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Melhora a confiança da indústria do ABC, mas atividade continua retraída

Troca de governo não se traduziu em mudança na produção e nos investimentos, indica Boletim IndústriABC

08/12/2016 19h05 - última modificação 08/12/2016 20h43

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O Índice de Confiança da Indústria (ICEI) no ABC Paulista atingiu em novembro de 2016, pela primeira vez na análise conjuntural, número maior do que no Brasil: 53,9 contra 51,7, respectivamente. Dentro do ICEI, destacam-se as expectativas em relação à economia brasileira (59,7 no ABC e 53,1 no Brasil) e as expectativas quanto à empresa do industrial pesquisado (60,5 e 57,2). Quanto mais próximo de 100, maior é o grau de otimismo e ao contrário, abaixo de 50 e descendo para zero, maior é o pessimismo.

A melhora da confiança na economia e das perspectivas para os próximos meses não representa, porém, mudanças no ritmo de atividade da indústria, que continua apresentando queda no volume de produção, redução de postos de trabalho, elevado nível de ociosidade e baixa na intenção de investimentos, entre outros. Como o índice reflete o 3º trimestre do ano, que se seguiu à mudança de governo no Brasil, é claro o distanciamento entre a formação das expectativas positivas e a alteração das decisões efetivas na economia.

“As expectativas ainda dependem das reorientações promovidas pela política de ajuste macroeconômico do governo federal”, resume o 4º Boletim IndústriABC, recorte regional da Sondagem Industrial (SI) e do Índice de Confiança (ICEI) elaborados pela Confederação Nacional da Indústria-Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A análise conjuntural do ABC é feita pela Universidade Metodista de São Paulo, por meio do Observatório Econômico, desde o segundo semestre de 2015.

Ociosidade de 60%

Na escala de 0 a 100, o Índice de Confiança da Indústria no levantamento anterior, referente ao 2º trimestre, foi de 39,3 no ABC e 47,3 da indústria nacional. “Embora as decisões sejam influenciadas pelas expectativas com relação aos períodos seguintes, há outros elementos fundamentais para alteração das decisões que levam ao aumento da atividade produtiva, especialmente em momentos de retração econômica, como o que estamos vivendo”, comenta professor Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico, apontando que o uso da capacidade instalada no Grande ABC persiste em apenas 60%, abaixo dos 65% da indústria brasileira.

A expectativa da indústria regional quanto à evolução da produção subiu de 43,5 para 46,1 pontos do 2º para o 3º trimestre e a perspectiva da demanda para os próximos seis meses elevou-se ligeiramente, de 50 para 51,4 no respectivo período. A expectativa pela evolução do emprego aumentou de 41 para 43,4. Mas a intenção de investimento baixou de 45,5 para 42,6 pontos na escala do 2º para o 3º trimestre.

Nos três primeiros trimestres deste ano o PIB industrial apresentou retração de 4,65%, comparado a igual período do ano anterior, segundo o IBGE. O subsetor da indústria de transformação, que alicerça a economia do ABC paulista, apresentou queda mais intensa, de 6,16%.

Veja aqui a íntegra do 4º Boletim IndústriABC.

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