando no tema, relacionamentos, me lembrei do texto a cima quando Jesus é traído por Judas. No ato da traição Jesus chama Judas de amigo e pergunta oque é que ele está fazendo? Em um momento de traição, nunca uma pessoa vai se preocupar com o traidor. Se preocupar com o porque ele esta praticando aquele ato ou o que poderia acontecer com ele depois da traição. Mas Jesus faz justamente isto. Ele não se defende, não tenta escapar, repreende os discípulos que quiseram lutar por Ele. Chama Judas de Amigo. Creio que o maior ensinamento desta passagem é que ninguém tem o poder de te afetar se você não quiser. Manter-se fiel aos seus princípios apesar das circunstâncias, manter-se coerente apesar de uma traição são atitudes maduras de uma pessoa que sabe muito bem quem é. Trocar a profundidade dos relacionamentos que você pode construir pela quantidade de relacionamentos diferentes que se possa ter nos meios eletrônicos é um ato de empobrecimento de si mesmo e dos outros.

Jesus nos mostra que nossos relacionamentos não podem ser líquidos nem ralos, mas precisam ser fruto de nós mesmo, de quem nós somos. Enriquecer a vida do outro é o mais importante dentro de um relacionamento, mesmo quando o outro entende diferente. Não é o que ele faz que determina quem eu sou. O que eu sou é que determina o que eu faço, mas isto só Deus pode nos ensinar.

Que Deus nos dê a oportunidade de vivermos como Jesus!

Pr. Hércules.

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Páscoa é recomeço

João 20. 1-31

Ao celebrarmos a ressurreição de Jesus, somos desafiados/as a observar a grande obra da salvação, a vitória sobre a morte, o triunfo do Cristo como um evento que foi acontecendo em riquezas de detalhes narrados pelo evangelista João, e não como um evento instantâneo, em que simplesmente a pedra se remove para a saída de Jesus.

A ressurreição de Cristo deve gerar em nós uma sensibilidade para perceber as manifestações da graça de Deus na vida do ser humano, que culmina no desenvolvimento e fortalecimento da fé. O evangelista João vai, aos poucos, sinalizando o mover de Deus, em ações e acontecimentos que mexem com o ser humano na sua integridade. Logo de madrugada, Maria Madalena moveu-se em direção ao sepulcro, possivelmente enfrentando dificuldades, como o medo, a tristeza e até a escuridão, mas, após vencer esses sentimentos, ela pode ver que a pedra estava removida, e que isso era só o começo. Ela pode compartilhar essa notícia com Pedro e outro discípulo, que foram ao sepulcro correndo, viram os lençóis e o lenço deixado em lugar à parte.

Maria, em meio ao choro, abaixou-se do lado de fora do túmulo, olhou pra dentro e viu dois anjos vestidos de branco sentados no lugar onde estivera o corpo de Jesus. Em meio ao choro e as dúvidas, ela ouviu: Maria! Reconheceu a voz do mestre e saiu a anunciar aos demais discípulos: vi o Senhor!

No final daquele dia, estavam os discípulos trancados, com medo, mas Jesus se colocou entre eles e disse: "Paz seja convosco!", mas os discípulos só se alegraram ao verem as mãos e o lado, e puderam crer. Tomé teve dificuldade para crer, duvidou a princípio, mas Jesus foi paciente, e disse: “Porque me viste crestes. Bem-aventurados os que não viram e creram!

Assim somos nós, temos dificuldade para crer, mas nossa fé vai progredindo gradativamente ao observarmos os sinais da ressurreição: enfrentar o medo, a tristeza e a escuridão; perceber os lençóis e o lenço, sem o corpo; ouvir o mestre chamar pelo nosso nome; perceber Jesus dizendo “Paz seja convosco”, mesmo quando estamos trancados em nossos temores nos ajuda a recomeçar. Que possamos ouvir hoje, o mestre chamando nosso nome: Rosane, Ana, Claudia, Luciana, Elaine, João, Pedro, Marcos, Marcio e tantos outros nomes.

O progresso na fé acontece pelo ouvir, ver, sentir, falar, tocar, enfim, pelas manifestações graduadas que o Espírito Santo opera em nosso ser. A fé no ressuscitado pode e precisa crescer. É um processo a ser construído, de forma comunitária, realizando a missão por amor, pois Ele ressuscitou!

Feliz Recomeço! Feliz Páscoa! Com meu carinho e orações.
Profª Rosane Oliveira – Agente da Pastora

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Dia da Pastora e do Pastor Metodista

Em abril de 1867, após hiato de 25 anos desde a primeira incursão de missões metodistas no Brasil, estabelece-se o trabalho contínuo do metodismo brasileiro, até nossos dias, por meio da chegada do Pastor L.J.E. Newman. Assim, convencionou-se o segundo domingo de abril como sendo o Dia da Pastora e do Pastor Metodista.

Nestes 150 anos de trabalho ininterrupto da Igreja Metodistas em nosso país, homens e mulheres vocacionados e vocacionadas ao trabalho pastoral têm contribuído para a consolidação do metodismo, por meio de comunidades locais, com suas instituições sociais e educacionais.

A presença de pastoras e pastores nas instituições metodistas de ensino revela a importância que damos a uma formação educacional que considera o ser humano em todas as suas dimensões, notadamente, da sua transcendência e espiritualidade.

São as pastoras e pastores que manifestam, no contexto de cada Instituição e nas Igrejas locais, a convicção de que Deus é fonte de vida plena, e esta dimensão nos é transmitida pelos ensinos e ações de Jesus Cristo.

Portanto, nossos cumprimentos às pastoras e pastores que, no cotidiano dos espaços institucionais, e, mesmo fora deles, exercem esta função pastoral sacerdotal e profética no cuidado, apoio, solidariedade, promoção de esperança e ensino confessional, como um valor necessário e agregado ao ensino formal de qualidade que oferecemos à comunidade escolar e à sociedade.

Bispo Luiz Vergilio Batista da Rosa
Presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

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Dia Mundial de Oração

O Dia Mundial de Oração é celebrado na primeira sexta-feira do mês de março. Esta data surgiu com um grupo de mulheres cristãs dos Estados Unidos e do Canadá no século XIX, e o objetivo era conscientizar as pessoas de que o ato de orar ia além de proferir palavras, mas também agir efetivamente no auxílio de causas sociais. Aqui no Brasil, o Dia Mundial da Oração começou a ser celebrado a partir de 1938.
Lembrando desta data especial, compartilho aqui uma das minhas experiências pessoais sobre a oração e seu poder.

Em uma gelada manhã do mês de junho, depois de toda correria matinal, entrei no carro com meus dois filhos, bolsas, mochilas, casacos e tudo mais. Ao ligar o carro, uma grande e inesperada frustração tomou conta de todo meu ser... o carro não pegou. Tentei novamente e nada...
novamente e nada.

O frio se transformou em calor intenso, sentia meu rosto pegando fogo... O que eu faria?

Meu filho teria prova às sete horas e não poderia atrasar - eram 6h40 e o carro resolveu não funcionar.

Resolvi orar e clamar a Deus por um milagre. Orei alto e girei a chave novamente, não funcionou.

De repente, escutei minha filha de 5 anos orando: Senhor Jesus, obrigada por este dia, pela mamãe, pelo Bruno. Por favor, faz o nosso carro funcionar, em nome de Jesus. Amém.

Ela orou com fé e eu achei aquilo lindo demais! Pensei... agora vai!

Tentei novamente, mas o carro não pegou.

Então ouvi ela dizendo baixinho e decepcionada: Jesus não ajudou a gente.
Fiquei com aquela pequena frase na cabeça, mas logo me envolvi com tentativas de socorro e contatos pedindo ajuda para meu vizinho, para o Seguro, para minha irmã.

O vizinho prontamente desceu e tentou ajudar, não conseguindo ligar o carro, se prontificou a receber o técnico do Seguro e acompanhar a situação.
Minha irmã bondosamente aceitou levar-nos com seu carro até a escola e trabalho.

Apesar da quebra na rotina, tudo deu certo!
Fomos abençoados!

Mais tarde, recordei da frase da minha filha pela manhã, ela realmente estava achando que Jesus não tinha nos ajudado.

À noite, ao colocá-la para dormir, eu disse olhando em seus olhinhos:
Filha, hoje pela manhã, você orou pedindo ajuda para Jesus, para nosso carro funcionar, não foi? Ela respondeu que sim, com cabeça.
Perguntei: E Jesus nos ajudou?
Então, ela me olhou assustada, acho que não esperava a pergunta.
Acanhada, respondeu que não.
Com meu coração transbordando de gratidão e sorrindo, expliquei para minha filha que Jesus tinha nos ajudado sim!

Muitas vezes, Ele age milagrosamente resolvendo o problema na hora. Certamente, Ele poderia ter feito o carro funcionar. Mas, muitas vezes também, Ele usa as pessoas para nos ajudar.
Naquele dia, Ele usou nosso vizinho e a querida tia Neusa. Tudo deu certo! Jesus nos ajudou sim!

Minha pequena sorriu, acho que entendeu...

E eu, guardei esta história no coração:
Muitas vezes, podemos ser o milagre de Deus na vida de alguém! A resposta a uma oração.
Fiquemos atentos!

Elaine Cezar da Silva

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Carnaval

A palavra carnaval tem origem do latim carnis levale e significa “retirar a carne”, relacionado ao período que antecede a Quaresma (40 dias dedicados à abstinência e jejum que antecede a Páscoa). Sendo assim, especialmente nos países de influência cristã-católica, o período de carnaval refere-se aos três dias que antecedem o suposto sacrifício do prazer.

Ao observar certas culturas da antiguidade, historiadores registraram festas populares, de origem pagã, marcadas pelo período agrícola do hemisfério norte (fim do inverno e início da primavera), relacionadas aos festejos de subversão com inversão de papéis sociais, de valores e de gênero com ênfase nos excessos.

A partir do século II, os doutores da Igreja decidiram condenar tais festejos e considerar como manifestações do Maligno, apontando a participação nestas festas como pecado. O cristianismo combateu tais festas, assimilando no calendário cristão as datas referidas do calendário pagão.

Com a Reforma Protestante (31 de outubro de 1517) o cristianismo europeu se dividiu e algumas ênfases teológicas, marcadas pela Idade Média, foram alteradas. Martinho Lutero protestou contra o carnaval, porém extinguiu as rígidas regras do jejum e abstinência aplicadas na Quaresma. A separação entre Estado e Igreja também marcou a época e, do século XVI em diante, observa-se que o carnaval passou a ser festejado somente em países e regiões de forte influência cristã-católica.

No Brasil, o carnaval começou a partir da cultura e religiosidade dos portugueses e europeus. Com o tempo, foi assimilado e influenciado com as culturas dos povos nativos (indígenas) e dos povos originários da África, que foram escravizados e trazidos para o país. Deste modo, foi estruturada e moldada as diferentes festas e festejos carnavalescos nas diversas regiões e estados brasileiros com suas particularidades.

A intenção da Igreja de controlar a festa nunca conseguiu impedir seu caráter subversivo. Já a sociedade e especialmente as autoridades toleram os exageros, por considerar o carnaval uma festa popular que proporciona o lazer, o divertimento e, principalmente, o controle das frustrações, anseios e reinvindicações sociais da população.

Apesar de todas estas considerações, a sociedade brasileira contemporânea reage de várias maneiras diante da festa popular. Além daqueles que participam diretamente da festa, e daqueles que acompanham por meio da cobertura televisiva, algumas pessoas trabalham neste período, outras ficam em casa, visitam familiares, ou preferem passeios no campo e litoral. Os cristãos praticantes aproveitam a data para a realização de encontros ou retiros com o objetivo de edificação e estudos bíblicos dirigidos.

Tudo isso faz do carnaval uma festa popular inserida na cultura popular brasileira. O nosso desejo é que a informação leve ao conhecimento e que os brasileiros aprendam a valorizar e respeitar a vida como um bem maior da sociedade. A responsabilidade, o conhecimento e a busca da justiça, ética e verdade devem ser aspirações maiores, para evitar o erro de criar motes equivocados que afirmam o Brasil ser “o país do carnaval” ou o “país do futebol”.

Enquanto comunidade universitária, escolar e confessional, podemos contribuir como educadores (as) e formadores de opinião diante dos desafios sociais a fim de trazer um novo sentido e significado para as festas populares e responder aos anseios das novas gerações, e não cair no erro da ignorância e superstição. Reconhecer e respeitar as pessoas e a cultura no cotidiano é o grande desafio para os tempos futuros.

Wesley Cardoso Teixeira – Agente de Pastoral

Bibliografia:

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Ano Novo, de novo?

“O tempo descumprido e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. Disse Jesus”. Marcos 1.15

Feliz Ano Novo!

Não, não estou louca não. De fato, o ano letivo está começando. É um novo tempo, o tempo de esperança e de sonhos se realizando.

No texto acima, Jesus nos fala de um tempo cumprido, tempo da profecia. Jesus é a realização das profecias ditas pelos Profetas do Antigo Testamento quando falavam que o Salvador, o Redentor, chegaria. Este tempo havia se cumprido com a chegada de Jesus. E Ele nos disse isto no início de seu ministério.

Ele também afirmou que o Reino de Deus estava próximo. Esta é outra verdade. Jesus inaugura este novo tempo, o do Reino de Deus. Um Reino que se reveste de amor, graça, alegria, paz, harmonia, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão e muitos outros frutos deste amor de Deus que gera em seus filhos e filhas somente coisas boas.

Mas, é como sempre digo, toda história tem um “mas”. Para este Reino ser verdade, em todos e todas a própria palavra de Jesus nos dá a receita: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. É importante que cada um e que cada uma se arrependa de seus maus caminhos e creia no evangelho pregado e anunciado por Ele.

Porque o Reino é o novo e outro caminho que precisamos trilhar. É a realização de sonhos e a esperança de um novo tempo se tornando realidade.

Então, para que nossos sonhos, esperança de um novo tempo se torne realidade, é necessário que tenhamos fé. É necessário que construamos este novo caminho. O novo não se faz sozinho, ele acontece com a nossa participação.

Este novo ano inicia com uma chama forte de esperança. Então é tempo de esperançar e criar oportunidades para que nossos sonhos também se tornem realidade.

Vivamos a fé que Cristo nos dá e sonhemos e tenhamos muita, mas muita esperança mesmo neste novo tempo.

Tenhamos todos e todas um ano letivo de 2017 cheio de realizações na presença de nosso Senhor Jesus Cristo.

Graça e Paz!
Beijos

Pra. Gladys Barbosa Gama
Coordenadora da Pastoral Escolar e Universitária

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Foco, força e fé

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4.17-18

O ano de 2017 será um ano abençoado!

Mesmo retomando o fôlego de um 2016 cheio de desafios, incertezas, medos e instabilidade, entre outras coisas que vivemos no ano que passou, precisamos olhar para frente e manter o FOCO. Nossos sonhos e planos ainda não morreram e nosso foco deve estar nas metas que ainda não alcançamos, nos lugares que ainda não chegamos e nos sonhos que ainda não concretizamos.

Segundo especialistas da área econômica, 2017 ainda não é o ano em que a crise irá recuar, mas, 2017 será um ano abençoado! Lutas e tempestades virão e serão nesses momentos que precisaremos ter FORÇA para suportar. A nossa força muitas vezes está firmada nos recursos, em pessoas, em coisas, no entanto, a nossa real força independe de recursos e, ao menos a minha, está firmada em Deus, pois todas as vezes que até a voz falhou, Ele ainda estava lá, e também estará com você. Tenho certeza, 2017 será um ano abençoado!

Ainda não podemos enxergar os dias que estão por vir, não podemos enxergar as alegrias preparadas para nós, contudo, é em meio à toda expectativa que nasce a FÉ e, ela, nos levará aonde não podemos chegar. É a fé que manterá a esperança de um ano melhor, de coisas melhores para nós, nossa casa, nossas famílias e amigos. A fé é o pilar que nos manterá de pé e nos garantirá o foco e a força necessária para rompermos mais essa jornada.

FOCO nos planos e sonhos, FORÇA para suportar os desafios e FÉ para continuarmos perseverando, mesmo que tudo diga que não. 2017 será um ano abençoado!

Gladston de Paula

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2017 – Tempo de esperançar

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Lamentações 3.21

Estamos no início do ano, algumas pessoas em férias, outras retornando ao trabalho, e outras já trabalhando. 2017 chegou! O que carregamos na mala para este ano? Expectativas? Desafios? Sonhos? Medos? O novo quase sempre assusta e estamos em pleno ano novo, fresquinho... que acabou de chegar. A pergunta sobre o que virá grita em nossos ouvidos. Realmente, não sabemos como será o nosso amanhã, mas o meu convite aqui para você é o de esperança num tempo melhor.

Refletindo sobre este começo de ano, sobre as notícias estarrecedoras que não param de chegar e tudo que carrego dentro de mim... uma imagem que vislumbrei em julho do ano passado apareceu em minha mente: uma plantinha surgindo com todo vigor sobre uma área de queimada. Fotografei aquela cena por ser linda e por saber que ali, Deus estava falando comigo. Era um pedaço pequeno de um terreno que sofreu queimada. Em meio a devastação e as cinzas, em meio ao caos e a morte, nasceu uma plantinha em verde vivo. Pude contemplar ali o renascer da vida. A Esperança expressa de forma tão perfeita pela natureza, e é esta esperança que eu desejo a todos nós, a fé na vida!

Já vimos muita coisa ruim acontecer, vivenciamos medos, frustrações, perdas... mas a vida renasce! E que bom saber disso! Que bom lembrar daquela plantinha teimosa e guerreira.

Surge um broto verde!

Podemos esperar um novo tempo e em Deus, esperar o melhor.

Que possamos agir por uma família melhor, uma Universidade Metodista melhor, um ABC melhor, uma Grande São Paulo melhor, um Brasil melhor. Esta virada depende também de cada um de nós.

Cientes do amor e cuidado de Deus, que é real e verdadeiro:

Olhemos adiante, caminhando com firmeza dia após dia. Avencemos!

Olhemos ao nosso redor, atentos aqueles e aquelas que precisam de nós. Compartilhemos!

Olhemos para trás, trazendo a memória o que nos traz esperança. "Esperancemos"!

Um feliz 2017!

Elaine Cezar da Silva

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Tempo de Epifania

No calendário litúrgico, estamos no tempo da "Epifania". É o tempo de celebrar a manifestação de Cristo aos seres humanos como Rei, Profeta e Salvador. É o Cristo prometido que se torna uma realidade na vida das pessoas. Encontro outros textos, no Antigo Testamento e no Novo Testamento, que ressaltam a realeza do Deus Menino, nascido em Belém, e que está entre nós, nos ajudando neste tempo que estamos com sua grandiosa obra.

Pensando no tempo, o encontramos no Antigo Testamento, no livro de Eclesiastes, em que se apresenta no momento exato, próprio, oportuno, favorável, que é o kairós de Deus. Ele está presente na história da humanidade.

E no tempo, e em tempo oportuno, o sábio já havia dito: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”. (Eclesiastes 3:1).

Entende-se por meio do texto que Deus detém o controle de tudo e que todas as coisas estão em suas mãos.

Sentimos que o tempo passa muito rápido quando visualizamos o ano que se findou e já iniciamos outro.

Eu sei que muitos encontram-se em férias, aproveitando momentos de descanso, enquanto outras pessoas já retornaram as suas atividades, no percurso normal da vida, o que é importante para todos/as nós.

Muitos desafios têm nos alcançado e, assim, neste princípio de um novo ano, somos motivados a fazer planos, projetos e realizar muitos sonhos que temos. Sendo estes no decorrer dos próximos dias, semanas e meses.

O importante é caminharmos. É pensar na história e sua importância. E que Deus tem nos acompanhado e ajudado, e isso se dá pelo seu amor, cuidado e fidelidade. Ele anda conosco agora e em todos os momentos.

Sei que Deus nos ama e conhece todas as nossas situações existenciais.

Seja qual for o momento e situação que você está vivenciando, lembre-se que a fidelidade de Deus não muda, pois é Ele que renova e transforma a história de cada pessoa. Suas marcas de amor, paz e justiça, que se encontram dentro da história bíblica, neste tempo de Epifania estão próximas de nós.

Chegando no final de minha Pastoral, deixo com vocês a estrofe e refrão do hino "Tu és fiel":

Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste:
Pleno poder aos teus filhos darás.
Nunca mudaste: tu nunca faltaste:
Tal como eras, tu sempre serás.

Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor!
Dia após dia, com bênçãos sem fim,
Tua mercê me sustenta e me guarda.
Tu és fiel, Senhor, fiel a mim.

Desejo um ano repleto de realizações. Deus os abençoe.
Abraço Fraternal,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Pastoral Universitária e Escolar/UMESP

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Chegou dezembro de 2016!

Estamos nos despedindo de um ano com vários acontecimentos: Zica vírus, impeachment, olimpíadas, paraolimpíadas, tragédias, mortes, assaltos, violências. Nossos corações ficaram sem bater quando ouvimos que aviões caíram do céu com jogadores ainda jovens, com uma noiva indo para o seu casamento, com tantas vidas morrendo sem explicações. Estamos entristecidos com tantas notícias de cânceres atingindo pessoas muito próximas de nós e também aquelas que não sabemos nem o nome, mas que nos entristecemos por elas também. Como podemos explicar mulheres sendo violentadas, terremotos, animais maltratados, natureza agredida?

Cristãos e cristãs testemunham suas vitórias e suas orações respondidas, mas também haverá aqueles que experimentam dores, doenças, crises profundas, e aguardam por orações nunca respondidas. Existem coisas que jamais saberemos os porquês. Deus não nos revelou todos os segredos da existência, e nem responderá a todas as nossas indagações. Não podemos ter uma postura pacífica diante de tantos fatos trágicos e pesarosos. Podemos chorar, gritar, nos entristecer, mas uma coisa não podemos perder: “A Esperança”.
Dezembro chegou! É Natal!

As casas, empresas, escolas e nossa universidade estão cheios dos símbolos natalinos. Mas eles expressam o verdadeiro significado do Natal? Ainda tem lugar para o nascimento do menino Jesus em nossos lares?

A bispa Marisa de F. Ferreira escreve no Expositor Cristão, dez/16: “Ao ver o símbolo, também observo o que está por detrás dele. O símbolo tem a capacidade de trazer à memória toda uma história, uma vida toda, uma experiência com aquilo que representa. Vem história, datas, pessoas e celebrações. Ao trazer as lembranças, as emoções vêm juntas. É como se, por alguns segundos, voltássemos a viver o que foi vivido em tempos anteriores. Pode-se sorrir hoje como se sorriu tempos atrás.
Lágrimas experimentadas no passado podem vir aos olhos novamente, dando a sensação de que ocorrem agora, neste momento. O símbolo relembra algo tão marcante que é como se tivesse a capacidade de carregar a história dentro de si. Algo excepcional e marcante. É muito mais do que se vê, é a atualização do que se viveu e se sentiu. É uma expressão externa de um tesouro que se traz por dentro. É pra sempre”!

Veja, sinta, chore, mas lembre-se: é natal! Não do consumo, da mesa farta, do 13º salário, das dívidas assumidas para comprar algo, dos interesses comerciais. Monte seus símbolos natalinos, mas não esqueça do principal deles.
Natal! Jesus nasceu numa estrebaria, ao lado de animais, de modo simples. Uma estrela anunciou o seu nascimento. Pastores e magos foram visitá-lo. E você, o que pode oferecer a Jesus hoje? Qual o símbolo que te identificaria como um seguidor desse Jesus?

Que o natal aconteça em nossas casas, aqui em nossa universidade, no nosso País. Para celebrar o natal não é necessário ter bens, uma festa com muita comida e bebidas. Tudo o que você e eu precisamos é socorrer ao necessitado, chorar com os que choram, nos alegrar com os que se alegram e acima de tudo, nos achegarmos bem ao lado de Jesus, nascido naquela humilde manjedoura – e descansar.

Bom Natal para todos e todas. Com meu carinho e orações,

Profª Rosane Oliveira
Agente da Pastoral Universitária

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Porque não havia lugar para eles na hospedaria

“Porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2.7b

Você sabia que no Domingo passado, dia vinte e sete de Novembro, iniciamos o período chamado de Advento!

E no latim, a palavra Adventus é um tempo que antecede o Natal. É momento de recordar a dimensão histórica da Salvação e refletir sobre estes dias, antes do nascimento de Jesus.

E, pensando no nascimento, recordei-me dá leitura que fiz no Evangelho de Lucas, no seu capítulo de número dois, que apresenta a nós o cumprimento da palavra de Deus. O evangelista Lucas relata, dentro de um contexto, a movimentação que ocorreu naquele período.

Na época em que Jesus estava para nascer, Israel se encontrava sob o domínio de Roma e o Imperador Romano, Cesar Augusto, decretou uma Lei ordenando o recenseamento nas províncias. José, que era nascido em Belém, viajou com Maria para o cumprimento da determinação estabelecida e, chegando na cidade, à encontraram muito cheia.

Conforme o que o texto bíblico nos relata: “E deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2.7.

Com a leitura desse verso, aprendo muitas lições, inclusive sobre o amor e a humildade. É muito bom guardar dentro do coração essas histórias; que nos ajudam em nossas experiências ao longo da vida; que nos tornam mais sensíveis aos acontecimentos da história do Natal, com belíssimas lições, onde nos alegramos, choramos, admiramos e nos emocionamos.

Enfim, estamos a caminho de mais um Natal, um momento oportuno de reflexão, então, deixo uma pergunta para você: Há lugar em seu coração para o menino Jesus nascer?

Deus abençoe,

Com carinho, Pastoral
Reverenda Angela Balbastro Ribeiro

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Mas o justo viverá da fé

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: MAS O JUSTO VIVERÁ DA FÉ”. Romanos 1. 16-17

No dia 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero, não satisfeito com os acontecimentos em sua Igreja, publicou suas 95 teses na porta de sua Igreja. Teses essas elaboradas com muito estudo e meditação na Palavra de Deus.

Lutero buscava melhorar sua própria Igreja, pois via que os ensinamentos que estavam acontecendo se distanciavam da Palavra de Deus. Em outras palavras, o que ocorria estava distante do que estava escrito na Palavra. Ele era um estudioso e quanto mais estudava, mais via que se distanciavam das verdades bíblicas.

Então ele buscou, mesmo sendo perseguido, dar notícia daquilo que pensava que necessitava de mudança.

Conhecemos a história; na época seus ensinamentos não foram aceitos, o que causou ruptura em sua Igreja por se formar uma outra, mesmo contra a gosto de Lutero.
Cabe então uma pergunta: por que lembrar dessa data em nossos dias? Será que ainda é importante esse tema?

Acredito que esse tema seja tão atual hoje como foi quando do inconformismo de Martinho Lutero. Basta olharmos ao nosso redor para vermos quantas e quantas coisas necessitam de uma boa reforma.

Olhando a nossa sociedade percebemos a falta de valores morais e éticos que vivemos: a vida que vale menos do que qualquer coisa; mata-se apenas por não concordar com nossos pensamentos; famílias que se fazem e desfazem sem nenhum vínculo de afetividade.

Na política, ao lermos ou vermos os jornais, o que vemos são escândalos e mais escândalos, que de tão corriqueiros nem prestamos mais atenção. A corrupção é motivo de piada e aumenta cada vez mais, não apenas nos altos escalões, mas também em pequenas atitudes do nosso dia a dia.

E se continuarmos a elencar as coisas que precisam de mudanças o texto seria muito longo.

O fato é que muitos aspectos da vida tanto pessoal, familiar, educacional, social e etc, precisam de reformas importantes e urgentes. Precisamos de “Martinhos Luteros” com coragem para afixar em muitas portas não apenas 95, mas milhares de teses para que nossa sociedade acorde para as reformas que se fazem necessárias.

O texto de Paulo citado acima ajuda a pensar que a salvação é para todos aqueles que creem e que através da fé podemos olhar com outros olhos para o que está acontecendo a nossa volta. E, assim, iniciarmos um movimento de proclamação destas verdades que ajudaram a começarmos uma reforma tal que começaremos a sentir aqui e agora as delícias do Reino de Deus.

Somos convidados e convidadas a participarmos desta mudança. Não fique parado em seu cantinho, assuma uma atitude de mudança por mínima que seja. Tenho certeza que ela contaminará outros e em breve veremos grandes mudanças acontecerem em nosso meio.

Paulo afirmou e cremos nisto: O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ. Tenha fé e mude. As coisas poderão ser melhores, experimente.

Que Deus abençoe a todos e todas!

Revda. Gladys Barbosa Gama
Coordenadora da Pastoral

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ATENDIMENTO

Campus Rudge Ramos -  Edifício Sigma, Sala 205
Telefone – 4366-5543

Atendimento:


- Segunda a sexta-feira, das 8h às 22h
- Sábados, das 8h às 12h



Campus Planalto – Edifício A, Sala 316
Telefone: 4366-5339

Prof.ª Rosane Silva de Oliveira
Pastor Hércules Andrade Araújo
Pastor Edemir Antunes Filho

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- Segunda-feira, das 8h às 12h e das 19h às 21h30
- Terça-feira, das 8h às 21h30
- Quarta-feira, das 10h às 21h30
- Quinta-feira, das 8h às 14h e das 19h às 21h30
- Sexta-feira, das 8h às 12h
 



Campus Vergueiro -  Edifício A, sala 150
Telefone: 4366-5403

Pastora Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Pastor Edemir Antunes Filho

Atendimento:

- Terça-feira, das 14h às 21h30
- Quinta-feira, das 14h às 21h30



Colégio Metodista SBC
Telefone: 4366-5796

Pastor Wesley Cardoso Teixeira
Prof.ª Elaine Cezar da Silva

Atendimento:

- Segunda-feira, das 8h às 12h
- Quarta-feira, das 8h às 17h
- Terça, quinta e sexta-feira, das 8h as 17h30