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Família é todos morarem num só coração

“...lembrai-vos do Senhor, grande e temível e lutai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”. (Neemias 4,14b)

Certa ocasião, vi uma mensagem numa rede social, onde os personagens de um antigo desenho animado estavam alegremente sentados em torno de uma mesa contendo a seguinte frase: “Ser família não é todos morarem na mesa casa, é todos morarem no mesmo coração”.

Achei esta definição de família, entre muitas outras que conheço, muito adequada.

É comum agregarmos à nossa família sanguínea pessoas que amamos profundamente, como uma irmã ou irmão; querermos bem a alguém, como a um filho ou filha; adotarmos uma pessoa como um pai ou mãe para nós. Há pessoas que escolhem ou necessitam morar em comunidade/pensão e ao longo de um tempo testemunham: “vivemos como uma família”.

Em todas estas situações, os laços afetivos ligam as pessoas em torno de sentimentos comuns, como a confiança, o aconchego, a segurança, o apoio, a ajuda mútua, a compreensão, o amor. Elementos que todos e todas desejam e esperam de uma família, seja ela formada como for.

Pensando nisso, recordo-me de uma história bíblica que está no livro de Neemias. Ele era um estrangeiro que vivia na cidade de Susã, a aproximadamente 1.600 km de sua Jerusalém. Um hebreu que servia como copeiro do próprio rei Artaxerxes, imperador Persa. Este tinha Neemias como alguém muito próximo, a ponto de reconhecer a tristeza no olhar de seu servo e perguntar: “o que posso fazer para confortá-lo?”

Durante a visita do seu irmão Hanani, Neemias procura saber como estão os outros parentes e os seus amigos. Mas as notícias não são boas: miséria e descaso, muros, portões e casas da cidade foram destruídas e devastadas pelo fogo. Uma população que voltou a terra natal em busca de segurança e recomeço era alvo fácil de inimigos. 

Neemias lamenta muito. Senta para chorar e orar a Deus por aqueles que ele considera “gente de sua casa”.

Sob a misericórdia, autorização e proteção do rei, Neemias deixa sua casa e seu trabalho nos palácios e segue ao encontro daqueles por quem tinha laços consanguíneos, mas também afetivos; por quem ele tinha muito em comum: a origem, a esperança, a história e a fé em um único Deus; com quem ele se identificava: sua família.

O primeiro objetivo era reconstruir os muros da cidade. Ou seja, restaurar a proteção e em seguida as moradias. Diante das primeiras oposições, Neemias respondeu: “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...” (Neemias 2,20).

Neemias administra de um modo muito peculiar a reforma dos imensos muros. Após três dias de avaliação, ele divide as tarefas entre as famílias. Cada pequeno grupo foi responsável por levantar muros ou escadarias, portas ou fechaduras e ferrolhos. Ferramentas e peças para os soldados e a segurança. Famílias de posses ou mais pobres, homens de alta posição política e social e todas as mulheres destas famílias.

De dia ou de noite havia trabalhadores e trabalhadoras se revezando: “Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4,6).

Neemias e todas aquelas pessoas venceram as zombarias dos povos vizinhos aos judeus; as injustiças sociais, obstáculos e dificuldades. Formularam e fortaleceram leis, venceram os seus pecados e seus enganos através da oração e do arrependimento; fizeram novos acordos políticos, reviveram momentos de luto e de muitas alegrias...

Ou seja, se uniram para lutar contra as adversidades, as diferenças e a fraqueza espiritual como uma família.

Poderia ter sido mais fácil para ele manter-se em sua vida anterior e apenas orar ou torcer para aqueles por quem ele sentiu tanto lamento. Mas sua escolha foi tornar aquelas pessoas parte de sua vida, e colocar sua vida a serviço daqueles que ele compreendia serem seus irmãos e irmãs. 

Este exemplo leva-me a pensar que aqueles e aquelas que compõem nossa família, seja por nascimento ou por escolha, criam conosco não só momentos de excelentes lembranças, mas também exigem de nós um compromisso sincero de lealdade.

Que sejamos inspiradas e inspirados, tal como Neemias, a juntar nossas forças àqueles e àquelas que chamamos de família, para que, seja a circunstância que for, nos unamos a fim de concretizar nosso maior desejo: o de ser família de fato.

Que sejamos fortalecidos e fortalecidas por Deus a juntar nossas forças frente aos desafios que a vida exige de nós. Colocando-nos nas brechas para orar, servir e amar. Dispondo-nos a interagir, receber cuidado e carinho. Dividindo espaço, bens, contas, mas também construindo uma vida digna e em comum.

Que Deus abençoe as nossas famílias.

Um abraço,

Amanda de Lima Baptista Leite
Assistente Administrativa/ Pastoral

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