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Empresas prometem vagas ilusórias

Jovens universitários são enganados com promessas de vagas na área em que estudam

12/09/2011 17h23 - última modificação 08/08/2014 13h25

Christiane Arata, Jesielly Fernandes, Livia Canelhas, Vanessa Amaral

 

Milhares de vagas são anunciadas todos os dias e o mercado de comunicação está sempre em busca de jovens aprendizes. Para muitos estudantes, o estágio é o primeiro passo para a construção de uma carreira e as empresas estão se aproveitando disso a fim de atrair pessoas para vagas de telemarketing ou trabalhos administrativos. Isso é mais comum do que se imagina.

A estudante de Relações Públicas da Universidade Metodista, Ana Paula Savordelli, 20, diz que se sentiu frustrada depois de assumir uma vaga enganosa quando começou o estágio, pois se desanimou logo após uns dias ao perceber que não iria exercer nenhuma função relacionada a Relações Públicas e notou que a empresa era muito desorganizada.

Já o aluno, Jonathan Benetti, 20, revela os fatores que o motivaram a permanecer no estágio, “a motivação se deu por conta do ritmo de crescimento da empresa e pelo seu porte. Foi a minha primeira oportunidade ‘envolvendo’ a área e me incentivou de certa forma a enxergar oportunidades em outros departamentos da área de comunicação”.

Nicole Teixeira, 20, conta que o curso de Relações Públicas oferece suporte para trabalhar em diferentes setores. As matérias estudadas abrangem áreas bem distintas, o que possibilita a execução de diferentes funções. Também afirma que apesar de estar atuando em uma área administrativa, seu perfil continua sendo de um relações públicas, pois para ela quanto mais ela trabalha fora da área, mais percebe o quanto quer atuar nela.

Por diversos motivos, estudantes aceitam e assumem uma vaga que não está diretamente relacionada à sua área de estudo, dentre os principais motivos estão, o fator financeiro, o clima organizacional do lugar e o porte da empresa somado ao desejo de conseguir mudar de setor dentro dela.

Já as empresas, muitas vezes, necessitam de mão de obra operacional e administrativa, mas, ao mesmo tempo preferem profissionais que, além do conhecimento técnico, saibam como lidar com os diferentes tipos de públicos e pessoas, o que resulta nos inúmeros anúncios de vagas de Relações Públicas com descrição de cargo não compatível à profissão.

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