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Psicólogo destaca a importância do diálogo na prevenção de suicídio

Atividade fez parte das ações do Setembro Amarelo

13/09/2017 12h19

“Falar sobre suicídio é algo bastante desafiador porque é um tabu, as pessoas não falam a respeito porque é visto como algo vergonhoso, acham que é vergonhoso ter alguém na família que tenha se matado. Mas a gente precisa falar sobre isso”, diz Edimar Otavio Batista da Costa, psicólogo e mestrando em Psicologia da Saúde pela Universidade Metodista de São Paulo.

A palestra "Como lidar com suicídio nos diferentes contextos de atendimento", promovida pela Policlínica para alunos e funcionários, fez parte das atividades do Setembro Amarelo, que é uma campanha que visa à conscientização sobre prevenção do suicídio, estimulando a conversa e o diálogo acerca do tema. 

“Por que foi criado o Setembro Amarelo? Porque nós precisamos falar para que a gente possa ajudar. O silêncio funciona como uma máscara, quanto mais em silêncio a gente fica, menos ajuda. O fato de eu conversar sobre suicídio pode ajudar o outro a não chegar e esse ponto”, explica o profissional.

Entre 2010 e 2015, a região do ABC Paulista registrou alta de 58,9% de casos de suicídio, conforme levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Segundo Costa, uma pessoa se mata a cada 45 minutos no Brasil: “esse é um problema de saúde pública sério. Para cada pessoa que se mata, 11 pessoas tentam sem sucesso e 20% dos que tentam, se não têm ajuda, repetem a tentativa no prazo de um ano”.

Como identificar uma pessoa com pensamentos suicidas?

O psicólogo explica que existem fatos predisponentes e precipitantes, que podem levar uma pessoa à tentativa de suicídio. Alguns fatores predisponentes são: tentativas anteriores, transtornos psicológicos como depressão e bipolaridade, abuso sexual, isolamento social, entre outros. Já alguns dos precipitantes podem ser conflitos relacionais, derrocada financeira, divórcio.

“Todo mundo passa por momentos depressivos, isso é normal, mas eles podem se tornar depressão. Temos que ficar atentos às pessoas que falam que não aguentam mais, que demonstram apatia, muita ansiedade, dificuldade de lidar com amigos, com a família”, destaca.

Como ajudar uma pessoa que apresenta comportamentos suicidas?

“A gente diz na psicologia que a escuta é terapêutica. Então o que nós podemos fazer é nos oferecer para ouvir, para conversar e estimular a procurar ajuda da família e de um profissional. Nós precisamos conversar e entender o que essa pessoa está sentindo”, ressalta.

De acordo com o psicólogo, pelo menos metade das pessoas que se suicidam não buscaram ajuda de um profissional. “A pessoa não consegue externalizar o que está sentindo e quando não consegue, guarda dentro de si e isso precisa sair de alguma forma. Muitas vezes, se externaliza por meio de mutilação e suicídio, o suicídio acontece quando a pessoa se vê no limite. Falar é a melhor solução”.

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