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Palestina - Betel

Ruth Mauch

1 - Identificação e história

A cidade de Betel da antigüidade geralmente se identifica com a vila moderna de Beitin, que fica cerca de 17 km ao norte de Jerusalém. Sua localização foi estabelecida inicialmente por E. Robinson, em maio de 1838, baseada em referências geográficas da Bíblia (Gn 12,8 e Jz 21,19), em Eusébio (Onomasticon 40,20-21) e na semelhança do nome antigo com o atual nome árabe. Em parte, a importância de Betel se deve à sua posição em um local estratégico, perto da fronteira físico-política que dividia as províncias de Efraim (montanhas) ao norte e de Judá (planície) ao sul. Juntas, essas duas províncias constituíam a elevada espinha dorsal da terra de Canaã, entre o vale do rio Jordão, a leste, e o Mar Mediterrâneo, a oeste.

Durante grande parte da história bíblica, essa serra central da Palestina ficou dividida politicamente em tribos do norte e tribos do sul. Em seguida, Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá). Mais tarde, durante a época romana, essas províncias chamavam-se Samaria e Judéia.[1]

As casas da cidade moderna se concentram no lado sudeste da antiga cidade e deixam apenas 4,04 m2 do lugar original disponíveis para escavações. Em 1927, W. F. Albright, juntamente com H. M. Weiner, investigou o local. Eles fizeram um buraco fundo de teste nas camadas exatamente em cima de um enorme muro da cidade. As descobertas de Albright mostram que foi ali mesmo a “Betel” cananéia e israelita.

Não havia nenhuma característica ou sinal de defesa natural, mas Betel possuía fontes abundantes e situava-se no cruzamento das maiores vias – a via da montanha e a via principal, de Jericó à planície da costa. Por causa dessas vantagens, uma cidade facilmente surgiu ali.

A cidade de Betel foi precedida por outra nessa área, de nome “Ai”, mais ou menos 2,5 km a leste. Embora existam dados arqueológicos que confirmam a fundação de assentamentos tribais já durante o século 14 A.E.C., a conquista de Betel não pode ser fixada com razoável precisão nem o fim do século XIV, nem durante o século XIII A.E.C.

De acordo com a Bíblia, Betel era conhecida anteriormente como “Luz”. A cidade foi conquistada pela Casa de José (Jz 1,22-25) e ocupada novamente pelos israelitas. Betel foi incluída no território de Efraim, tornando-se um lugar sagrado, um centro religioso associado à tradição dos patriarcas. Jeroboão levantou um santuário real (“bamá”) em Betel, como rival do templo de Jerusalém, mas por enquanto não se encontrou nenhum vestígio desse santuário.

Os assírios destruíram a cidade mais ou menos no mesmo período em que Samaria foi destruída, cerca de 721 A.E.C., mas o santuário reviveu ao final do período assírio (II Rs 17,22-41).

Betel escapou à destruição durante a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, mas foi demolida na transição da dominação babilônica para a persa. Contudo, a cidade conseguiu se refazer, existindo durante a época de Esdras.

A cidade de Betel prosperou nos períodos helenístico e romano (recente). Foi a última cidade tomada por Vespasiano antes de sair de Judá para se tornar imperador. Ela continuou prosperando durante o período romano tardio, alcançando seu tamanho máximo no período bizantino. Pouco depois da conquista islâmica, a cidade deixou de existir.

2 - Escavações

As “Escavações Kyle Memorial em Betel” foram conduzidas durante o verão dos anos de 1934, 1954, 1957 e 1960, pelas “Escolas Americanas de Pesquisa Oriental” e pelo “Seminário de Teologia de Pittsburg-Xenia” (atualmente, Seminário de Teologia de Pittsburg). A primeira campanha foi dirigida por W. F. Albright, com assessoria de J. L. Kelso. As outras campanhas foram dirigidas por Kelso. Em 1960, a equipe de escavações descobriu um santuário no topo de uma montanha, a noroeste, sobre uma cordilheira calcária quase nivelada. Várias manchas escuras achadas ali foram testadas e identificadas como sendo de sangue – provavelmente, resultado de sacrifícios. Vestígios de numerosas fogueiras também foram encontrados. O objeto primeiramente localizado foi uma jarra calcolítica, achada numa fenda das rochas. A maioria dos fragmentos era do período do Bronze-Médio. Diretamente acima dessa acrópole, um templo novo foi construído. A leste, havia uma pavimentação de pedra calcária. A construção parece ser da idade do Bronze Médio I, e é provável que tenha sido destruída por um terremoto.

A área que cercava as fontes de água e o santuário era inicialmente um acampamento para pastores de rebanhos. Ela se tornou uma vila por volta do ano 3200 A.E.C. (período calcolítico). O local ficou abandonado durante grande parte da Idade do Bronze Recente (3150-2850 A.E.C.), sendo ocupado novamente entre 2.400-2.200 A.E.C. Mais tarde, foi outra vez abandonado.

Durante a idade do Bronze Médio (2200-2000 A.E.C.), a ocupação contínua do local começou. No Bronze Médio II (2000-1750 A.E.C.), já se percebia um pouco de reconstrução e no Bronze Médio II-B (1750-1550 A.E.C.), a área toda foi fechada com um muro maciço, medindo, aproximadamente, 3,5m de espessura. Várias secções do muro ao norte, sul e oeste foram descobertas. Foi ainda localizada uma parte no muro no lado leste, mas uma rua recentemente pavimentada impediu o progresso das escavações.

Portões também foram encontrados nos extremos nordeste e noroeste, bem como vestígios de portões foram localizados nos muros sul e oeste. O portão do lado noroeste de Betel é sem paralelo. Construído diretamente sobre a acrópole, o portão, em formato de ferradura, era um “rombóide”, com o muro ao norte medindo 14,6m, a leste 9,7m e a oeste 9,2m. Não havia muro ao sul do portão. Ele juntou-se diretamente ao lado noroeste do muro. A espessura mínima dos muros era de 1,5m.

Os batentes do portão estavam em pé e mediam 2m de altura. O chão da área do portão inicialmente haviam sido pavimentados com pedaços chatos e grossos de pedra, mas depois foi consertado. Não havia ante-salas para guardas, mas somente um corredor, indo da soleira até o muro no lado oeste. Ali, o corredor dobrou para o sul e novamente ao leste até a face interna do muro externo de todo conjunto do portão. Novamente dobrou ao sul, passando por uma abertura no muro norte da cidade. O muro está faltando nesse ponto da construção, mas logo dentro dessa área murada, há o que parece ser um santuário, que foi achado a poucos passos do templo da acrópole. O canto desse prédio novo estava descoberto.

O prédio representa uma das melhores construções de pedra da idade do Bronze Médio em toda a Palestina. Dentro do santuário, achavam-se muitos ossos de animais e cerâmicas que incluíam jarras de pedra enfeitadas com temas de serpentes nas bases e alças. Foram também encontradas a perna de um touro e uma coluna de estilo “Hathor”.

Na cidade da idade do Bronze Médio II (2000-1750 A.E.C.), foram encontradas duas fases distintas da construção, separadas em vários lugares por camadas de cinzas. Parece que um pouco antes da conquista da cidade (provavelmente pelos egípcios, em cerca de 1550 A.E.C.), havia um projeto de reconstrução, durante o qual se levantou uma seção nova do muro do lado oeste da cidade. Mas, depois da conquista pelos egípcios, toda essa área ficou em ruínas até o século XIV A.E.C., e então voltou a crescer.

Havia duas fases de ocupação na Idade do Bronze Tardio (1550-1200 A.E.C.). A fase anterior a elas, no século XIII, era de qualidade superior. Casas nobres, da antiga Roma, eram maiores e havia mais pavimentações feitas de laje. Sistemas de esgoto, habilmente desenhados, eram instalados na cidade, representando a fase da mais fina arquitetura na história da cidade. Uma prensa, usada para produzir óleo de oliva, com todas as suas instalações, foi encontrada. Perto dela, uma grande quantia de “zebar”, ou resíduos de oliva.

As cidades israelitas (Idade do Ferro I, 1200-1150 A.E.C.) oferecem um contraste surpreendente em relação às dos cananitas (Bronze Tardio). As casas israelitas são tipo “barracos”, quase caídos, e as cerâmicas são malfeitas, com predomínio de jarras de armazenagem e de cozinha. O templo cananita caiu em desuso e as placas com a imagem de Astarte, tão comuns durante o período cananita, são raramente encontradas.

A Bíblia conta que, sob o comando de Josué, durante a conquista da terra (1240-1235 A.E.C.), Betel foi dada à tribo de Benjamim, mas as escavações mostram que pouco tempo depois, Betel foi novamente tomada por duas vezes. Na primeira vez, provavelmente os cananitas retomaram a cidade depois que a maior parte da tribo de Benjamim foi exterminada. Esse acontecimento deixou Efraim sem uma fortaleza para sua fronteira ao sul. Assim, possivelmente Efraim conseguiu expulsar a população cananita e tomou a cidade de Betel para servir como fortaleza “chave” naquela fronteira (Jz 1,22-26).

Não existe documentação de ocupação filistéia em Betel e a cidade cresceu sob o último dos juízes. Quando Davi fez de Jerusalém a capital da nação, o desenvolvimento de Betel diminuiu. Somente sob o reinado de Jeroboão, Betel tornou-se novamente um centro importante de cultos religiosos. As escavações mostram que Betel não foi destruída na época das guerras fronteiriças entre o Reino de Judá e o Reino de Israel, e a cidade continuou a prosperar.

Um selo, feito de argila, da Arábia do Sul, foi encontrado nas ruínas, do lado de fora do muro da cidade, e data da época do Bronze Médio. Um selo idêntico, de Hadramaut, do século IX A.E.C., indica que relações de comércio existiam entre Betel e a Arábia do Sul, sendo esta, provavelmente, a fonte do incenso.

Perto do fim do período assírio (660-631 A.E.C.), o santuário em Betel foi reconstruído e outra vez a cidade prosperou. Esta prosperidade continuou até o tempo de Nabônides, próximo ao período dos persas. A cidade não foi destruída juntamente com Jerusalém e se tornou uma fonte de estudos de cerâmicas, depois de 587 A.E.C.

Esdras conheceu Betel como uma pequena vila, mas nos tempos helênicos (300 A.E.C.), a cidade gozava de certa proeminência, porém, não como no período do Bronze Tardio. O período helênico tinha duas fases, das quais a mais recente é bem superior em qualidade. Bacchides refortaleceu Betel. O “tumulus Rujm Abu’Ammar”, situado na colina ao leste de Betel, sem dúvida, era obra dele, pois a cerâmica da superfície é do terceiro século A.E.C., do período helênico.

Em algum momento recente da fase romana, o portão nordeste da cidade foi destruído. Uma parte do muro da cidade, adjacente ao portão, foi nivelada e uma casa construída sobre ele. Alicerces de um portão novo desse período também foram achados, perto do antigo portão ao sul da cidade. Dentro das casas, datadas do período romano, não havia nenhum sinal de incêndio.

Tanto Vespasiano quanto Adriano estabeleceram guarnições militares em Betel. Sob os romanos, a população da cidade aumentou de tal forma que, pela primeira vez em sua história, cisternas precisaram ser construídas para aumentar o abastecimento natural de água. Sob os bizantinos, Betel era maior ainda, sendo que uma represa foi completada no vale que ficava abaixo da cidade. Diretamente a leste, existe a rua bizantina mais comprida ainda em uso na Palestina.

Julga-se que em 584 ou 529 da E.C., um portão novo, no lado noroeste, e um muro novo, a leste da cidade, foram feitos com o fim de proteger Betel dos saques dos samaritanos. Também uma igreja bizantina, que hoje é uma mesquita, foi construída e a leste desta, um mosteiro.

Igrejas em honra a Abraão e a Jacó foram levantadas na colina a leste de Betel. Poucas construções dos tempos bizantinos sobreviveram, mas cerâmicas encontradas nos campos das redondezas confirmam que a cidade existia durante toda a época bizantina, desaparecendo pouco depois da invasão da Palestina pelos muçulmanos.

3 - Betel na Bíblia

Betel se tornou importante na Bíblia por ser um santuário associado aos eventos das vidas de Abraão e Jacó. Quando Abraão saiu de Siquém a emigrar para o sul, ele construiu um altar em Betel (Gn 12,8; 13,3). Os primeiros vínculos de Betel são com Jacó e é possível que a entrada de Abraão em Betel seja um detalhe posterior. A fundação do santuário devia ser a grande lenda religiosa que narrava a teofania para Jacó e a ereção de uma estela de pedra (Gn 28,10). A narrativa contém partes das fontes J e E, predominando E. Esse santuário do norte deveria ser objeto de particular atenção nos ambientes da tradição E. De acordo com a narrativa, é Jacó quem deu o nome Betel ao local. Trata-se mais de uma explicação popular do que uma tradição histórica.

Em Gn 35,1-8, que descreve a saída de Jacó de Siquém e sua ida para Betel, encontramos um relato com tom deuteronomista, contra o santuário dos ídolos, que narra a ereção do santuário por Jacó e da dedicação de seu clã a Javé naquele lugar. Gn 35,9-13 contém a narrativa da teofania em Betel. É bem provável que esses textos constituam uma projeção, em um período mais tardio, de práticas de culto próprias do Israel posterior. Ainda assim, não deixam de refletir a importância e antigüidade do santuário. Betel deveria ser um dos locais associados às tradições cultuais de Israel desde os tempos mais antigos.

Betel consta no relato de conquista de Ai (Js 7,2; 8,9.12.17), mas só como ponto de referência geográfico. É bem possível que essa narrativa seja um relato da conquista da própria Betel, pois as escavações revelaram que a ocupação urbana de Betel começou com a destruição de Ai, no período do Bronze Antigo.

Betel consta na lista dos reis derrotados (Js 12,16). Jz 1,22-25 relata a conquista de Betel por parte da casa de José. Nesse texto, a mudança do nome – de Luza para Betel – é ligada a essa conquista. Na divisão das tribos, a cidade se encontra na fronteira entre Efraim e Benjamim, mas no território desta última (Js 16,1; 18,13.22). I Cr 7,28 afirma que Betel era posse de um clã de Efraim. A cidade deve ter passado por diversas mãos. Na narrativa mais tardia de Jz 20,18.26; 21,2, Betel consta como o local da assembléia de todo o Israel. Embora esse texto contenha um traço histórico, ele é de natureza lendária e, por isso, não é possível usá-lo para fixar o percurso dos acontecimentos, nem sua data exata.[2] Mas o fato reflete a importância cultual primitiva de Betel. Através das escavações, percebe-se que a primeira camada foi destruída durante o século 12 A.E.C. e o local ficou abandonado até a fundação da fortaleza de Saul.[3] Betel é compreendida também entre os locais dos quais Samuel era juiz (1Sm 7,16).

Quando Jeroboão erigiu um santuário em Betel, ele não estabeleceu um novo lugar de culto, mas restaurou e conservou o centro antigo (1Rs 12,29-33).

Abias de Judá tomou Betel de Israel (2Cr 13,19). Se essa tradição for autêntica, Judá não deve ter conservado Betel por muito tempo. Betel também foi um centro de atividade profética. Podemos deduzir isso dos diversos episódios relativos aos profetas e centrados em torno de Betel (1Rs 13), bem como da presença, em Betel, dos filhos dos profetas (2Rs 2,2) e da associação de Eliseu a Betel (2Rs 2,23). Betel foi objeto de maldições pronunciadas por Oséias (4,15; 5,8; 10,5) e por Amós (3,14; 4,4; 5,5), que condenavam a imagem do bezerro em Betel. Essas críticas não são específicas, mas tem-se a impressão de que o culto em Betel se tornou supersticioso. Oséias a chama com desprezo de “beit awen”, que quer dizer “casa do pecado, da malvadeza” (4,15; 5,8; 10,5), título depreciativo que também passa pelos livros históricos (Js 7,2; 18,12; 1Sm 13,5; 12,23). A pregação de Amós foi realizada em Betel, “santuário do rei”, até que o profeta foi expulso pelo sacerdote Amasias (Am 7,10ss).

Depois da conquista assíria, Betel foi a residência de um sacerdote israelita, enviado para ensinar aos colonos como “venerar a Javé”, ou seja, o culto a Javé (2Rs 17,28).

O santuário em Betel foi destruído pela reforma de Josias (2Rs 23,15), mas Jr 48,13 fazia referência à vergonha que Israel havia sofrido em Betel, objeto de sua confiança.

Entre os exilados que voltaram de Babilônia, havia homens de Betel (Ed 2,28; Ne 7,32). Betel foi uma das cidades restabelecidas após o exílio (Ne 11,3; Zc 7,2).

4 - Nome de Betel

Com a ajuda de fontes egípcias, torna-se possível explicar a história de vários nomes de lugares importantes desde o início do 2º milênio A.E.C. A maioria desses nomes é de origem semita. Com base na porcentagem decisiva de nomes semitas datados às fontes mais antigas, presume-se que desde os tempos históricos mais antigos, ou seja, do período do Bronze Antigo, quando grande parte dos povoamentos teve seu início, uma língua semita foi usada na Palestina. Havia um período de hiato, porém, em termos de ocupação entre o fim do Período Bronze Antigo e início do Período do Bronze Médio. Em todas as povoações onde há escavações, existem sinais de destruição desse período. Ficaram em ruínas durante muito tempo quando, então, surgiram novos assentamentos no século XX A.E.C. Embora não haja informações mais exatas sobre os nomes de locais do 3º milênio, provavelmente não diferiam muito daqueles do 2º milênio. Nem sempre é possível chegar a interpretações mais conclusivas referentes aos nomes geográficos. A maioria deles se encaixa em uma das várias categorias, como por exemplo: 1. Nomes divinos; 2. Nomes de homens ou clãs; 3. Nomes de regiões geográficas; 4. Características agrícolas; 5. Nomes de animais, etc.

No caso de Betel, o nome se encaixa na categoria de nomes divinos, pois a maioria dos nomes antigos que contém a palavra “beit” (casa) relaciona-se ao templo do/da deus/deusa que emprestou seu nome ao local, isto é, Bet-Dagon, Bet-Horon, Bet-Baal, Bet-Anat, Be-El, etc.[4]

Para os cananeus, Betel foi um santuário dedicado ao deus “El”, um dos mais antigos e maiores deuses daquele povo. A procedência do nome era “beit-el”, ou seja, “Casa de El”. Para os israelitas, El tornou-se simplesmente um dos termos genéricos para Deus. A identificação hebraica desse nome vem da visão de Jacó, de tradição deuteronomista, narrada em Gn 28,10-22. Um nome mais antigo dessa cidade de Betel era “Luza” (Gn 28,19). O nome Betel aparece 71 vezes no AT, que é mais frequente do que qualquer outra cidade além de Jerusalém.

Bibliografia

AHARONI, Yohanan, The Land of the Bible – A Historical Geography. London: Burns and Oates, 1979

AVI-YONA, Michael e STERN, Ephraim (editores). Encyclopedia of Archeological Excavations in the Holy Land. Vol 1, Jerusalém, Massada Press, 1978

FREEDMAN, Davi Noel (editor). Anchor Bible Dictionary. Vol 1, New York, Doubleday, 1992

MAKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. São Paulo: Paulinas, 1984

Anexos

MAPAS

I. Escavações Arqueológicas
II. Mapas que mostram a existência de Betel desde o período das conquistas citadas na Bíblia até o período pós-exílico.

Notas

[1] Veja artigo de Harold Brodsky sobre Betel, in: Davi Noel Freedman (editor), Anchor Bible Dictionary. Vol 1, New York, Doubleday, 1992, p.711

[2] Veja Yohanan Aharoni, The land of the Bible – a historical geography. London: Burns and Oates, 1979, p.266

[3] Idem

[4] Idem, p.108

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