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Exclusão étnica: Índio - um cidadão especial

Rev. Natanael Garcia Marques

Exclusão étnica: Índio - um cidadão especial

Vivemos uma época em que a consciência de que o mundo passa por transformações profundas é cada dia mais forte. Esta realidade provoca em muitas pessoas e grupos sentimentos, sensações e desejos contraditórios, ao mesmo tempo que causa insegurança e medo, potenciadores de apatia e conformismo, como também estimulam a novidade e a esperança, mobilizadores das melhores energias criativas para a construção de um mundo diferente, mais humano e solidário.

Eliminar a invisibilidade social que atinge a população excluída e criar políticas públicas que beneficiem e incluam os diferentes grupos étnicos brasileiros são algumas das bandeiras levantadas pelos movimentos que lutam pela inclusão étnica no Brasil. A preocupação com as desigualdades existentes no País é antiga. A diferente exclusão étnica sofrida pelos negros e índios brasileiros tem sido tema de congressos, simpósios, fóruns nas Universidades e nos movimentos dos excluídos da sociedade.

A inclusão da população marginalizada depende de vontade política do governo, das empresas e da sociedade. O primeiro desafio é liquidar com a hipocrisia da igualdade racial no Brasil. Só depois que admitirmos que os índios e negros estudam menos, ganham salários menores e sofrem preconceito é que poderemos pensar em trabalhar a inclusão étnica nesta sociedade. As políticas públicas existentes não são capazes de alterar o padrão de desigualdade racial. O pré-requisito para a criação de políticas que realmente beneficiem a população excluída depende de corações sensibilizados e indignados com a situação atual.

Helena de Biase, coordenadora de projetos do Departamento de Educação da FUNAI, destacou que os brasileiros tratam o índio de forma romantizada e rotulada. "Para muitos existem dois tipos de índio. O índio puro - que vive na floresta, não usa roupa e se alimenta do que caça – e que merece ajuda humanitária. Já o índio impuro - que mora na cidade e usa roupas de branco - é preguiçoso, vagabundo e interesseiro", denunciou. "Os índios são considerados um estágio primitivo da humanidade. As pessoas acham que quando eles começam a evoluir e a lutar pelos seus direitos, deixam de ser índios".

A exclusão dos povos indígenas está na sua invisibilidade e nestes rótulos errôneos, alertou Helena. "Está mais do que na hora do índio ser visto como um cidadão especial, com cultura própria. Esteja trabalhando na cidade ou caçando na mata, o índio nunca deixa de ser índio". Helena afirmou ainda que as políticas de inclusão devem garantir os direitos dos índios e preservar sua relação com os recursos naturais e de sustentabilidade de suas terras. "As iniciativas devem ser elaboradas respeitando as diferenças culturais e de formação social que apresentam".

Ter um dia para comemorar significa que a sociedade tem consciência da marginalização, da exclusão a que os índios foram e são submetidos. Nós da Pastoral trazemos esse tema em Abril, mês que se comemora O Dia do Índio, para pararmos e refletirmos um pouco sobre o tema. Como temos nos comportados como cidadão e cidadãs diante desse tema? Fica aí essa pergunta.

Bibliografia:

http://www.cidadania-e.com.br

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