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Séries Perfis #2 – Cilene Victor

A professora Cilene Victor conta sua trajetória como jornalista, professora e comentarista na segunda entrevista da série.

13/04/2018 10h55 - última modificação 13/04/2018 16h00

Vittória Cataldo

O corpo docente é a espinha dorsal de qualquer programa de pós-graduação, tendo os professores como elemento chave no processo de aprendizado. Pensando em conhece-los melhor, a Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional inaugura sua nova série, abordando os perfis dos professores que atuam na Pós-graduação em Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

A professora Camila Escudeiro foi a primeira entrevistada. Abrimos espaço para relatos sobre suas experiências e visões no campo da comunicação. Agora, esse espaço se entende para outras visões e experiências não tão distantes. Desta vez, convidamos Cilene Victor para destacar sua trajetória como jornalista, professora e comentarista.

Nascida no sertão do Piauí, hoje como migrante, Cilene explica como essa trajetória influenciou em sua pesquisa, principalmente pela sua atuação na área de jornalismo científico e ambiental, com o principal foco nas mudanças climáticas sob o viés da ciência e dos saberes. “A minha origem se imprimiu de forma muito efetiva na minha formação e no trabalho que eu escolhi”, relata.

Na área acadêmica, Cilene deu seu passo inicial aqui na UMESP, quando iniciou o mestrado na área de comunicação científica e tecnológica, influenciado pela pretensão de atingir um nível de conhecimento que pudesse promover um melhor diálogo com a comunidade científica.

Foi no doutorado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) que realizou passagens breves por universidades no exterior, e defendeu a primeira tese no Brasil na área de comunicação de riscos ambientais, naturais e tecnológicos. Logo mais se encaminhou para um pós-doutorado na área de concentração Gestão de Riscos Ambientais e Urbanos, pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

Exerce à docência superior com atuação nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, nos quais tem ministrado disciplinas como Teoria da Comunicação, Comunicação Comparada, História da Comunicação, Jornalismo Especializado, Jornalismo Opinativo e Administração de Produtos Editoriais.

Ministra também a disciplina Comunicação e Práticas Sociais na Cultura, na Pós-Graduação, que segundo ela se destaca por trabalhar práticas sociais que conseguem desenhar e acompanhar as mudanças da sociedade. “Trabalhamos as práticas sociais e como essas práticas ocorrem em um cenário de constante mudança e de grandes convulsões sociais, políticas, econômicas e, sobretudo, culturais que essas convulsões por último vão imprimir o curso de todas as outras”, conta ela.

Como jornalista de ciência e meio ambiente, tem atuado como comentarista, colunista de veículos da área e editora de revistas especializadas, como a ‘Com Ciência Ambiental’ (2007-2011) e a ‘Diálogo Brasil Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação’.

Dentro de suas pesquisas, se destaca o projeto no campo dos deslocamentos forçados na América Latina, tendo em um primeiro momento o Brasil, a Colômbia e o Equador como objeto de estudo. Cilene conta que a proposta é trabalhar o jornalismo para tentar reverter esse cenário. “Como que se dá esse processo de deslocamento e o quanto que nós no jornalismo podemos contribuir a partir de um conceito de jornalismo humanitário e de um recurso muito usado na ONU (Organização das Nações Unidas), chamado ‘Media Intervention’, que é exatamente se apropriar dos recursos das possibilidades a mídia para tentar reverter um cenário”.

A professora ainda conta um pouco sobre sua jornada de vida e outras experiências com o jornalismo humanitário. Quer saber mais? Confira o vídeo abaixo:

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