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Escavando em Meguido - Sob o "portão de Salomão"

02/07/2018 18h15 - última modificação 02/07/2018 18h32

O grupo de pesquisa “Arqueologia do Antigo Oriente Próximo” , coordenado pelo prof. José Ademar Kaefer, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, está participando das escavações no sítio arqueológico Tel Meguido, Israel, temporada 2018.  Em continuidade com a participação da temporada 2016, quando foi escavada uma tumba real do período do Bronze Médio, entre 1600 a 1550 a.C.,  desta vez o grupo conta com a participação de cinco membros: Antonio Carlos Frizzo, Agostinho Syukur, Fausto Liriano, Luiz Rodríguez e José Ademar Kaefer.

Entrada do portão de quatro câmaras do período do Bronze Tardio

Os membros do grupo foram distribuídos nas diferentes áreas de escavação do sítio. O prof. José Ademar e Agostinho Syukur ficaram na área Z, onde está sendo escavado o portão de entrada da cidade do período do Ferro I (1200-1000 a.C.), portão este que fica embaixo do famoso portão atribuído a Salomão (2Rs 9,15), mas, que de fato, foi construído pelo rei Acab, de Israel Norte.

No século XX da nossa era, a Universidade de Chicago escavou na área Z uma série de três portões em sequência, datados em diferentes épocas: O portão mais antigo, do período do Bronze Tardio (1500-1200 a.C), período este que compreende as famosas cartas de Amarna, quando reinava em Meguido o rei Biridiya; o portão do Ferro II (por volta do ano 900 a.C.), portão este atribuído a Salomão e causa de muito polêmica entre os arqueólogos; portão do Ferro III, conhecido como portão assírio, do final do século VIII a.C.

O prof. José Ademar e Agostinho Syukur, aluno da UMESP, escavando dentro de uma das câmaras do “portão de Salomão” outro portão, cujos muros começam a despontar na superfície

 

Israel Finkelstein, arqueólogo que coordena as escavações em Meguido desde 1994, suspeita que entre os portões do Bronze Tardio e o “portão de Salomão” (Ferro II), exista outro portão, este do Ferro I (1200-1000 a.C.). Foi com este propósito que começamos as escavações na área Z este ano. E, Finkelstein tinha razão. Depois de três dias de escavações começamos a encontrar a parte superior do muro do “novo portão”. Agora temos a tarefa árdua, mas excitante, de escavar o muro até a base. Esperamos concluir esta empreitada até o término do recesso da UMESP.

Depois da primeira semana de escavação, à direita as pedras do muro, já quase na base do portão

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