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História da Cátedra

No final de novembro de 2001 o Professor Luiz Roberto Alves, o proponente desta Cátedra, encontrou-se com o Prefeito Celso Daniel. Foi o penúltimo encontro, pois o derradeiro deu-se na conferência denominada Cidade Futuro, duas semanas depois. Terminado um debate coordenado por Jeroen Klink, Celso lembrou que o Grande ABC ainda não tinha massa crítica universitária capaz de dar suporte às necessidades do seu desenvolvimento. Poderíamos generalizar para o Brasil. Enquanto forem fundantes os temas em torno da cidade, da pesquisa, capacitação de recursos humanos e da avaliação, terá valor a questão da massa crítica, universitária ou não, mas competente para realizar esse mister crítico.

No que toca à formação educativa, superior ou de nível médio, para a operação formadora e crítica, cabe ressaltar que uma região como a do Grande ABC não possui nenhuma instituição plenamente pública e com tradição equilibrada nas ações de ensino, pesquisa e extensão de serviços. Mas possui instituições comunitárias e autárquicas capazes de iniciar tal empreendimento. A correlação entre educação privada e pública, que no Brasil significa, respectivamente, 69 e 31%, exacerba-se na região, chegando próximo à totalidade. No caso brasileiro, 90% da pesquisa e do fomento à formação de massa crítica localiza-se nas universidades públicas, distribuídas irregularmente pelo país. Daí um dos nossos principais problemas, acrescido do PIB mediano, quase medíocre, destinado a educação, 4,6%, e de uma história de educação livresca, assistencialista e quase sempre autoritária no âmbito da infância e da adolescência. As conseqüências não poderiam ser positivas para a criação das melhores estratégias que nos levassem ao desenvolvimento, entendido como uma ação integral de civilidade e crescimento, quer material, quer simbólico, quer ambiental. Para que pudéssemos desenvolver as melhores estratégias, com base no rigor avaliativo, precisaríamos de massa crítica ainda ausente, com o risco adicional de empreendermos uma ação elitista, de poucas autoridades nos campos do desenvolvimento local-regional, capaz, além de tudo, de sobrecarregar esses mesmos poucos líderes. Seria uma governança equivocada, sem bases sociais.

Nesse contexto, a Cátedra Gestão de Cidades foi inaugurada no dia 14 de novembro de 2003 com o intuito de colocar a Cidade como objeto central de reflexão. Voltada para o conhecimento e estudo das cidades contemporâneas, surgiu do processo de integração da Universidade Metodista de São Paulo com a região do ABC, que é o próprio retrato do Brasil contemporâneo: predominantemente urbano, industrializado, desigual, rico em experiências sociais e com patrimônio ambiental e histórico a preservar.

As importantes experiências de gestão dos governos locais, o desenvolvimento da cidadania e o ativismo das organizações não-governamentais requerem o olhar crítico da Universidade e esta por sua vez, demanda objetos reais de estudo e identificação regional..

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