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Após três anos da Lei do Estágio entrar em vigor, total de vagas disponíveis volta à normalidade

Em 2008, antes da aprovação da lei, eram 1,1 mil de estagiários. Atualmente, 210 mil vagas foram criadas no Brasil

12/09/2011 17h23 - última modificação 08/08/2014 13h25

Amanda Mayumi, Bruna Damas e Tamara Bonino

 

Segundo informações do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), o número de vagas de estágios ofertadas no Brasil voltou ao patamar de 2007 após três anos da Lei 11.788 entrar em vigor. Somente neste ano, mais de 210 mil vagas foram criadas no Brasil, sendo 170 mil no superior e 40 mil no ensino médio e técnico.

A lei que alterou as relações entre empresas e estagiários causou uma grande queda de vagas de estágio nas empresas. Todos os cursos foram prejudicados, mas os de licenciatura e saúde sofreram maior cautela nas contratações, para reestruturação de documentos, da gestão dos recursos e conscientização dos gestores das empresas.

Algumas exigências da lei causaram receio por parte das empresas, como: a carga horária de seis horas, o recesso remunerado, a diferenciação do estágio obrigatório e não obrigatório, tornando a remuneração e auxílio transporte compulsórios para este último. À medida que a lei foi ficando mais clara para todos, inclusive nas instituições de ensino, tudo voltou à normalidade.

A Central de Estágios da Universidade Metodista de São Paulo, ciente da possibilidade da lei ser aprovada, já discutia com coordenadores de curso e estágio novas medidas para amenizar a queda das vagas. Foram elaborados novos formulários e documentos que foram disponibilizados on-line, buscando facilitar o processo de seleção e contratação de estagiários para as empresas.

Segundo Siméia Hamzem Sathler Guimarães, coordenadora da Central de Estágios da universidade Metodista, “continuamos com a proposta de captação e divulgação de vagas, eventos como a Feira de Oportunidades e contato com as empresas parceiras, buscando dialogar e auxiliar no esclarecimento de dúvidas sobre a nova lei de estágio”.

Consequentemente o mercado brasileiro se abriu com novas possibilidades de trabalho, e o poder aquisitivo da classe baixa e média melhorou. “Hoje, a necessidade é da qualificação de mão de obra, pois em alguns setores faltam candidatos”, afirma Siméia.

O estágio é o primeiro contato do estudante com o mercado de trabalho, é neste momento que o aluno vivencia e coloca em prática tudo o que está aprendendo em sala de aula. Com o estágio, o estudante tem a possibilidade de buscar campos de atuação, pesquisar e se especializar em sua área e, além disso, favorece o networking.

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