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Uma Tarde na Universidade: primeiro encontro de 2017 discute música e memória

Professores apresentaram oficinas que serão oferecidas ao longo do semestre

13/02/2017 17h50 - última modificação 20/02/2017 17h04

Rubens Lopes Junior foi o convidado do primeiro encontro do ano

Em fevereiro, com início de um novo período letivo, surge também a oportunidade para um novo recomeço para os idosos da comunidade da Universidade Metodista de São Paulo. O ‘Uma Tarde na Universidade’ convida pessoas da terceira idade a encontrarem novas atividades e aprenderem novas competências por meio das oficinas do Programa Aquarela – 3ª Idade na Universidade.

Os encontros mensais com os participantes da oficina apresentam temáticas diferentes que estimulam reflexão sobre cultura, saúde, sociedade e terceira idade. Nesta segunda-feira (13) foi a vez do professor Rubens Lopes Junior, docente da Metodista, conversar sobre “Música e Memória”.

“A música é algo que a gente não consegue palpar, a gente não ouve a música, nós a sentimos. Mas vamos falar sobre músicas, no plural, pois não existe uma só maneira de ouvir e sentir”, diz o palestrante. Ele chama a atenção para que as pessoas compreendam que a música reflete o momento cultural e que, por isso, é difícil dizer que uma seja melhor do que a outra.

“Música nada mais é do que o reflexo do que a gente vive, não o contrário. Quando a gente fala ‘nossa, as músicas de antigamente eram tão boas’, é porque elas faziam parte de um contexto social, de uma memória, de uma vivência”, explica. Tudo isso depende do idioma, do contexto de mundo e das experiências de cada pessoa – ela faz parte de uma construção social.

Ele citou a história da música, com as músicas cantadas na igreja, como os cantos gregorianos, ressaltando as mudanças e diferentes estilos musicais que ocorreram ao longo dos séculos, de acordo com o momento histórico e social. Também citando que as mesmas notas musicais podem transmitir sentimentos completamente diferentes.

Junior comenta, ainda, que a memória musical, muitas vezes, está tão enraizada em nossas cabeças que nem conseguimos nos lembrar de como aprendemos, por exemplo, as notas musicais, mas as guardamos sempre na memória. Da mesma maneira, essa memória é capaz de nos transmitir emoções e sensações diferentes, ainda que não exista nenhuma letra. "É o poder da música", diz o palestrante.

Oficinas

Cláudia Cezar, coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura, iniciou o encontro cantando “Nunca Pare de Sonhar”, de Gonzaguinha. “Esse é o objetivo desse programa: nunca parar de sonhar. Mesmo passando por uma fase difícil no mundo, no nosso país, nos nossos bairros. Não podemos deixar de sonhar e fazer parte de transformação e coisas boas”, diz. “Temos que ser animados, independente da dor que a gente tenha, como a gente diz ‘saúde não é ausência de doença’, sempre tem alguma coisinha, mas temos que ser animados sempre”, completa.

A partir de 14 de fevereiro, estarão abertas as inscrições do Programa Aquarela – 3ª Idade na Universidade do primeiro semestre de 2017. Os professores apresentaram todas as oficinas deste primeiro semestre como Dança Criativa, Cultivo da Espiritualidade, Oficina de Aplicativos e Libras. Pessoas acima de 60 anos podem se inscrever, clique aqui e conheça todas as oficinas oferecidas neste ano.

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