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A água nas comunidades carentes

"A conscientização do uso adequado da água deve ser feita para o bem geral e para os que ainda virão, precisamos passar para nossos filhos para que eles entendam a importância da água para todos nós. Ele vai ter que ser pago e por ser pago ele tem que ser usado de forma a não desperdiçar" é o que diz Márcia Gesina, gerente de desenvolvimento comunitário da secretaria de inclusão social e habitação de Santo André.

Márcia nos contou sobre o uso da água nas comunidades, as formas de economia, os problemas com mananciais e sobre projetos que ajudam a combater a poluição do meio ambiente.


Conscientização e Economia

Segundo a gerente de desenvolvimento comunitária, Márcia Gesina, em Santo André algumas comunidades carentes estão passando por um processo de urbanização. Nesta fase, a prefeitura em parceria com o SEMASA (Órgão responsável pelo saneamento ambiental na cidade de Santo André), realizam palestras, distribuem cartilhas informativas, dando a noção da quantidade de água que cada morador deve utilizar para que não haja desperdício.

As palestras acontecem na própria comunidade e envolvem tanto a população quanto os seus líderes comunitários, que também moram na comunidade e usufruem do mesmo bem. Para evitar as famosas "gambiarras", que são mais freqüentes em lugares mais pobres e podem trazer danos à saúde da população local, como, por exemplo, ligações clandestinas de água, desestruturando toda a rede de água e esgoto da região, resultando nos conhecidos esgotos a céu aberto. Com a conscientização a população que usa a água de forma legal fica sabendo que ela é um bem extremamente necessário e que seu desperdício pesa no bolso. Com esse grande fator econômico esperamos que as comunidades carentes auxiliem no uso devido e racional da água, comenta Márcia Gesina.


Áreas de proteção de mananciais

Santo André tem 60% de sua região em área de proteção de mananciais, é por esse motivo que sua preservação é fundamental para sua população. Seguindo no assunto de comunidades, podemos citar a comunidade de Pintassilgo que se situa numa área de mananciais, com cerca de 1287 famílias já situadas. De acordo com Márcia Gesina, essas famílias foram cadastradas recentemente em um convênio da prefeitura de Santo André com a Universidade de Columbia do Canadá, que conversa com os moradores dessas regiões de mananciais, alertando-os para a importância ecológica do lugar onde vivem e para que combatam a invasão selvagem e predatória que polui e danifica todo um ecossistema essencial para o futuro da vida humana.

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