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9ª Mostra de Arte Inclusiva expõe a capacidade de pessoas com deficiência

Apresentações de música, dança, teatro e artes plásticas reforçam a visibilidade ao tema da inclusão

22/09/2017 18h05 - última modificação 26/09/2017 19h20

Mais uma vez o palco brilhou na Metodista com a “eficiência de pessoas com deficiência”, como definiu a coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura, Cláudia Cezar, na apresentação da Mostra de Arte Inclusiva na noite de 21 de setembro. Música, dança, esquetes de teatro e apresentação de arte plástica exibiram o talento artístico de inúmeras pessoas com deficiência, muitas das quais funcionárias da Universidade Metodista de São Paulo e participantes do Setor de Produtos Artesanais.

O espírito da mostra, que este ano completou a 9ª edição, foi resumido pelo reitor Paulo Borges Campos Júnior. “A inclusão é a gênese dos cristãos e fico feliz com um momento como este porque reforça a missão da Metodista de acolher a todos”, disse professor Paulo, acrescentado por Cláudia Cezar: “Não é um cadeirante, um autista ou Donw que sobe ao palco, mas pessoas que têm talento e se expressam artisticamente”.

Foi uma noite de emoção e aplausos, conduzida por Bárbara Mendes Loureiro, aluna de Filosofia e também com deficiência. A abertura das apresentações coube ao Grupo de Teatro Sintonia, que fez uma apresentação bem humorada da “Turma do Chaves”. O grupo nasceu em 2010 com objetivo de envolver funcionários do Setor de Produtos Artesanais com a linguagem artística e é dirigido pela arte-educadora Nina Mancin.

Também esbanjaram talento na dança Bianca Rodriguez, Juliana Prates e Maria Eduarda Teixeira, integrantes do Grupo SENTIR, projeto de extensão universitária do curso de Educação Física que se reúne toda 3ª-feira para ensaiar coreografias criadas pelos próprios participantes. Outro artista que mais uma vez prestigiou a mostra foi Gonçalo Borges, da Associação dos Pintores com Boca e Pés, que preparou mais uma obra utilizando técnicas de aquarela, guache, acrílica e óleo. Gonçalo é formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, Faculdade Belas Artes de São Paulo, Faculdades Marcelo Tupinambá e tem pós-graduação em Artes Plásticas.

“Deficiente é quem está preso, em uma gaiola. Não somos diferentes de ninguém. A sociedade tem que olhar nossa capacidade”, testemunhou.

Em atividade há 15 anos, a Cia. Teatral Olhos de Dentro fez uma participação especial de música interpretada por linguagem de sinais pelo pequeno Yohan, deficiente auditivo de cinco anos, e pelo músico Serginho D’Matta. Também apresentou-se a aluna da professora Luciana Rossi, Joyce Nunes, que estuda há 20 anos dança clássica, forró, dança cigana e do ventre.

A Mostra de Arte Inclusiva busca dar visibilidade ao tema por meio de encontro de grupos artísticos integrados por pessoas com deficiência. A realização em 21 de setembro marcou o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência e encerrou a Semana de Inclusão da Metodista.  A mostra foi finalizada com apresentação da professora Cláudia Cezar e Robson Sobral, funcionário do SPA, que cantaram a música "Ser Diferente é Normal", de Vinicius Castro. Todos os participantes, familiares e envolvidos com o evento subiram ao palco, em mais um momento de emoção.

Veja imagens da mostra.

9ª Mostra de Arte Inclusiva da Metodista

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