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Sobre uma mulher sem nome

“E estava ali certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava.

Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, porque pensava: "Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada".

Imediatamente cessou sua hemorragia, e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.

No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: "Quem tocou em meu manto? "

Responderam os seus discípulos: "Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: ‘Quem tocou em mim?’”

Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo.

Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade.

Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento". Marcos 5. 25-34

 

Vivendo numa sociedade na qual a mulher não tinha vez, nem voz, sofrendo com aquela hemorragia há anos, sentindo-se discriminada, fraca e, praticamente, sem esperança, a mulher citada no texto encontra, em si, uma pequena gota de fé - palavra tão pequena que, quando vivida, tem o poder de mover montanhas. E foi com fé que ela lutou contra toda dificuldade, preconceito e barreiras até ao ponto de encostar nas vestes de Jesus. Um toque no filho de Deus a transformou e curou.

Uma nova vida começou ali. Surge uma mulher inteira, de cabeça erguida, olhar para frente... E aquela mulher sem nome, porém lembrada na Bíblia, nos ensina que é assim que Deus quer nos ver: inteiras, com saúde integral, vivendo com dignidade.

Nesta semana, temos uma data especial no calendário, o dia 08 de março - Dia Internacional da Mulher. Ter um dia separado, especialmente, para refletirmos sobre a mulher, ainda se faz necessário. Essa data celebra as conquistas políticas, econômicas e sociais das mulheres ao longo dos últimos anos. Mais do que oferecer flores, mensagens e chocolates. Mais do que reconhecer a beleza, a sensibilidade e a delicadeza de algumas mulheres e/ou a garra, a força e heroísmo de muitas outras; mais do que lembrar as mulheres especiais que marcam a nossa vida, esta data convida-nos à conscientização para evitar as desigualdades e violências que as mulheres ainda sofrem.

Este dia desperta nosso desejo de respeito a todas as mulheres e o reconhecimento de que ainda precisamos caminhar mais. Infelizmente, ainda há desigualdades, sim. Há desrespeito com o corpo feminino, há violência falada e praticada diariamente. Basta observarmos as notícias e os números. (Segundo a Secretaria de Segurança, até setembro de 2018, 10810 mulheres foram vítimas). Lamentavelmente, a violência física, psicológica, sexual, econômica e os assédios no trabalho ainda estão muito presentes.

Neste dia, convidamos você a lembrar das mulheres especiais em sua vida, reconhecer e expressar sua gratidão por elas, mas, principalmente, ir além, lembrar das “mulheres sem nome” que sofrem dores no corpo e na alma, que se sentem fracas e sem esperança. Interceda a Deus por elas, pois todas têm todo o direito de vida plena. Denuncie, anuncie, grite, se necessário, mas não seja cúmplice da desigualdade e da violência que cala, sufoca e mata.

Deus criou mulheres e homens para uma vida abundante: “Vá em paz e fique livre do seu sofrimento”.


Um feliz e consciente Dia Internacional da Mulher para todas e todos!

Leia mais:
https://www.geledes.org.br/?s=violencia+contra+mulher

http://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-numeros-a-violencia-contra-a-mulher-brasileira/

Elaine Cezar da Silva
Agente de Pastoral
Pastoral Universitária e Escolar - UMESP/IMS

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