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Alunos da Metodista participam de escavações arqueológicas em Meguido

Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião viajaram a Israel para estudos no local

26/07/2016 12h25 - última modificação 29/07/2016 13h33

Da esquerda: prof. José Ademar, Élcio Mendonça e Silvano Tansini

No dia 23 de junho de 2016, dois estudantes da Universidade Metodista de São Paulo, Élcio Mendonça e Silvano Tansini, juntamente com o professor José Ademar Kaefer, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, viajaram para Israel para participar das escavações no sítio arqueológico de Meguido. As escavações, que vão até o dia 21 de julho, são coordenadas pelo arqueólogo Israel Finkelstein, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv, e têm a participação de Universidades da Europa e principalmente dos Estados Unidos. O grupo é composto por cerca de 75 pessoas, entre arqueólogos e alunos.

Meguido é um dos sítios mais cobiçados pela arqueologia. Todo arqueólogo das terras da Bíblia gostaria de escavar em Meguido. Tem ainda o fato de poder trabalhar sob a orientação de Israel Finkelstein, um dos arqueólogos mais renomados de todo Levante. De maneira que, é uma satisfação muito grande, quase um sonho, o que estamos levando a cabo.

Mas, quem pensa que vida de arqueólogo é moleza, está totalmente enganado. O trabalho é bastante exigente e pesado. Para evitar o maior calor do dia, que varia entre 35 e 40 graus, as atividades começam bem cedo:

4h - levantar;
5h-13h - escavação;
13h30 - almoço e descanso;
16h00 - lavar a cerâmica e outros objetos encontrados;
17h30 - estudo do que foi encontrado no dia;
19h - jantar.

O esforço físico é intenso e constante, e o corpo sofre até se adaptar.

Escavando uma cozinha do período do Branze Tardio (1500 a.C.)

Nesta primeira semana (26/06-01/07), escavamos uma cozinha do período do Bronze Tardio A1 (1500 a.C.). Encontramos muita cerâmica (potes, jarros, lâmpadas quebrados), ossos de animais grandes e pequenos, sementes e facas de pedra ou instrumentos de corte, entre outros. Não é permitido tirar foto dos objetos encontrados até serem catalogados, mas podemos adiantar que é muito fascinante poder, por meio desses instrumentos, entrar em contato com as pessoas que ali viveram, depois de tanto tempo.

Com esta primeira experiência, não estamos somente escavando a terra, mas também abrindo espaço para estudantes da Metodista que pretendem participar de futuras escavações arqueológicas.

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