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Coordenador da Cátedra participa de debate sobre reforma política no Fórum Social de Santo André

22/10/2009 13h20

Uma mesa composta pelos deputados José Genoino (PT), Márcio França (PSB), o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Santo André, Cícero Martinha, e o professor da Universidade Metodista e coordenador da Cátedra Gestão de Cidades, Luiz Roberto Alves debateram no último sábado, 17 de outubro, no Sindicato dos Químicos, em Santo André, a eficácia de uma reforma política no Brasil.

“Só através do debate se conseguirá melhorar a democracia no País”, afirmou o José Genoino, na abertura do evento, que contou também com a presença de vereadores, militantes de diversos partidos e sindicatos e autoridades de todo ABCD e São Paulo. Entre as reformas defendidas pelo petista estava a chamada Lista Fechada, aquela em que os eleitores não votam no parlamentar, mas em uma espécie de ranking com nomes propostos pelo partido. “Saímos da ditadura militar no Brasil olhando para o retrovisor, era o certo na época, mas agora, precisamos olhar para frente, moldar uma administração que vise um futuro melhor para a nação e a reforma, incluindo a lista fechada, é um passo para esse caminho”, afirmou.

Em contrapartida, o presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Márcio França, defendia uma postura contrária a de Genoíno. “Acredito que nem todos os partidos possuem o preparo do PT para fechar esse tipo de lista, não há organização dentro dos próprios partidos para que fechemos assim e restringimos o voto do eleitor”, defendeu.

Além da polêmica no entorno da lista fechada, temas como obrigatoriedade do voto, financiamento público para campanhas, coeficiente eleitoral e influência da mídia em processos políticos também foram amplamente discutidos no debate. “A questão é que aqui estamos falando com pessoas politizadas, pessoas interessadas em política e isso não é algo latente no país, eu vejo pelos meus alunos: quase ninguém sabe o que é reforma política e em que isso mudaria a vida deles”, afirmou o professor Luiz Roberto Alves, que acrescentou: “Valorizo esse tipo de iniciativa, mas creio que precisamos contar muito com a imprensa e a mídia para difundirmos esse debate para muito além do ABCD”, enfatizou.

O ex-sindicalista José Cicote também estava presente ao debate, acompanhou as discussões e fez um balanço positivo da iniciativa. “Acredito que esse tipo de conversa é o mais eficaz para melhorar o país, mas ainda falta muito esclarecimento político, essa iniciativa tem que ir além do Sindicato dos Químicos ou metalúrgicos, é preciso muito que chegue a toda população, e o ABCD dá um passo nessa direção cada vez que abre esse tipo de discussão”, afirmou.

A importância do debate também foi amplamente defendida pelos deputados presentes. “Apenas a mídia detém o poder da informação, e são poucos os veículos que divulgam esse tipo de discussão que tão bem faz ao país, enquanto a mídia tirar o foco da reforma política, mais difícil será atingir as massas”, afirmou Márcio França. Para Genoino, a presença da mídia é fundamental, mas os debates devem ser produzidos pelo popular boca a boca. “A iniciativa de se debater a reforma política no ABCD é algo nobre e produtivo, me sinto honrado em fazer parte dessa iniciativa, e espero que cada um que saia daqui passe adiante as impressões sobre as possíveis mudanças no quadro nacional”.


Fonte: ABCD Maior

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