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Carnaval

A palavra carnaval tem origem do latim carnis levale e significa “retirar a carne”, relacionado ao período que antecede a Quaresma (40 dias dedicados à abstinência e jejum que antecede a Páscoa). Sendo assim, especialmente nos países de influência cristã-católica, o período de carnaval refere-se aos três dias que antecedem o suposto sacrifício do prazer.

Ao observar certas culturas da antiguidade, historiadores registraram festas populares, de origem pagã, marcadas pelo período agrícola do hemisfério norte (fim do inverno e início da primavera), relacionadas aos festejos de subversão com inversão de papéis sociais, de valores e de gênero com ênfase nos excessos.

A partir do século II, os doutores da Igreja decidiram condenar tais festejos e considerar como manifestações do Maligno, apontando a participação nestas festas como pecado. O cristianismo combateu tais festas, assimilando no calendário cristão as datas referidas do calendário pagão.

Com a Reforma Protestante (31 de outubro de 1517) o cristianismo europeu se dividiu e algumas ênfases teológicas, marcadas pela Idade Média, foram alteradas. Martinho Lutero protestou contra o carnaval, porém extinguiu as rígidas regras do jejum e abstinência aplicadas na Quaresma. A separação entre Estado e Igreja também marcou a época e, do século XVI em diante, observa-se que o carnaval passou a ser festejado somente em países e regiões de forte influência cristã-católica.

No Brasil, o carnaval começou a partir da cultura e religiosidade dos portugueses e europeus. Com o tempo, foi assimilado e influenciado com as culturas dos povos nativos (indígenas) e dos povos originários da África, que foram escravizados e trazidos para o país. Deste modo, foi estruturada e moldada as diferentes festas e festejos carnavalescos nas diversas regiões e estados brasileiros com suas particularidades.

A intenção da Igreja de controlar a festa nunca conseguiu impedir seu caráter subversivo. Já a sociedade e especialmente as autoridades toleram os exageros, por considerar o carnaval uma festa popular que proporciona o lazer, o divertimento e, principalmente, o controle das frustrações, anseios e reinvindicações sociais da população.

Apesar de todas estas considerações, a sociedade brasileira contemporânea reage de várias maneiras diante da festa popular. Além daqueles que participam diretamente da festa, e daqueles que acompanham por meio da cobertura televisiva, algumas pessoas trabalham neste período, outras ficam em casa, visitam familiares, ou preferem passeios no campo e litoral. Os cristãos praticantes aproveitam a data para a realização de encontros ou retiros com o objetivo de edificação e estudos bíblicos dirigidos.

Tudo isso faz do carnaval uma festa popular inserida na cultura popular brasileira. O nosso desejo é que a informação leve ao conhecimento e que os brasileiros aprendam a valorizar e respeitar a vida como um bem maior da sociedade. A responsabilidade, o conhecimento e a busca da justiça, ética e verdade devem ser aspirações maiores, para evitar o erro de criar motes equivocados que afirmam o Brasil ser “o país do carnaval” ou o “país do futebol”.

Enquanto comunidade universitária, escolar e confessional, podemos contribuir como educadores (as) e formadores de opinião diante dos desafios sociais a fim de trazer um novo sentido e significado para as festas populares e responder aos anseios das novas gerações, e não cair no erro da ignorância e superstição. Reconhecer e respeitar as pessoas e a cultura no cotidiano é o grande desafio para os tempos futuros.

Wesley Cardoso Teixeira – Agente de Pastoral

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