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Segundo palestrantes, identidade de um povo é conquistada por meio da democracia

Professoras da Universidade de Coimbra e da PUC participaram de Seminário na Metodista

25/05/2018 14h50 - última modificação 25/05/2018 17h25

Apesar das diferenças entre as culturas europeia e latina, as falhas nos processos democráticos são dificuldades grandes para a construção da identidade e da cidadania dos povos, afirmaram docentes no Seminário "Democracia e Cidadania num Mundo em Transição".

Isabel Maria Freitas Valente e Maria Manuela Tavares Ribeiro, da Universidade de Coimbra, Maria Garcia, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e Maria Cristina Teixeira, coordenadora do curso de Direito da Universidade Metodista de São Paulo, discutiram os “Desafios à Cidadania e à Identidade” durante o evento internacional, levando em conta as experiências da União Europeia e dos países da América Latina.

"Fico pasma quando vejo as emendas constitucionais, quase cem emendas, nenhuma delas submetida à consulta popular. Estão mudando a Constituição e o cidadão não está opinando a respeito. São todas as emendas legais, porque obedecem as formas de fazer emenda, mas nenhuma delas é legítima porque nenhuma passou por consulta popular", diz a Maria Garcia.

Maria Manuela comenta algo semelhante na experiência europeia. Ela diz que existe uma consciência europeia que é inclusiva de identidades múltiplas, de todos os países integrantes. Porém, acredita que ainda existe dificuldade democrática, pois os cidadãos não se sentem incluídos nas decisões tomadas pela União Europeia. 

Em meio às discussões modernas sobre cidadania, as professoras afirmam que é impossível não refletir sobre como a tecnologia da informação tem transformado as dinâmicas, mas Maria Garcia ressalta a importância de manter aspectos conservadores, adequando-se à modernidade. "O Direito tem de regular a vida social, portanto é importante que vá devagar, com muito cuidado. Não podemos esquecer que abaixo e acima da tecnologia encontram-se os fundamentos da nação, do Estado de Direito. O ser humano está acima de todas as tecnologias", complementa.

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