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Reflexões

Professores marcam vidas

Rm. 12,06-07. “tendo, porém diferentes dons segundo a graça que nos foi dada...” , “... o que ensina esmere-se no fazê-lo.”

Mt. 07,28 e 29. ”Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.”

Tenho acompanhado o dia a dia do ambiente escolar e participado de vários momentos de reuniões, encontro com os pais, resolução de problemas relacionais de alunos, comemorações e formaturas. Todos estes momentos tem a sua peculiaridade especial, mas de todos o que me deixa sempre muito feliz são as formaturas. Neste momento fica clara a força do relacionamento entre professores/as com seus alunos/as. Por parte dos alunos, há manifestações de carinho, reconhecimento do relacionamento em toda a caminhada e dos momentos marcantes que estarão pra sempre gravados nos seu corações. Por parte dos professores vejo um misto de sentimentos. Alegria, realização, lembranças e gratidão, pois eles percebem que marcaram muitas vidas não apenas com o conteúdo ensinado, mas como a sua própria forma de ser e agir.

Separei dois textos bíblicos acima citados que refletem bem este relacionamento de professor e aluno. O primeiro, Romanos 12, fala do dom de ensinar. Para ser um professor não basta ter domínio do conteúdo, é preciso se esmerar no trabalho de passar seu conhecimento às pessoas, no comunicar o conteúdo de uma matéria de forma que um aluno possa perceber guardar e reproduzir quando for necessário. Esta ação é um dom que vem de Deus. Já o texto de Mateus 07, mostra Jesus na sua atividade docente. Todos que os ouvia tiveram a mesma impressão: Ele era um professor diferente, pois ensinava como quem tem “autoridade” e não como os escribas. Para entendermos a observação dos que ouviam Jesus, é necessário entender a realidade do ensino na época. Os professores da época, escribas, fariseus, rabinos, eram autoridades religiosas, vistas como superiores as pessoas comuns e esta visão era fortalecida pela postura destas mesmas autoridades no relacionamento com o povo. Mas Jesus, não havia se formado em nenhuma escola rabínica da época. Não era associado a nenhum dos grupos de professores da época. Mas quando ensinava não apenas tinha segurança do que falava como também se misturava com o povo e não fazia descriminação dos que podiam aprender ou não. Todos que se aproximassem, teriam a oportunidade de ouvir e aprender. Esta postura chamava a atenção do povo e por isso todos ficavam admirados e quando o ouviam se surpreendiam mais ainda, pois oque Jesus falava era fundamental para a vida deles, fazia todo o sentido.

O professor é um profissional como qualquer outro. Trabalha para sobreviver, construir sua vida e para tanto deve ter o seu sustento justo e garantido de forma que possa investir em si mesmo e dar direção aos seus sonhos e planos. Mas soma-se a este profissional a oportunidade de ser mais que um profissional e sim um parceiro um colaborador, uma pessoa que vai marcar a vida de muitas outras pessoas ao longo do exercício do magistério. 

A você professor, que tem o dom de ensinar e de se envolver com as pessoas em uma relação de responsabilidade e amor, minhas orações são para que Deus continue abençoando e dando sabedoria a todos neste importante ministério. 

Feliz dia do professor !
Pr. Hércules Araujo

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Um lindo campo florido

“O deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso”. Isaías 35.1

A Primavera chegou, é tempo de renovação! Assim como mudam as estações do ano, a nossa vida também passa por mudanças e transformações. Vivemos momentos mais fáceis, outros mais difíceis e por vezes, doloridos. Mas a vida se renova!

O versículo de Isaías 35,1 diz que o deserto e a terra se alegrarão.
Quando pensamos em deserto, logo associamos a um lugar muito seco, quente, hostil. Viver um deserto na vida nos dá a conotação de um tempo difícil, do qual, queremos sair logo.

Fiquei pensando sobre o que seria um deserto se alegrar. Acredito que seria uma imensa alegria encontrar num deserto, um oásis! Em meio a areia quente, a terra seca, a sede imensa, que felicidade seria, me deparar com um lugar cheio de água, plantas, sombra, animais, vida!

Assim também penso que uma terra alegre, é uma terra boa e fértil. Uma terra viva que produza vida!

O deserto e a terra se alegrarão. O tempo difícil vai passar e a alegria vai chegar. Há esperança!

O texto bíblico também diz que o ermo (lugar sem habitante, descampado, solitário) exultará, ou seja, vai alvoroçar-se de alegria e mais, vai florescer como o narciso: uma linda e perfumada flor.

Todos nós passamos por desertos, fases de improdutividade e momentos de solidão. Mas nós temos aqui uma linda promessa de Deus.
O Deus da renovação, da transformação, caminha conosco em todo tempo!
De estação a estação, no deserto ou no ermo, Ele está sempre conosco.

Caminhemos, olhando para frente, pois o tempo da alegria e da beleza vai chegar!

Um campo florido vai surgir!

Uma boa primavera a todos/as!

Com carinho,

Elaine Cezar

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O Senhor é o meu pastor, nada me faltará

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso.” Salmo 23,1-2

Davi foi o segundo rei do Reino Unido de Israel. Era filho mais novo de Jessé, dentre oito irmãos. Passou sua juventude em Belém e cuidava do rebanho de seu pai. Ainda jovem, manifestou grande talento musical com a harpa, fato de destaque em sua vida. Ele, sendo um harpista, foi chamado para tocar para o rei Saul, (conforme o dicionário ilustrado da Bíblia).

No decorrer da sua história, Davi escreveu muitos Salmos, contando suas experiências de fé. Sabemos que um deles é o Salmo 23. Provavelmente, ao escrever, lembrou-se que era pastor de ovelhas, que cuidava e protegia seu rebanho em qualquer tempo, fosse ele bom ou ruim. Faz a comparação entre a figura do Pastor de Ovelhas e do Deus Pastor.

Assim, ele utiliza do seu talento (harpista) e sua habilidade (cuidador de ovelhas) para exemplificar de forma poética e musical que é importante e necessário crer em Deus. Sabe-se que ele vivia momentos de conflito e temor.

Em nossos tempos, vivemos momentos desafiadores. E o que fazer?

Aprendo com a história que é fundamental acreditar que Deus está conosco, na qual muitos momentos precisamos parar e: ouvir, olhar e descansar. Buscando entender quais os caminhos verdejantes e repousantes que Deus propõem.

Para nossa reflexão: por meio da vivência de Davi, de que forma podemos utilizar nossos talentos e habilidades?

Uma semana abençoada!

Com carinho Pastoral,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro

Agente de Pastoral/UMESP

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Feliz é a nação que tem o Senhor como Deus!

“Feliz é a nação que tem o Senhor como Deus! Feliz o povo que ele escolheu como seu patrimônio! Lá dos céus, o Senhor olha e vê todos os homens. De onde está sentado, ele observa todos os habitantes da terra, ele que lhes modela um mesmo coração, ele que está atento a tudo que fazem. O rei não é salvo por um grande exército, o guerreiro não é libertado por um grande vigor. Para vencer, o cavalo não passa de ilusão, toda a sua força não permite escapar. Mas o Senhor vela sobre aqueles que o temem , sobre os que esperam na sua fidelidade, para livrá-los da morte e mantê-los vivos durante a fome. Nós aguardamos o Senhor: É Ele nosso auxílio e escudo ! Dele vem a alegria de nosso coração, e a nossa confiança está no seu nome santíssimo. A tua fidelidade, esteja sobre nós, como a nossa esperança está em vós”. Salmos 33, 12-22.

Estas palavras do Salmista traz um contexto bem específico: governo monárquico que frequentemente era desfiado por outros povos e, por isso, decretavam guerras. Almejavam cada um Feliz é a nação que tem o Senhor como Deussua independência e novas conquistas à custas até da morte de soldados e/ou de seus governantes.

Não é diferente esse desejo para qualquer outro povo.

Cremos nessa Palavra como inspiradora para nossa fé, não pelas vitórias em guerras ou pelas conquistas, mas principalmente porque reconhecemos a Deus como Senhor que sustenta e abençoa seu povo em momentos de crise.

Cremos em Deus que chama seu povo para viver em justiça e equidade, fartura e generosidade para com todos e todas. Ao contrário disso, temos então um governo que não compactua com os propósitos do Senhor, ao contrário, confia em seus próprios meios para governar. E governam mal.

Entretanto, aquelas pessoas que temem ao Senhor, guardam sua esperança em seu amparo e no socorro que vem de Deus. Não podemos desistir mesmo diante de uma realidade perversa, corrupta e injusta que parece nos cercar. Oremos por nosso país, nossos governantes, por nosso povo.

Na expectativa e confiança de que o Senhor seja Deus e faça de nós uma nação feliz.

Amanda de Lima Baptista Leite

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Pois foi por meio da esperança que fomos salvos!

Leitura texto bíblico: Romanos 8.24a (Linguagem de Hoje)
“Pois foi por meio da esperança que fomos salvos!” (Rm 8.24a)

Somos surpreendidos com notícias desagradáveis informando acidentes físicos, ambientais, calamidades, bem como perdas, decepções em nosso dia a dia. De fato, nos dias em que vivemos, temos evidências de violência, indiferença, intolerância, radicalismo e desconfiança.

Esse cenário, muitas vezes, coloca-nos em um estado de desesperança, medo, e, às vezes desânimo. E muitos indagam: - Vale a pena buscar uma sociedade melhor?

Observar os acontecimentos apenas na perspectiva humana pode nos frustrar e, principalmente, nos colocar em uma posição de indiferença, desânimo, conformismo e desesperança.

Nossa vida e nosso olhar precisam estar atentos aos sinais da Graça e do amor de Deus no mundo, mesmo diante das forças que se levantam contra o projeto de vida de Deus.

A Equipe Pastoral crê que Deus está conosco. Portanto, nossa confiança não está nos sistemas vulneráveis e competitivos, mas no projeto do Reino de Deus – fé, esperança e amor/ paz – verdade – justiça.

Nossa fé em Deus nos anima para continuar a crer nas palavras de Jesus: “e lembrem-se disto: eu estou com vocês todos os dias” (Mateus 28.20b – Linguagem de Hoje).

A palavra de Deus convida-nos a uma atitude de esperança, de oração e de compromisso com a vida revelada em Jesus Cristo: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10b).

Oração:
Amado Deus, concede-nos a graça de viver cada dia na certeza da sua presença em nossas vidas, famílias e em nosso trabalho (Universidade). Em nome de Jesus. Amém.

Texto escrito pelo Bispo Adriel de Souza Maia – Editor Nacional No Cenáculo
adaptado por Wesley Cardoso Teixeira – PASTORAL ESCOLAR
Fonte: No Cenáculo julho/agosto 2017

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De onde vem o socorro?

“Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.
Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.
De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.
O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre”.
Salmo 121


Creio que uma das minhas primeiras experiências de fé foi com este Salmo 121.

Em janeiro de 1994 eu fiz uma viagem com minha irmã, seu esposo e seus três filhos (na época, ainda crianças). Fomos de carro, levando um trailer, de São Paulo a Guarapari.

A viagem foi cheia de contratempos, mas foi muito boa e inesquecível.

A ideia era parar na Barra da Tijuca, acampar por lá alguns dias e prosseguir a viagem. Na estrada, por volta das 20 horas o carro começou a falhar.

Entre sons estranhos e falhas, prosseguimos mais um pouco até o momento em que precisamos parar no acostamento. No meio do nada, só havia o nosso carro, a escuridão e o medo que nos invadia sem piedade.

Ali, sozinhos na estrada escura, pensei:
- Meu Deus! O que faremos agora? (Obviamente não havia celular naquela época). A quem pediremos socorro?

O versículo 105 do Salmo 119 diz que a palavra de Deus é lâmpada para nossos pés e luz para o caminho. Ah! como essas palavras são verdadeiras! Naquele momento, todos calados, as crianças dormindo... como uma luz, as palavras do Salmo 121 vieram a minha cabeça. Do outro lado da pista, havia dois pequenos montes e foi para eles que olhei. Naquele momento eu tive a plena certeza que o nosso socorro viria do Senhor, que fez os céus e a terra! Foi a Ele que clamei em silêncio, bem baixinho.

Como um milagre, em alguns minutos um carro de polícia passou por nós e parou. Os policiais prontamente nos ajudaram, um deles acompanhou meu cunhado para buscar ajuda e o outro ficou ali, conosco, até eles voltarem.

Não me recordo exatamente como tudo se resolveu, mas chegamos ao camping onde ficamos por uma semana; prosseguirmos a viagem e tudo deu muito certo.

E, assim, a experiência ficou para sempre gravada na minha memória. Quando leio este salmo, três sentimentos me invadem: inicialmente o medo (que é real e nos invade sem pedir licença), num segundo momento, a confiança em Deus (pois sei em quem tenho crido e sei que Ele é poderoso) e por último, a certeza de que o socorro virá!

Sim, é Dele!
Do nosso Senhor que vem o socorro!
É Ele quem nos guarda de dia e de noite.
É Ele quem nos guarda de todo mal, guarda a nossa vida.
Nossa entrada e saída, onde estivermos.
Hoje e para sempre!

Elaine Cezar

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Menos palavras e mais atitudes!

Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei. Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante três vezes me negarás. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja mister morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. (Mateus 26.33-35)

É isto! Você conhece o desenrolar deste fato. Concluímos que, muitas vezes, palavras são jogadas ao vento. Precisamos mais de atitudes e menos de palavras. Hoje, nos meios de comunicação, as palavras, fotos, vídeos expressam muitas coisas. Mas quase sempre não expressam as atitudes práticas, reais, verdadeiras.

Triste! Mas não é algo novo. Não avalie as pessoas pelo visual, pelas palavras, pelos vídeos, pelas fotos que elas postam. Isto é legal. Faz parte da vida. Porém, avalie as pessoas na caminhada, no dia a dia, pelas suas ações, nos relacionamentos.

Quanto mais eu vivo, menos observo e avalio as pessoas pelas suas palavras, fotos, vídeos. Observo-as pelas suas atitudes, suas ações. Sim. No fim, é isto o que importa. Fico imaginando Pedro e os discípulos tirando um selfie com Jesus (se existisse) e falando todas as palavras descritas. Ficariam disputando um melhor ângulo para a foto e quem receberia mais “curtidas”. Porém...

Que Deus possa abençoar a nossa universidade, ter misericórdia de cada um de nós e que possamos falar menor e agir mais em cada ato praticado.


Com meu carinho e orações,

Profª Rosane Oliveira – Agente da Pastoral

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A mudança

2017 tem sido um ano de muita tensão. Muitos escândalos políticos encheram os jornais e continuam enchendo. O descrédito moral tornou-se nosso cotidiano no que tange àqueles que deveriam nos representar e considerar nossa vontade. Sou uma pessoa muito antenado politicamente e, refletindo sobre a conjuntura atual, não pude deixar de considerar o que o Apóstolo Paulo disse a Timóteo na sua primeira carta a este:

“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” 1 Timóteo 6. 9-10

Por amar o dinheiro muitos homens e mulheres venderam não somente a confiança depositada neles, venderam a si mesmos. Venderam integridade e caráter e isso é o mais trágico.

Qual preço de algo que não tem preço e sim valor?

Como vender o que é invendável?

Há um pensamento sistemático que afirma que a corrupção é inerente ao brasileiro, contudo, indo mais profundamente neste pensamento, concluímos que a corrupção é inerente ao gênero humano. Temos a tendência de sempre nos inclinarmos ao que nos gere benefícios, mesmo que seja em detrimento ao prejuízo do outro. Essa reflexão sobre o cenário macro precisa nos fazer olhar para o micro. Precisamos olhar para nós mesmos e perceber se, a nível individual, nós não cometemos os mesmos erros. Talvez você esteja dizendo para si mesmo agora: “Mas eu não roubo ninguém”!

Contudo, quando você mente para alcançar algum ganho, isso não te difere em nada daqueles que você julga. Quando você recebe um troco errado, para mais, e você não devolve, isso não te difere em nada daqueles que você julga. Quando você se empenha ao máximo para alcançar ganhos maiores e não percebe que, talvez, sua família está ficando à margem da sua vida, isso não te difere em nada daqueles que você julga.

Esse período da história brasileira vai passar, as coisas voltarão para o lugar correto, eu creio. No entanto, a história precisa nos ensinar alguma coisa, se não mudarmos individualmente, só estaremos emergindo para submergir novamente lá na frente. Quando eu mudo, tudo ao meu redor muda. A máxima é: “Nós devemos ser a mudança que queremos ver”

Gladston de Paula

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Um amigo lhe estende a mão (Evangelho segundo Mateus 14:22-33)

O Evangelho de Mateus narra uma das histórias mais belas entre Cristo e seus discípulos. Eles foram de barco até Cafarnaum, enquanto Jesus, após despedir uma multidão, desejou ir sozinho ao monte orar. Na madrugada, os discípulos já estavam em alto mar e Jesus foi ao encontro deles. Porém, sem barco. Ele foi andando sobre as águas. Na escuridão.

Num certo momento, os discípulos viram aquela figura indo em direção a eles, e naturalmente, foram tomados por medo, pois acreditaram que fosse um fantasma. E senão bastasse... o mar estava revolto.

Foi necessário Jesus gritar: “sou Eu, não tenham medo”.

Já que sua silhueta e sua poderosa aparição não foram suficientes, ao menos pela voz eles o reconheceriam?

Pedro, tão impetuoso quanto o mar que os balançava, foi logo pedindo: “Senhor, se é mesmo tu, ordena-me que eu vá ao teu encontro sobre as águas”.

Jesus permite.

Pedro foi caminhando até que a violência das águas retirou a confiança inicial. Foi afundando: “Senhor, salva-me”!

Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o firme e disse: “homem de pouca fé, por que duvidaste? ”.

Ao subirem no barco, o mar bravo, acalmou-se. Aquele suspiro de alívio é ouvido por todos.

Quantas vezes nós iniciamos uma jornada, um propósito ou um projeto crendo na presença de Deus, cheios/as de empolgação e entusiasmo, porém, ao decorrer do caminho, “coisas” ocorrem e nos trazem desânimo, medo, desconfiança, derrota. Perdemos a fé em nós mesmos, em quem nos guia ou em quem deveria caminhar conosco.

Mas o que mais nos fortalece neste testemunho do Evangelho é que Jesus estende a mão, mesmo que a fé seja pouca ou nenhuma.

Antes de Jesus despedir a multidão, ele fez a multiplicação dos pães e dos peixes que alimentaram mais de cinco mil! Ou seja, aqueles discípulos haviam visto o poder de Deus, no entanto, a fé ainda não era suficiente. Nós também, por vezes experimentamos a graça de Jesus, mas há momentos que essa fé se esvai porque nossos olhos se desviam de Cristo e nos apoiamos nas circunstâncias nada seguras que nos rodeiam. Temos pouca fé.

Mas podemos levantar as mãos e alcançar a mão sempre estendida de Cristo. Com humildade, reconheçamos nossas fragilidades e fraquezas e permitamos que se preciso for, Cristo nos carregará para um lugar seguro, como foi ali, representado pelo barco, que com a presença de Jesus passou a navegar em calma e serenidade. Com a rota restabelecida.

Nesse mês que lembramos o dia da amizade, que possamos também reconhecer e agradecer, pois certamente Jesus foi uma mão estendida através de um amigo ou amiga: um amparo e apoio. Pensemos nisso.

Que a benção de Jesus Cristo seja sobre nós.

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa

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Amig@, estou aqui

Há amigos que levam à ruína, e há amigos mais queridosdo que um irmão. [Provérbios 18.24]

Nós certamente já escutamos a canção que afirma: “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”. Esta frase se torna mais significativa se trouxermos à memória aquele dia tão agradável que passamos ao lado de um/a amigo/a. Possivelmente estivemos tristes por algum motivo e a presença desta pessoa, ou algumas palavras que ela falou, nos trouxeram tranquilidade. Tivemos a oportunidade de chorar diante dela, desabafar e até mesmo receber um toque ou um beijo de paz. Ela estava ali, nos ouvindo, orando em nosso favor. Nós podíamos senti-la e tocá-la. Independentemente se este amigo/a nos decepcionou em algum momento, houve dias em que a presença dele/a foi importantíssima. Marcou a nossa história. Nossa vida foi assinalada por algumas experiências boas de amizade, e são essas que devem permanecer e ser cultivadas.

Quando se valoriza demasiadamente a desilusão perdemos o lado bom da vida, caminhamos pessimistas, desconfiados/as da “própria sombra”, matamos o “belo jardim” chamado amizade com o nosso olhar vazio, tornamo-nos desumanos a ponto de não termos mais saudades ou mesmo rejeitarmos o caloroso abraço de um/a amigo/a, perdemos a oportunidade de ser abençoados/as por Deus através de uma pessoa. Assim, a amizade é envenenada pela maldade e passa a ser sinônimo de segundas intenções. Por tudo isso, se nós analisarmos com sinceridade concluiremos que a amizade é uma bênção de Deus. Ter amigos/as é necessário para o nosso desenvolvimento físico, psíquico, espiritual e social, mas somente podemos ser amigos/as de alguém se formos conscientes da responsabilidade que temos diante do Senhor de procurar o melhor para esta pessoa com a qual nos relacionamos.

Neste dia que fazemos alusão ao Dia do amigo, podemos declarar que Jesus Cristo é o nosso modelo maior de amizade e olhando para Ele o Espírito Santo nos fortalecerá e nos ajudará a manter laços de amizade verdadeiros que se solidificam com a presença de Deus em nossa vida.

 

Rev. Edemir Antunes

Agente da Pastoral – UMESP 

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O grande mar da vida

Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado".
Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam.
Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água. 
Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos?"
Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!"
O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo?
Ainda não têm fé?"
Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
Marcos 4. 34 a 41

Algumas experiências que vivemos em nossa infância nos marcam por toda vida.Eu me lembro perfeitamente da minha mãe cantando para mim, com sua voz forte e afinada, uma música que tinha a seguinte letra: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem, vai muito bem, vai muito bem! Com Cristo no barco tudo vai muito bem e passa o temporal...”

Na minha cabecinha de criança, eu não entendia muito bem a letra dessa música, mas, mesmo em tenra idade, uma grande e verdadeira lição eu aprendi com ela: se Cristo estivesse comigo, tudo ficaria bem! Hoje, adulta, percebo claramente que já enfrentei temporais e, com um sorriso no rosto, afirmo: Cristo esteve comigo e, incrivelmente, tudo ficou bem!

No grande mar da vida, nós navegamos e desfrutamos de dias com sol, calmaria, mas também nos deparamos com ondas gigantes, vendavais e tempestades que desejam nos engolir. O texto bíblico acima nos mostra que estamos susceptíveis a vendavais em nossa caminhada.

Ventos e tempestades fazem e farão parte da vida do ser humano, inclusive dos que caminham e confiam em Deus. Dificuldades, tristezas, doenças, perdas, frustrações...Enfim, estamos no mundo e por isso estamos sujeitos às dificuldades e lutas, porém, há Alguém muito especial que está conosco, que está dentro do barco com a gente. Seu nome é Jesus! Por vezes, esquecido... adormecido lá no fundo, na popa do barco, quietinho... Mas Ele está ali!

Se a tempestade chegar e o medo crescer, basta chamá-lo. Aquele que tem o poder de aquietar o vendaval que nos oprime está e estará sempre conosco!

Muitas vezes o vento e o mar enfurecidos podem ser uma circunstância em nossa vida que nos devora a paz. Então clamamos por socorro e Ele se levanta com seu poder para acalmar o furor.

Por vezes, o vendaval pode ser algo interno, dentro de nós mesmos, como um coração angustiado ou uma mente ansiosa... Este mesmo Jesus que nos conhece tem o poder de nos trazer a paz.

Enfim, as tempestades podem chegar e nos paralisar, enchendo-nos de pavor. Mas não podemos esquecer nunca de que não estamos sozinhos. Jesus está conosco, no mesmo barco!

Dele virá o nosso socorro, Dele virá a paz e bonança - Tempo tranquilo com vento e mar calmos, serenos. Calmaria; sossego que aparece após um período conturbado.

O mar é imenso e profundo, mas não é maior que o amor de Deus!
O mar é rico em vida, mas não mais rico do que a vida que Cristo nos oferece.
O mar tem ondas gigantes, mas nada que supere o poder do grande autor da vida
e seu filho Jesus.
É com Eles que navegamos!


Elaine Cezar
Agente da Pastoral

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Gratidão

Leia: Lucas 17.11-19

Chegamos ao final de mais um semestre na Universidade Metodista. Ao finalizar as atividades acadêmicas, os(as) professores(as) e alunos(as) podem dizer: "Obrigado(a), Senhor!". A gratidão precisa fazer parte de nossas vidas e saber agradecer é uma virtude a ser alcançada.

O livro de Salmos contém vários textos de gratidão a Deus. São poesias belíssimas como o Salmo 100 e 136. No Novo Testamento temos um relato que serve de exemplo de gratidão: trata-se da história da cura de 10 leprosos (Lucas 17.11-10). O evangelista Lucas relata que Jesus estava a caminho de Jerusalém e passou na região da Samaria e Galileia quando foi surpreendido por dez leprosos que gritaram: “ Mestre, compadece-te de nós!”.

O texto continua com o pedido de Jesus para que eles se apresentassem aos sacerdotes (conforme Levítico 14.1-32) e desta forma, descreve-se a cura daqueles homens. A questão que o texto aborda é o fato de apenas um ter voltado para agradecer a Jesus (Lucas 17.16), e este era estrangeiro. Nas palavras finais de Jesus, lê-se afirmação: “tua fé te salvou”.

Deste texto podemos aprender algumas lições:

1) Obediência: A iniciativa de obedecer ao pedido de Jesus foi fundamental para a cura. Eles tiveram a coragem de gritar por socorro e a iniciativa de se apresentarem aos sacerdotes, conforme ensinava a lei judaica, enfatizando aqui a importância da obediência na vida daqueles que buscam uma bênção;

2) Gratidão: a iniciativa daquele homem de retornar a Jesus fez uma grande diferença na sua vida, porque ele teve a oportunidade de glorificar a Deus publicamente (Lucas 17.15) e se aproximar de Jesus (prostrado), em um gesto de reconhecimento e gratidão a Deus e a Jesus;

3) Salvação: este gesto mudou completamente a vida daquele homem, que ouviu do próprio Jesus: “a sua fé te salvou”. Ele encontrou, além da cura física, a salvação, indicando a importância da fé e da gratidão.

Considerando nosso tempo e nossas vidas, considerando as dificuldades e desafios apresentados no início do ano letivo, podemos hoje agradecer a Deus pela vida, pela família e pelo trabalho. Reconhecer o cuidado, proteção e provisão que Ele tem nos dado até a presente data.

Que nossa gratidão e nossa fé em Deus possam fazer a diferença em nossas vidas e em nossa instituição até a presente data e no decorrer do ano letivo.

Boas férias!

Wesley Cardoso Teixeira
Pastoral Escolar e Universitária

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Corpus Christi

A festa de Corpus Christi surge no século XIII, na diocese de Liège - Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Na visão católica esta festa é o momento que o próprio Cristo se faz presente por meio da Eucaristia, já que se acredita que os próprios elementos da ceia se transformam na carne e no sangue de Cristo. Então o santíssimo sacramento sai da igreja em procissão pelas ruas. Este é um feriado Cristão que nós evangélicos acabamos usufruindo, mas não o comemoramos.

Na visão Evangélica cremos de forma diferente. Celebramos o momento da Ceia do Senhor nos cultos, como um memorial que Jesus nos mandou celebrar, mas não cremos na transubstanciação dos elementos. Cremos que Cristo habita em nós, de forma que somos transformados em um instrumento nas mãos de Deus para abençoar ao próximo.

Cremos que nossa ocupação não pode estar voltada para uma visão religiosa e ritualística, mas sim para uma disposição pessoal de ser a mão de Deus, a boca de Deus, o próprio corpo de Cristo neste mundo tão cheio de incoerências.

ICo. 12:27 “Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse corpo”. É assim que cremos e assim orientamos as nossas vidas segundo a bíblia nos ensina. Por isso acabamos usufruindo deste feriado, pois é uma data oficial em nosso país, mas acabamos não comemorando. 

Que Deus continue abençoando a cada um de nós e a cada dia possamos aprender do seu Evangelho, para que assim como Jesus, possamos viver neste mundo sendo bênçãos uns para os outros.


Pr. Hércules 

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Festas Juninas: por que e o que comemorar?

Oh! Quão bom e quão suave é viverem juntos os irmãos (ãs).” Salmo 133.1

O mês de junho é conhecido pelas festividades chamadas juninas. Mas o que de fato são estas festas e o que elas comemoram?

Esta é uma festividade que começou na zona rural na época da colheita, principalmente do milho. Devido a fartura do período, muitas comidas eram feitas de milho.

E aos poucos o que era apenas uma festa da colheita começou a tomar outra forma, pois nesta mesma época a Igreja Católica Apostólica Romana também celebra o dia de alguns de seus santos, principalmente Antonio, João e Pedro. 

Uma comemoração juntou-se com a outra e o que era apenas uma festa agrícola tornou-se uma celebração agrícola e religiosa. 

De um modo geral, as igrejas evangélicas costumam realizar nesta época algumas festas que lembram a origem da celebração. É comum vermos eventos como Festa do Milho, Festa Caipira, Festa do Interior e outras designações.

Devido a ambiguidade da festa, as instituições metodistas optaram por não realizar celebrações no período, mas realizam festas com outros temas.

O importante é estarmos juntos desfrutando da alegria, união e fraternidade entre os irmãos e irmãs. Seja qual for o motivo, que possamos estar juntos para nos alegrarmos e festejarmos a vida que o Senhor Deus nos deu!

 

Graça e Paz!

Revda. Gladys Barbosa Gama
Pastora Titular da Pastoral Escolar e Universitária do IMS

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Esperança nos dias maus

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro” Jeremias 29:11

Quando projetamos nossos pensamentos ao futuro, baseados nos dias atuais, é inegável que medo e insegurança sobem ao nosso coração. Crises na política, crises sociais, o humano sendo desumano, fome, doenças e muitos outros motivos nos roubam a esperança de um futuro melhor. Mas quando nos lembramos de olhar pela ótica do Eterno, começamos a ver tudo de forma diferente, da forma que foi criado para ser, um mundo próspero.

O povo de Israel foi subjugado por muitas vezes. Eles tiveram que reconstruir não só o templo, mas a cidade. Por maiores que fossem as murmurações, eles sempre eram exortados a voltarem a essência da promessa de Deus e, assim, prosperavam.

Hoje, em tempos de escassez, solidão e lutas, o Senhor Jesus nos chama a voltar nossos olhos para a promessa que Ele tem para nós, pensamentos de um futuro feliz, afortunado e próspero. Quando os dias maus baterem na porta, lembre-se que Ele tem planos prontos para você. Afinal, prosperidade não é ter tudo, mas não sentir falta de nada.

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Sobre 24 de maio (poema)

“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” Lucas 24.32


Sobre 24 de maio

Um encontro, uma mudança.
O inesperado o alcança.

Um homem, um coração.
Uma real transformação.

Uma experiência, um calor.
Uma presença que arde em amor.

John Wesley e o Metodismo.
A fé que moveu e reconstruiu
A fé que rompeu o comodismo.

Um coração aquecido é mais que emoção.
É a mão no arado, é o olhar cheio de amor
para aqueles que sofrem com injustiça e a dor.

Elaine Cezar da Silva

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sobre o dia 24 de maio e a experiência do Coração Aquecido

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Quando Deus nos surpreende

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol e as suas vestes tornaram-se como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.” Mateus 17.1-2

Servir a Deus é um ensinamento que recebemos quando iniciamos a nossa caminhada Cristã. Quando assim aprendemos, passamos a nos preocupar em ser um bom servo, fazer o que de melhor podemos para glorificar a Deus.

Mas mesmo assim, acabamos tropeçando nas nossas próprias limitações pessoais e falta de entendimento em como servir a Deus em um mundo cheio de pecado e confusão. Quando damos conta de que não estamos sendo fiéis a Deus, nos pesa no coração uma tristeza e inconformidade. Nos reprovamos e nos enchemos de perguntas sobre nossa fé, nosso desempenho, nosso merecimento, entre tantas outras coisas. E quando menos esperamos Deus nos surpreende com alguma situação, nos revelando o seu grande amor e comunhão que achávamos não ter, por conta das nossas falhas.

Foi o que aconteceu com os apóstolos Tiago, Pedro e João. Surpreendidos por Jesus em um momento que parecia ser corriqueiro, um momento de oração com o mestre como outros tantos. Sem explicações e aviso prévio, Jesus é transfigurado e eles assistem a tudo e ficam sem saber o que fazer. Mais a frente no texto, eles escutam a voz de Deus dizendo: “este é o meu Filho amado, a ele ouvi!” Deus está revelando aos três apóstolos que Jesus é o Cristo.

Foi exatamente isto que aconteceu com John Wesley no dia 24 de maio de 1738. Segue o relato que fez em seu diário:

“À tarde fui, com pouca vontade, a uma reunião na Aldersgate Street (Londres); quando cheguei alguém estava lendo o prefácio de Lutero à Epístola de Paulo aos Romanos. Cerca das vinte horas e quarenta e cinco minutos, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração mediante a fé em Cristo, senti o meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que agora confiava realmente em Cristo, somente em Cristo, para salvação: e me foi dada a segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte.”

Em um momento que Wesley não estava bem, com muitos questionamentos em sua mente e preocupado com outras tantas atividades na igreja onde era pastor, foi convidado para participar de uma reunião de oração e mesmo contra a sua vontade aceitou o convite. Pois foi exatamente nesta ocasião que Wesley teve o seu momento particular com Deus. Posso dizer que, para Wesley, foi um momento semelhante à transfiguração de Jesus diante dos seus apóstolos. Uma transfiguração que ocorre em seu coração, no seu entendimento. Este acontecimento mudou totalmente sua disposição e desprendimento para a pregação do Evangelho. Se antes ele já o fazia com zelo, agora ele o faz com convicção, força e ânimo ainda maior.

Não devemos nos distrair com os sentimentos de fracasso e desânimos quando as coisas não estão indo como achamos ser o melhor. Confiar em Deus e seguir seus ensinamentos deve ser a nossa meta. Quando menos esperamos, Deus nos surpreende com sua presença e amor. Somos assim renovados e percebemos que tudo que podemos construir ou dedicar ao Senhor não depende das nossas forças, mas, sim, da presença de Cristo em nós.

Pastor Hércules Araújo
Pastoral Escolar
Colégio Metodista de Bertioga

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“Como será o futuro do nosso país?”

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. [2Crônicas 7.14]

O título dessa reflexão é o começo da música “Pra cima Brasil”, composta pelo poeta e cantor cristão João Alexandre. A pergunta acima certamente permeou a mente de cada brasileiro/a nos últimos dias, especialmente pelos acontecimentos da semana. Foi um clima tenso, de incertezas, inseguranças... como na música onde se canta: “Surge a pergunta no olhar / E na alma do povo”. Essa expressão indica que estamos desnorteados/as, sem saber o que os próximos acontecimentos nos trarão. E o poeta prossegue declarando: “Cada vez mais cresce a fome / Nas ruas, nos morros / Cada vez menos dinheiro / Pra sobreviver”. A esta frase nós podemos acrescentar que a crise se aprofunda e o povo se desilude.

Apesar de nossas inquietações sobre o futuro, precisamos compreender que, além do voto consciente, temos um instrumento muito importante em nossas mãos, aliás em nossas vozes: a oração e o grito das ruas por dias melhores. Estes atos podem mudar os rumos do nosso Brasil, pois como estamos nos afundando em um mar de decepções e corrupções, Deus tem o poder de nos trazer à superfície, em segurança, e mudar os rumos do nosso País, por meio de nós... Basta-nos agir como cidadãos/ãs engajados/as, isto é, votando, nos mobilizando, cobrando e orando.

A música continua apontando um futuro diferente: “Brasil olha pra cima / Existe uma chance / De ser novamente feliz / Brasil há uma esperança! / Volta teus olhos pra Deus, / o Justo Juiz!” Nesse momento de incertezas, de mudanças, de insegurança, necessitamos confiar Naquele que pode transformar essas situações em caminhos de vida plena. Precisamos acreditar, pois existe uma chance: voltar os olhos pra Deus. Este é o momento adequado para sinalizar que confiamos Nele e em seu poder transformador. Por mais desafiador que pareça, a hora é oportuna para pedir sabedoria à Ele sobre como devemos agir nesse tempo e como podemos ajudar a construir um país melhor. Firmemos nossos pés, ergamos as nossas cabeças e prossigamos com esperança rumo à mudança. Confiemos que Deus sempre está com seus olhos abertos para nos perdoar, salvar e nos dar vida plena.

Rev. Edemir Antunes
Pastoral Escolar e Universitária
Universidade Metodista de São Paulo

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Seja Deus gracioso para conosco

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto”. A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe. Salmos 67, 1 e 6.

Deus, é Gracioso para com você MAMÃE.

Eu gosto muito de parar e ouvir histórias, especialmente dos meus familiares (avôs, primos/as, tios/as, sobrinhos/as). Lembro-me que minha Mãe as contava. São elas histórias rodeadas com diversos sentimentos em um tempo e uma época.

Com o passar dos anos eu fui percebendo a importância e o significado em saber das histórias familiares. E quando meu filho ainda era pequeno, contei-lhe minhas histórias pessoais e familiares e, procedendo assim, elas não se perderiam com o tempo.

Eu me recordo de fatos de alegria, tristeza, cuidado, conselho, dedicação, orientação, proximidade, oração, prece, amor, fé, confiança e... Quando leio a Bíblia Sagrada, especificamente o livro de Salmos, vejo um povo que contava suas histórias, lindas e admiráveis e seus momentos marcantes e significativos.

E o Salmo de número sessenta e sete, narra a história de uma pessoa que caminhava confiante e esperançosa pelo favorecimento de Deus. Conhecendo que: A Graça vem de Deus; O Louvor é expresso por nós; A Alegria que é dada a nós; A Terra Fértil concedida a nós.

E falando em História e de Família. Comemoramos no mês de maio o Dia das Mães. Parabéns a todas as Mães!

É certo que cada mãe tem suas características próprias de atuar junto a sua família. Na dinâmica e no fortalecimento dos laços familiares. Pergunto a você, Mãe, quais têm sido seus maiores desafios neste tempo? Será um tempo de: Contar suas histórias; Oração; Comunicação; Sonhos...

Muitas são as perguntas que podem nos rodear. Mas Deus é Gracioso para com você MAMÃE. Amparando-a em todos os momentos.

Eu estou certa que a Benção do Senhor, irá te acompanhar em seu caminho. Em sua companhia guardará o seu lar.

Abraço Fraterno,

Reverenda Angela Aparecida Balbastro Ribeiro
Agente de Pastoral/UMESP

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Família é todos morarem num só coração

“...lembrai-vos do Senhor, grande e temível e lutai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”. (Neemias 4,14b)

Certa ocasião, vi uma mensagem numa rede social, onde os personagens de um antigo desenho animado estavam alegremente sentados em torno de uma mesa contendo a seguinte frase: “Ser família não é todos morarem na mesa casa, é todos morarem no mesmo coração”.

Achei esta definição de família, entre muitas outras que conheço, muito adequada.

É comum agregarmos à nossa família sanguínea pessoas que amamos profundamente, como uma irmã ou irmão; querermos bem a alguém, como a um filho ou filha; adotarmos uma pessoa como um pai ou mãe para nós. Há pessoas que escolhem ou necessitam morar em comunidade/pensão e ao longo de um tempo testemunham: “vivemos como uma família”.

Em todas estas situações, os laços afetivos ligam as pessoas em torno de sentimentos comuns, como a confiança, o aconchego, a segurança, o apoio, a ajuda mútua, a compreensão, o amor. Elementos que todos e todas desejam e esperam de uma família, seja ela formada como for.

Pensando nisso, recordo-me de uma história bíblica que está no livro de Neemias. Ele era um estrangeiro que vivia na cidade de Susã, a aproximadamente 1.600 km de sua Jerusalém. Um hebreu que servia como copeiro do próprio rei Artaxerxes, imperador Persa. Este tinha Neemias como alguém muito próximo, a ponto de reconhecer a tristeza no olhar de seu servo e perguntar: “o que posso fazer para confortá-lo?”

Durante a visita do seu irmão Hanani, Neemias procura saber como estão os outros parentes e os seus amigos. Mas as notícias não são boas: miséria e descaso, muros, portões e casas da cidade foram destruídas e devastadas pelo fogo. Uma população que voltou a terra natal em busca de segurança e recomeço era alvo fácil de inimigos. 

Neemias lamenta muito. Senta para chorar e orar a Deus por aqueles que ele considera “gente de sua casa”.

Sob a misericórdia, autorização e proteção do rei, Neemias deixa sua casa e seu trabalho nos palácios e segue ao encontro daqueles por quem tinha laços consanguíneos, mas também afetivos; por quem ele tinha muito em comum: a origem, a esperança, a história e a fé em um único Deus; com quem ele se identificava: sua família.

O primeiro objetivo era reconstruir os muros da cidade. Ou seja, restaurar a proteção e em seguida as moradias. Diante das primeiras oposições, Neemias respondeu: “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...” (Neemias 2,20).

Neemias administra de um modo muito peculiar a reforma dos imensos muros. Após três dias de avaliação, ele divide as tarefas entre as famílias. Cada pequeno grupo foi responsável por levantar muros ou escadarias, portas ou fechaduras e ferrolhos. Ferramentas e peças para os soldados e a segurança. Famílias de posses ou mais pobres, homens de alta posição política e social e todas as mulheres destas famílias.

De dia ou de noite havia trabalhadores e trabalhadoras se revezando: “Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4,6).

Neemias e todas aquelas pessoas venceram as zombarias dos povos vizinhos aos judeus; as injustiças sociais, obstáculos e dificuldades. Formularam e fortaleceram leis, venceram os seus pecados e seus enganos através da oração e do arrependimento; fizeram novos acordos políticos, reviveram momentos de luto e de muitas alegrias...

Ou seja, se uniram para lutar contra as adversidades, as diferenças e a fraqueza espiritual como uma família.

Poderia ter sido mais fácil para ele manter-se em sua vida anterior e apenas orar ou torcer para aqueles por quem ele sentiu tanto lamento. Mas sua escolha foi tornar aquelas pessoas parte de sua vida, e colocar sua vida a serviço daqueles que ele compreendia serem seus irmãos e irmãs. 

Este exemplo leva-me a pensar que aqueles e aquelas que compõem nossa família, seja por nascimento ou por escolha, criam conosco não só momentos de excelentes lembranças, mas também exigem de nós um compromisso sincero de lealdade.

Que sejamos inspiradas e inspirados, tal como Neemias, a juntar nossas forças àqueles e àquelas que chamamos de família, para que, seja a circunstância que for, nos unamos a fim de concretizar nosso maior desejo: o de ser família de fato.

Que sejamos fortalecidos e fortalecidas por Deus a juntar nossas forças frente aos desafios que a vida exige de nós. Colocando-nos nas brechas para orar, servir e amar. Dispondo-nos a interagir, receber cuidado e carinho. Dividindo espaço, bens, contas, mas também construindo uma vida digna e em comum.

Que Deus abençoe as nossas famílias.

Um abraço,

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa/ Pastoral

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