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VI Seminário Integrado

Inovação: Novas conjunturas para os cenários do setor público e terceiro setor

No dia 09 de novembro de 2006 ocorreu o VI Seminário da Cátedra Prefeito Celso Daniel de Gestão de Cidades no campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo. Com o tema “Inovação: Novas conjunturas para os cenários do setor público e terceiro setor” o evento teve o objetivo de debater práticas inovadoras no poder público e organizações não governamentais. Estiveram presentes representantes oficiais dos municípios, de entidades empresariais, e da sociedade civil, além de pesquisadores, estudantes e servidores públicos.

Pela manhã, o seminário contou com representantes de setores sociais e áreas do conhecimento para realizar uma análise da conjuntura brasileira. Estavam presentes Luis Paulo Bresciani secretario de desenvolvimento econômico e ação regional de Santo André, a Professora Sônia Kruppa da Universidade de São Paulo e da Fundação Santo André e José Leandro Fernandes da FIESP. Os três palestrantes afirmaram que o desenvolvimento econômico de uma região depende do trabalho em conjunto dos diferentes setores que compõem a sociedade. Além disso, foi exposto que reconhecer as diferenças e conflitos da sociedade é fundamental para operacionalização das políticas sociais e econômicas.

A tarde iniciou com a apresentação da Caixa Econômica Federal, com Maria Cristina Chiquetti Carnier, e da Financiadora de Estudos e Pesquisas – FINEP, com a presença de João Florêncio da Silva. Ambos expuseram sobre as linhas de financiamento e de como o setor público e o terceiro setor podem acessá-los para as ações inovadoras. Os dois conferencistas concordaram em um aspecto: a quantidade recursos para pesquisa, vindo do governo, é insuficiente. Segundo os conferencistas, um segmento da sociedade que poderia investir em pesquisa é o empresariado, no entanto as dificuldades de aproximá-los da academia é grande.

A segunda mesa da tarde iniciou-se com quatro apresentações de ações inovadoras do setor público: Biomapas de Santo André, RECAD de Diadema, SIEM de Mauá e Projetos Intermunicipais de Saúde do Consórcio do Grande ABC. Para analisar as experiências Veronika Paulics do Instituto Pólis, Marco Antônio Teixeira da FGV e o Professor César Alexandre de Souza, da Cátedra Prefeito Celso Daniel de Gestão de Cidades. Todos ressaltaram a dificuldade de conceituar “inovação”, mas uma coisa é certa, só ocorrem inovações quando as idéias são postas em prática.

Após a mesa da tarde aconteceu o diálogo com “intervenções sociais inovadoras no setor público e terceiro setor”. Através de pôster, quatorze instituições públicas e do terceiro setor mostraram que suas ações são inovadoras e contribuem para o desenvolvimento do local onde estão inseridas.

Até que ponto as organizações não-governamentais influenciam na constituição e prática de políticas públicas? Foi pautada nesta pergunta que a mesa da noite reuniu três instituições significativas da sociedade brasileira: Ação Educativa (Marilse Araújo), IDEC (Marcos Pó) e S.O.S Mata Atlântica (Maria Luiza Ribeiro).

A independência financeira e política da instituição são fundamentais para que seus dêem resultados, entretanto muito mais do que só militar e reivindicar os direitos, essa independência deve ser pautada pelo diálogo e respeito às políticas públicas.

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