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Projeto Canudos leva atendimento e cultura à Fazenda Chora Menino

03/07/2013

03/07/2013 14h35 - última modificação 19/04/2017 20h07

Por Laiza Lopes e Camila Cabello

Universitários colocaram seus conhecimentos em prática na Fazenda Chora Menino, no Rio do Vigário (BA). Durante toda a segunda-feira, dia 1º, foram realizados atendimentos médicos, odontológicos, nutricionais, de fisioterapia, atividades esportivas, pedagógicas e culturais.

Cerca de 54 moradores desta comunidade do sertão baiano receberam atendimento de estudantes das diversas áreas do Projeto Canudos, programa de extensão da Universidade Metodista de São Paulo. Atividades como estas não são corriqueiras no vilarejo onde o hospital mais próximo fica em Bedengó, a aproximadamente 40 minutos da Fazenda. O local, que possui 200 moradores, contou com uma equipe de 20 universitários.

A troca de experiências entre estudantes de diferentes áreas com a população mostra os benefícios do projeto tanto para quem recebe o atendimento, quanto para os estudantes que expandem a teoria vista em sala de aula para uma realidade totalmente diferente dos conceitos.

Larissa Silva, de 15 anos, mora em Euclides de Cunha, mas aproveitou a temporada na casa da avó para ir ao médico. Mais do que o diagnóstico, ela ressalta a atenção e a conversa com a estudante de medicina. “Tenho vontade de fazer dermatologia. Conversando com a médica, ela me orientou sobre a duração do curso e falou sobre a especialização de três anos”, disse Larissa.

A estudante do último ano de odontologia e participante do projeto pela segunda vez, Dariane Machado, de 21 anos, acredita que o maior desafio no atendimento à Fazenda é relacionado à estrutura. "Temos que transformar uma sala de aula em um consultório", explica Dariane.

Além da improvisação de espaço, já que o atendimento foi realizado na única escola do vilarejo, outra situação chamou a atenção da estudante extensionista. “Atendi três irmãos que nunca tinham ido ao dentista. Eles abriram a boca e fecharam os olhos com a maior coragem, sem choro ou reclamação. É aí que você vê a força do sertanejo”, disse Dariane.

O curso de odontologia, por exemplo, realizou diferentes serviços aos moradores. Quem passava pela clínica tinha opções como restauração, raspagem, cirurgia, aplicação de flúor e orientação de higiene bucal. A população também recebeu 200 kits para a saúde bucal.

As atividades não ficaram restritas apenas ao âmbito da saúde. No final do dia, o projeto organizou uma sessão de cinema com pipoca para os moradores da Fazenda. A comunidade, que até oito meses atrás não tinha energia elétrica, teve a oportunidade de ver um filme projetado na parede externa da escola. Crianças, jovens, adultos e idosos se acomodaram no pátio de terra batida, onde se podia ouvir as gargalhadas prazerosas que surgiram ao longo do filme.

O clima de descontração invadiu o povoado onde boa parte das crianças não sabia o que é um filme. “Um falou que era boneco, outro, uma planta”, contou a estudante de Medicina, Mariana Alencar, que fez o questionamento para os participantes antes da sessão.

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