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3ª Feira de Troca de Livros e Quadrinhos atrai alunos e funcionários da Universidade e do Colégio

558 títulos foram trocados durante o evento

09/05/2017 16h45 - última modificação 22/05/2017 12h37

No final de abril foi realizada a 3ª Edição da Feira de Troca de Livros e Quadrinhos da Universidade Metodista de São Paulo. A Feira visa estimular o intercâmbio de obras, fazendo com que o conhecimento circule dentro e fora da Universidade. O evento é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura e da Biblioteca Central, em parceria com o Diretório Acadêmico e Atlética Garra Metodista, Colégio Metodista, Setor de Produtos Artesanais e Editora Metodista.

Para o aluno de Letras Gregory Fernandes, de 23 anos, essa é uma oportunidade de expandir os horizontes dos universitários. “Eu acho bem interessante para todos os alunos, não só de Letras, porque nos dá a chance de tirar um livro empoeirado da estante, fazer essa troca e renovar os nossos conhecimentos”, diz. O estudante visitou a feira em busca de clássicos da literatura, avaliando atentamente a oferta de livros.

Oferta que cresceu bastante em relação à última Feira. Desta vez, 525 exemplares de livros e HQs foram doados por alunos, funcionários e comunidade externa para a realização do evento, sendo que na última edição, a captação foi de 396 obras. Nesta edição, foi registrado aumento também de obras trocadas: 558 exemplares, ou seja, 73 títulos a mais do que ano passado. O mais importante é que todos esses livros continuarão circulando.

“Das obras que restaram, conforme estabelecido em todas as Feiras, as Bibliotecas selecionarão os títulos que podem ser utilizados e inserir no sistema para uso comum dos alunos, as demais obras continuarão guardadas para a próxima Feira e unificadas com as próximas doações”, explica Katia Moraes Silva, Auxiliar de Apoio da Biblioteca Central do Campus Rudge Ramos da Metodista.

Fernanda Araujo Moraes Martins é mãe de Dante, aluno do 2° ano do ensino fundamental do Colégio Metodista. Visitando a Feira pela primeira vez, aproveitou para complementar a biblioteca da sua casa buscando clássicos e deixando um livro antigo, que já não tinha mais interesse em ler. Por acaso, a obra escolhida por Fernanda foi “A Divina Comédia”, escrita por Dante Alighieri.

“Esse espaço é bem legal para aguçar a vontade das crianças de ler. Achei essa iniciativa ótima, espero que aconteça mais vezes”, declara. Seu filho também escolheu dois livros para levar para casa. Assim como Fernanda, muitas outras pessoas pediram a realização mais frequente da Feira. “A 3ª Feira foi um sucesso! Recebemos muitos elogios, inclusive, requisitaram em todos os semestres. Tivemos um público bastante diversificado, dentre alunos de diferentes cursos, professores, colaboradores e, obras de várias áreas do conhecimento. Nesta Feira tivemos a presença de muitos alunos do Colégio com seus pais à procura de livros infantis”, diz Katia. Uma área do evento foi totalmente dedicada aos pequenos, com pufe, tapete, livros e revistas infantis.

“A Feira ainda está numa fase de consolidação, mas queremos criar essa cultura interna de troca, de consumo colaborativo. Acho que o grande aprendizado está na possibilidade de podermos trocar e nem sempre comprar e comprar... especialmente livros. Precisamos passar para frente, é troca de conhecimento. O mais legal é ver as crianças interessadas, é um processo educativo e muito importante porque além de visar a prática da leitura incentiva a sustentabilidade”, completa Claudia Cezar, coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura (NAC).

A Feira também realizou um sorteio de livros da Editora Metodista, a funcionária Marlene Veiga e o aluno Marcelo Allendes foram os vencedores.

Inclusão

Uma das novidades desta Edição foi a participação mais ativa do Setor de Produtos Artesanais (SPA). “O SPA confeccionou diversos marcadores de livros para doação aos usuários da Feira, todos gostaram muito”, relata Katia. “Os marcadores foram idealizados e produzidos especificamente para a Feira. Por sermos um setor em que a matéria prima parte da reutilização de materiais doados pela instituição e comunidade, a idealização se inicia com a escolha e adaptação de cada um desses materiais, junto com o respeito às habilidades diferenciadas de cada um dos funcionários”, conta Beatriz Nascimento Bonifacio, Arte Educadora do Setor.

O SPA foi criado em 2010 com o objetivo de capacitar pessoas com deficiência cognitiva para o mercado de trabalho. O Setor produz artigos artesanais com materiais reaproveitados, mas os funcionários também participam de aulas de teatro, passeios ao ar livre e aprendem a reciclar papéis, caixas e outros materiais. Na Feira, eles também realizam atendimento ao público

“A participação do setor é de grande importância, uma vez que a deficiência é permeada por conceitos e estigmas sociais que só podem se quebrar em contato com a realidade. Sendo, então, uma possibilidade de que desmistifiquemos as dificuldades físicas e mentais, vendo-as como dificuldades em algumas atividades especificas e não impossibilidade de exercer funções comuns, humanizando o contato entre todos. Enfim, aplicando de maneira total, ou mais próxima disso, o conceito de integração, trazendo ao indivíduo a possibilidade de se sentir membro de um grupo social, partilhando, normas, valores e costumes”, conclui.

Feira de Troca de Livros e Quadrinhos

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