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As Muitas Cores e a Alegria

“Alegrai-vos sempre no Senhor e na sua multiforme graça”

 

                                                                           (Filipenses 4.4; I Pedro.4.10b)

 

Recentemente vivemos um tempo de muitas cores, gingas, alegria, festa, enfim, um tempo da realização do carnaval. Nesse período um grande número de pessoas procurou extravasar em suas emoções, sentimentos e movimentos corporais admiráveis, outras estabeleceram para si  um tempo de merecido descanso, retiros, viagens e isolamento longe do barulho, das músicas, da batucada, pois também é necessário recobrar as energias.

Nesse tempo alucinante de carnaval, dentre os vários elementos que transmitem vivacidade, beleza, excitação e incitação nas pessoas, levando-as a se liberarem física e emocionalmente, dois se destacaram pelo seu encanto e circunstância, mas que nesse contexto têm curta duração. Assim, as muitas cores e a alegria são aspectos expressivos e contagiantes na festa carnavalesca, pois, vivamente inspiraram homens e mulheres de todas as idades que nela estiveram envolvidos direta e indiretamente impulsionando-os a transporem seus limites nem que fosse uma única vez.

No entanto, quando tudo se encerrou, e que chegou ao seu fim, inevitavelmente surgiram as perguntas: o que restou? As muitas cores e a alegria apreciadas e vivenciadas o que deixaram de benéfico e para onde rumaram? E quanto às pessoas que extrapolaram em suas atitudes, no uso exagerado de drogas, álcool, sexo sem prevenção e a imprudência no trânsito tirando a vida de gente inocente? São questões que não requerem de nenhum de nós esforço para serem respondidas certeiramente. Para muitos, os dias subsequentes a esta festa envolvente e efervescente compreendem um resultado estarrecedor de acontecimentos negativos, como arrependimento pelo tempo perdido, remorso, lástimas, angústia, sofrimentos, luto e vazio na alma. Para outros, nada disso importa, senão a diversão, uma maneira de realização pessoal e uma forma “eficiente” de fugir das frustrações diárias.

Nas páginas da Bíblia, encontramos as muitas cores e a alegria de uma vida festiva e composta de satisfação escondidas no Senhor Deus e em Cristo Jesus.

Na língua grega, As muitas cores é o significado da palavra poikilos. Este vocábulo tem ocorrência em Mateus 4.24; Marcos 1.34; Lucas 4.40, para indicar que Jesus curava “várias enfermidades”. Nas Cartas pastorais, para indicar “várias paixões” II Timóteo 3.6; “toda sorte de paixões e prazeres característicos da vida cristã” Tito 3.3. O escritor aos Hebreus utiliza poikilos para descrever os “vários milagres de Deus” Hebreus 2.4; “doutrinas várias e estranhas” Hebreus 13.9. No entanto, existe uma única ocasião no Novo Testamento que Poikilos é usada pelo apóstolo Pedro para delinear o formato da Graça de Deus que é para ele Multiforme (I Pedro 4.10). No grego secular, o termo é utilizado para descrever os objetos naturais como o “brilho multicor da plumagem das aves”, “a qualidade iridescente da pele da cobra” e “o cintilar multicor do granito quando a luz incide sobre ele”. Poikilos também descreve os objetos produzidos por mãos humanas. Aqui significa “lavrado em várias cores, feito com habilidade”. Descreve, por exemplo, um tapete multicolor, um manto ricamente bordado de várias cores, descreve o trabalho em metal, habilmente ornado.

Alegria por sua vez na Septuaginta (Bíblia Versão Grega – Antigo e Novo Testamentos) é agalliaomai, vocábulo que descreve a atitude de “exultar, “regozijar-se grandemente”, “gritar de alegria”. Segundo estas descrições, a alegria é compreendida aqui como a emoção que se apodera do ser humano de maneira integral. Expressa as atitudes públicas e individuais da grata alegria diante de Deus pelos seus feitos em favor de seus filhos e filhas (cf. Salmos 9.14; 16.9; 21.1; 31.7; 35.27; 92.4). Assim, no Antigo Testamento, a alegria expressada nasce da gratidão e da confiança que esses homens e mulheres atribuem ao Deus que está sempre ajudando aos necessitados. A alegria é um elemento permanente, de excelsa grandeza do mundo eterno de Deus. Através dela, Ele irradia e dispensa força àqueles que o buscam, “...a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8.10). No Novo Testamento, a alegria festiva não reside em uma emoção subjetiva de uma pessoa, mas na causa objetiva que enfatiza nessa pessoa a sua total satisfação. Somente Deus possui alegria pura (Filipenses 4.4), portanto completa, mas nos é concedida mediante a nossa relação íntima com Ele. Conforme o apóstolo Paulo, a alegria se baseia na esperança (Romanos 8.17).

Enfim, Poikilos e agalliaomai têm poder de construir em nós as muitas cores e a alegria necessárias para vivermos bem, realizados e, sobretudo, favorecidos pela multiforme graça de Deus.  Não importa se estamos vivendo no ouro dos raios solares da alegria e do sucesso, ou no sombrio da tristeza e da dor; existe, nas muitas cores da graça de Deus, algo que pode combinar-se com a nossa situação. Nenhum de nós, sob hipótese ou justificativa alguma, deve ser proibido de festejar. Ao contrário, temos que festejar sempre, com alegria, vividamente, contanto que seja com coerência e ao lado de quem nos protege e nos ama incondicionalmente. Se temos esse caminho à nossa frente, poderemos corajosamente admirar as muitas cores e experimentar a alegria que preenche o vazio de nossa alma. É sabido então, que buscar nas coisas efêmeras e sem vida a realização de nossos desejos, transtornará veementemente nossas emoções. É preciso termos cuidado com as escolhas que fazemos e caminhos que trilhamos com intuito de conquistarmos a auto-satisfação momentânea. O autor de Provérbios nos informa que alegria “terrena” é transitória e por isto é sempre ameaçada pelos vaivens da vida: depois do riso vem o choro (Provérbios 14.13).

Que Deus, Criador e Sustentador de toda a Criação nos abençoe.

 

Reverendo Juarez Ferreira de Jesus

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