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Águas no Grande ABC

São cinco os principais pontos discutidos quando se fala em gestão da água: conscientização da população quanto a necessidade de economizar recursos hídricos, proteção de mananciais, reuso do esgoto, redução do desperdício de água na distribuição e o conceito poluidor-pagador e usuário-pagador. Trabalhando em todas essas frentes, simultaneamente, é possível reverter o quadro atual de distribuição e garantir água potável para as futuras gerações.

A Paulicéia está estabelecida, ao contrário da maior parte das regiões metropolitanas no mundo, próxima às nascentes dos rios. "É um local de natural escassez de água, já que na foz (onde o rio é mais largo e calmo) o volume de água é bem maior", conta Waverli Neuberger, bióloga e professora da Umesp.

Com uma população de 17 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE, consumimos muito mais água do que temos disponível, esclarece a bióloga. Além dessa dificuldade geográfica, existem os problemas típicos da metrópole do terceiro mundo: desperdício de boa parte da água na distribuição devido a ligações ilegais e más condições da rede, e o mau uso da água pela população.

O Grande ABC é uma região produtora de água, abastecendo uma parcela considerável da Paulicéia. Ela abriga a nascente do rio Paranapiacaba, principal formador da represa Billings, o único sistema de abastecimento da Grande São Paulo que ainda possui potencial hídrico. Os outros sistemas fornecedores são o Vale Paraíba, o Guarapiranga e o Cantareira, que é ainda a principal fonte de água da metrópole. Waverli esclarece quanto à gestão da água na estratégica região do Grande ABC.

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