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Quase 60% das empresas do ABC paulista têm menos funcionários, indica pesquisa Metodista-Agerh

Levantamento referente a 2014 prenunciava o movimento de baixa econômica deste ano

17/11/2015 19h00 - última modificação 17/11/2015 19h02

Num ano em que o PIB (Produto Interno Bruto) apresentou variação de 0,1% apenas, 2014 já prenunciava cenário desfavorável para emprego e renda no ABC paulista. Pesquisa sobre Indicadores de Gestão de Pessoas na região mostra que, antecipando-se à crise econômica deste 2015, pelo menos 58,3% das empresas no Grande ABC carregaram a bordo 1,4% menos trabalhadores em 2014 frente ao ano anterior. O faturamento médio por colaborador de R$ 280.481,67 -- apesar de 2,36% maior -- não acompanhou a inflação do ano passado de 6,41% do IPCA.

Os dados constam da 16ª edição do levantamento realizado pela AGERH (Associação dos Gestores de Recursos Humanos) e Universidade Metodista de São Paulo por meio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Carreiras, Liderança e Competências (GEPeCLIC) do Programa de Pós-Graduação em Administração. Mesmo com um universo de 12 empresas e 8.230 trabalhadores como referência, a pesquisa é representativa pela diversidade, já que 58,3% são multinacionais e 41,7% brasileiras, que empregam entre 100 e 2.700 funcionários e atuam em serviços, comércio e indústria.

“Sem dúvida o cenário de 2015 vai ser mais negativo diante do que divulgam os institutos pesquisas sobre a atividade empresarial. Mas é importante termos essa visão sequencial e consolidada ano-a-ano da economia regional”, afirma professor Luciano Venelli, da Metodista, acrescentado pelo diretor da AGERH Fábio Henrique de Mello: “São movimentos que passam dia-a-dia nas nossas mãos e que ditam a performance dos gestores de recursos humanos”, disse.

Mulheres líderes

Um dos indicadores confirma o avanço das mulheres no mercado de trabalho: do total dos cargos de liderança, 46,3% são comandados por elas, que já são maioria também na liderança de primeira linha: 55,5% (coordenação, supervisão e baixa gerência). Mas nas chamadas lideranças superiores, as mulheres ainda têm baixa representatividade: são 33,8%. “É uma questão de tempo para esse quadro reverter: 60% dos universitários hoje são mulheres. E estudo agrega valor à profissão”, testemunha professor Venelli, da pós-graduação em Administração da Metodista.

O levantamento é claro nesse sentido. O maior faturamento/ano por colaborador (R$ 519 mil) ficou com a empresa que tem o segundo maior percentual de funcionários com curso superior (35%), enquanto o menor faturamento por colaborador/ano (R$ 40 mil) é da organização com menor percentual de escolaridade universitária (4%). No geral, o curso superior ainda é restrito entre os colaboradores: apenas 17,7%. Destes, somente 3,6% têm especialização e 0,11% mestrado/doutorado.

Mesmo assim, a pesquisa revela que dois-terços das empresas incentivam a formação profissional, concedendo subsídios médios de 30%. Dos investimentos em capacitação, 52% são feitos externamente à empresa e a média é de 27,7% de horas por funcionário.

Pouco treinamento     

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Prof. Venelli: importante visão sequencial sobre o ABC

Como 82,3% têm Ensino Médio completo, as empresas têm forte concentração de pessoal na parte operacional, indica a pesquisa. Assim, o custo com pessoal ficou em 20% do faturamento. Nesse custo estão alguns recortes como 6,18% destinados à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), 0,52% com previdência privada e 0,57% com T&D (Treinamento e Desenvolvimento). “Isso é muito pouco, infelizmente”, avalia professor Luciano Venelli sobre os aportes para treinamento e desenvolvimento.

Sobre a equipe de RH, os profissionais do setor representam 2,4% do total (ou um gestor de pessoas a cada 40 funcionários), 26% estão em administração de pessoal, 19% em treinamento, 16% em cargos de liderança de RH e 14% em segurança e medicina do trabalho, entre as principais funções. Veja a pesquisa completa em
http://portal.metodista.br/posadministracao/gepeclic/relatorio_2015.pdf

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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