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Dia das Mães vai movimentar 16% menos em gastos com presentes em 2016

PIC realizada pelo Observatório Econômico da Metodista reflete momento econômico do País

28/04/2016 16h30 - última modificação 28/04/2016 17h54

fotospublicas.com (Marcos Santos - USP Imagens)

Consumidores do ABC paulista vão gastar R$ 130 milhões em compras de presentes neste próximo Dia das Mães, volume 16% menor do que os R$ 141 milhões investidos na mesma data em 2015, já deflacionado. O preço médio a pagar por presente é de R$ 157 (ou 31% inferior ao ano passado) e o gasto médio com compras – o que inclui mais de um presente – chega a R$ 211, abaixo dos R$ 264 desembolsados em 215.

Refletindo o momento econômico de desemprego e retração econômica, as famílias do Grande ABC mudaram comportamentos e hábitos de consumo. “Quem está sem emprego gasta menos. Quem continua no mercado de trabalho também revê as prioridades”, aponta o economista Moisés Pais dos Santos, professor da Escola de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo, que divulgou ontem a 5ª PIC (Pesquisa de Intenção de Compras) Dia das Mães. O levantamento é realizado pelo Observatório Econômico da instituição em parceria com as Associações Comerciais e Industriais das sete cidades da região.

Mesmo considerada a segunda data mais importante do calendário dos brasileiros, o Dia das Mães, neste 8 de maio, foi revisto em vários sentidos. As mães serão de fato o foco da comemoração, com 82% dos presentes destinados a elas, contra 54% da média encontrada em 2014 e 2015. Isso porque aqueles que pretendem presentar mais de uma pessoa (incluindo avó, sogra e esposa) desceram para 37%, contra 40% no ano passado.

Com relação ao tipo de presente pretendido, os vestuários despontaram na liderança com 34,5% (eram 29,8% em 2015), seguidos de perfume e cosméticos com 21,9% (contra média de 20% em 2015) e flores com 10% (retomando o patamar de 2014, depois de ter caído média de 8%). Utensílios de cozinha também representaram comportamento importante do consumidor, passando a 4,9% do total da preferência neste ano, contra 2,1% e 4,1% em 2014 e 2015. Trata-se de produto que carrega maior valor agregado, ou seja, tem maior utilidade, o que passou a ser mais bem avaliado pelo consumidor, comenta professor Moisés dos Santos.

Esposas em dobro

Mesmo representando apenas 7% das mulheres a serem presenteados neste 8 de maio, as esposas receberão os artigos mais caros, destacando-se joias/bijuterias com valor médio de R$ 220, o dobro do que será gasto com as mães nesse item (R$ 109) e bem acima dos R$ 80 destinados às sogras.

A Pesquisa de Intenção de Compras de 2016 abrangeu 835 entrevistados abordados nos principais corredores comerciais do ABC paulista, que tem 2,6 milhões de habitantes e é considerado o 5º maior potencial de consumo do País. Cerca de 60% dos pesquisados estão na faixa de renda familiar de 3 a 10 salários mínimos e a idade média foi de 32 anos.

PIB regional

Também ontem o Observatório Econômico da Metodista divulgou o Boletim EconomiABC sobre o comportamento regional do PIB (Produto Interno Bruto), mostrando que o ABC é uma das áreas mais afetadas pela crise dada sua concentração industrial. O desemprego no Grande ABC atingiu em fevereiro deste ano 15,7% da PEA (População Economicamente Ativa), voltando a níveis de mais de 10 anos (2005). Somente na indústria foram suprimidas 40 mil vagas entre 2014-2015.

Para uma inflação acumulada de 10,67% no Brasil e 11,1% na Região Metropolitana de São Paulo em 2015 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA/IBGE), levantamento da Companhia de Abastecimento de Santo André (CRAISA) indica que a cesta básica no ABC subiu para R$ 536 em fevereiro último, 15% mais cara que em fevereiro de 2015.

Já o PIB 2011-2015 projeta crescimento de apenas 0,09%. “Trabalhamos cinco anos para continuar na estaca zero”, lamentou o coordenador do Observatório Econômico, professor Sandro Maskio, cujos últimos estudos projetam retração de 2,7% do PIB da região em 2014 e outra queda de 2,6% em 2015.

Veja integra da PIC Dia das Mães.

Acesse a íntegra do 11º Boletim EconomiABC.

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