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20 de novembro: Celebrando a vida e denunciando a morte

20/11/2014 18h45 - última modificação 20/11/2014 23h52

Celebrando a vida e denunciando a morte foi o tema da XI edição Sou Show Afro na Universidade Metodista de São Paulo em 2014, realizado pelo Núcleo de Arte e Cultura, em parceria com o Núcleo de Formação Cidadã.

Celebramos a vida, pois ela é dom de Deus, e quando trazemos à memória toda a história das lutas dos afro-brasileiros temos muito que celebrar. Lembramo-nos das conquistas históricas e de toda a trajetória das lutas contra a escravidão e seus desdobramentos que permanecem como o racismo e a intolerância.

A trajetória de luta por cidadania dos afrodescendentes no Brasil pode ser identificada paralelamente à constituição da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que se constituíram na principal força de trabalho da economia a população negra se insurgiu contra a escravidão, defendendo seu direito à vida e à liberdade, organizando uma das mais longas lutas sociais da história do continente Americano.

Será neste contexto que irão ocorrer as lutas e as resistências dos povos africanos e seus descendentes no Brasil entre 1530 -1888. Estes 358 anos deixaram marcas que delinearam a sociedade brasileira, que se consolidou sobre o racismo e a cultura do privilégio, o que gerou uma dívida histórica com os afro-brasileiros que perdura até hoje. Como afirmou Fábio Konder Comparato “a escravidão de africanos e afrodescendentes no Brasil foi o crime coletivo de mais longa duração praticado nas Américas e um dos mais hediondos que a história registra”. Este crime coletivo inclui a negação da cidadania aos afrodescendentes, ou seja, direitos fundamentais, tais como saúde, moradia, trabalho e educação.

A negação da cidadania aos afro-brasileiros perdura no Brasil de hoje e do mesmo modo perverso, e neste Dia da Consciência Negra precisamos também denunciar o verdadeiro genocídio de jovens negros, que segundo dados do Mapa da Violência no Brasil revela que 77% das vítimas de homicídios são jovens negros.

Celebrar o Dia da Consciência Negra é reafirmar a existência da mulher e do homem negro como sujeitos de direito e também denunciar o racismo enfrentando cotidianamente por esta população, racismo este que se revela de modo contundente nas estatísticas que revelam a situação de exclusão que vive a população negra no Brasil, em que se soma à questão de classe a questão racial como forma perversa de exploração.

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