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Ressurgindo com Cristo na Cruz

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Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus [...] Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena... ” (Cl. 3,1-5a)

Como muitos pensam, a morte não é o fim da vida, mas, uma fase dela. Na verdade a morte apenas pertence à vida. Diariamente somos desafiados a morrermos a fim de obtermos a conversão e a perfeição em Cristo. É sabido que não pode haver verdadeira conversão para o ser humano se este não aceitar a morte de sua natureza. Uma nova vida só se concretiza em nós se permitirmos que a morte exerça o seu papel em nosso imperfeito ser.

Nenhum de nós por mais compreensível que possa ser, tem facilidade em aceitar a morte nos moldes estabelecidos por Deus. Segundo esses moldes, somos desafiados a morrer diariamente com vistas à perfeição e conseqüente assimilação da imagem divina em nós. Morrer para aquela gama de elementos que nos trazem satisfação momentânea, morrer para as constantes preocupações, morrer para o nosso orgulho, morrer para o mal que os outros nos fazem, morrer para o egoísmo que impera em nossas vidas ainda que não tenhamos motivos para isto, morrer para as dores físicas e emocionais, morrer para as lembranças angustiantes do passado que se tornaram fantasmas e nos perseguem insistentemente.

Se não morremos a cada dia conforme somos orientados pelas Escrituras Sagradas, todos esses motivos se tornarão um amontoado de entulhos que se acumulará até o ponto de nos saturarmos levando-nos ao descaso espiritual, físico, emocional e relacional tanto na dimensão divina como humana. Tornaremos-nos irreconhecíveis, impróprios/as, gente frustrada, de má índole, “cristãos e cristãs” violentos/as, longe da salvação que se efetivou por meio de Jesus Cristo na cruz. Sem esta consciência, a nova vida será apenas um objeto muito, muito distante de ser alcançado por nós.

Para não corrermos o risco de perder a vida e as demais coisas que já alcançamos através de Cristo, somos impelidos a morrer com ações eficazes, isto é, ceder, abrir mão, nos permitir e permitir, reconhecermos que não somos donos de nada e que tudo que usufruímos vem de Deus. Quem vive egoisticamente preservando-se não pode produzir qualquer benefício nem a si mesmo nem aos outros. Certamente uma nova vida em Cristo só existirá como resultado da morte.

A seguir reproduzo a oração de um puritano anônimo datada do século XVII [1] que nos faz refletir sobre essa realidade indissociável da vida cristã. Assim ela expressa:

Quando quiseste me conduzir, eu tomei o controle da minha vida. Quando tu quiseste me governar, eu me dirigi a mim mesmo. Quando tu quiseste cuidar de mim, eu me bastei a mim mesmo. Quando eu devia depender de tuas provisões, eu me abasteci de mim mesmo. Quando eu devia me submeter à tua providência, eu segui o meu desejo. Quando eu devia estudar, amar, honrar e confiar em ti, eu trabalhei para mim mesmo: Eu sou por natureza um idólatra. Senhor, meu maior desejo é levar meu coração de volta a ti. Convença-me que não posso ser meu próprio deus ou me fazer feliz a mim mesmo, nem ser o meu próprio Cristo para restaurar minha alegria. Afasta-me do erro do olhar, da curiosidade do ouvido, da avareza do apetite e da luxúria do coração. Mostre-me que nada destas coisas podem curar uma consciência ferida, sustentar um esqueleto cambaleante, segurar um espírito desviante. Então, leve-me para a cruz e me deixe lá ”.

A cruz é o lugar onde seguramente podemos nos conformar com Cristo em Sua morte. Lá se origina a ressurreição para uma nova vida. A ressurreição de Cristo demarca o triunfo completo da vida. A ressurreição vem nos dizer que o ser humano não nasce para morrer; morre para ressuscitar. A vida possui um sentido que não pode ser tragado pela morte. A morte pertence à vida e não a vida pertence à morte. É pela ressurreição que a nossa esperança marca a sua eterna existência. [2]

Neste tempo de Páscoa sejamos todos e todas abençoados e abençoados pelo Cristo que venceu a morte e nos concedeu a vida.

Rev. Juarez Ferreira de Jesus



  • [1] Extraído do texto “Leve-me para a Cruz e me deixe lá” do Rev. Daniel Rocha – INFORMATIVO CONEXÃO DA IM 3ª RE, ano XVIII, nº 196, março/abril, 2010, pp. 4-5.
  • [2] A Mesa da Palavra, Comentário Litúrgico Ano A. Petrópolis: Vozes, 1982, pp. 205-206.
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