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Robô doméstico, app de eletricidade e vitamina para pets serão incubados na Metodista

Três projetos dão início à Mondó, espaço universitário para auxiliar startups no ABC paulista

07/11/2017 17h40 - última modificação 08/11/2017 17h47

Espaço pode acolher até 20 projetos simultâneos

Um robô smarthome para auxiliar em atividades domésticas, um aplicativo para localização da infraestrutura de energia elétrica no Brasil e um suplemento vitamínico para pets são três projetos que dão o ponta pé inicial na Mondó, incubadora de empresas inaugurada neste 6 de novembro pela Universidade Metodista de São Paulo. O empreendimento vai oferecer espaço de coworking, auxílio tecnológico, gerencial e mercadológico para que startups criem modelos de negócio, estruturem-se e tenham acesso a técnicas, conhecimento e orientação.

O espaço pode abrigar até 20 empresas e já tem parcerias com Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo), Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) e IBM por meio do programa IBM Global Entrepreneur.

“Mais do que espaço físico, vamos oferecer nossa expertise acadêmica, tecnologias e programas de desenvolvimento de empresas”, anunciou um dos coordenadores da Mondó, professor Antero dos Santos Matias.

A incubadora está aberta a projetos e empreendimentos de empresas de todos os portes e ramos de atuação, sejam ideias inovadoras de cunho tecnológico ou de setores tradicionais. Os químicos Valéria Spessotto, Luis Carlos Rocha e Daniel Sanches criaram a Vittapets para desenvolver suplemento de vitaminas para animais domésticos na forma de goma mastigável com sabor. “A absorção pelo organismo é maior e evita o incômodo de empurrar comprimidos pela garganta”, explica Valéria.

Já o aluno de Matemática da Metodista Leonardo Augusto Maldonado desenvolveu o aplicativo “Localize a LT”, ou seja, Linha de Transmissão, voltado a mapear toda a rede de eletricidade no Brasil, desde onde estão as usinas e subestações até linhas de transmissão, algo hoje disperso por sites de inúmeras companhias. “Vai ser muito útil para quem quer montar uma empresa em determinado território ou construir um condomínio residencial”, aponta.

Outro estudante da Metodista, Gustavo Galbiatti, de Engenharia, projetou um smarthome que busca reforçar mecanismos de uma “casa inteligente”. Por exemplo, identificar o consumo de alimentos ou de energia por morador por meio de códigos de identificação.

Impacto positivo

“Estamos abertos a estudantes que muitas vezes desenvolvem um projeto ou TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) interessante e que não têm onde aplicar comercialmente”, afirma professor Antero, ao mostrar a importância das incubadoras e aceleradoras de projetos. Segundo a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), há hoje 369 incubadoras no Brasil ligadas a empresas privadas, poderes públicos e universidades. “Cada incubadora gera pelo menos 9 empregos, impactando positivamente a economia local, outras empresas e os próprios startupeiros”, apontou o professor da Escola de Gestão e Direito da Metodista.

O reitor da Metodista, professor Paulo Borges Campos Jr, enfatizou a importância do envolvimento da academia com a comunidade e parque empresarial. Citou que a Metodista tem especial atenção com a empregabilidade dos alunos, seja na forma de vínculo trabalhista ou de empreendedorismo. “A Mondó vai sem dúvida colaborar para construção dessa empregabilidade a partir da vocação de cada um”, disse.

Líder do programa de startups da IBM, Caroline Dalmolin explicou durante palestra no evento que grandes empresas se aproximam cada vez mais de startups para se reinventarem. A própria IBM, conhecida pelos então pesados hardwares, é hoje uma das líderes em Inteligência Artificial e computação na nuvem. A gigante presta apoio a empresas iniciantes não só com incubadora própria, mas também em parceria com aceleradoras corporativas, como é o caso da Mondó.

Fases de incubação

Por meio de mentoria, treinamentos e espaço físico, a Mondó atuará no desenvolvimento de startups por meio de três fases:

- Concepção (Fase 1): tem a proposta de desenvolver um curso capaz de conferir ao participante a capacidade de criar um modelo de negócios, bem como estruturar a equipe fundadora. Duração: 6 meses
- Incubação (Fase 2): o objetivo é desenvolver um programa de residência que permita ao participante ter acesso a suporte técnico, conhecimento e orientação com foco em tecnologia. No momento da seleção, a empresa deverá apresentar um projeto de pesquisa capaz de comprovar a hipótese a ser estudada, bem como a tecnologia a ser desenvolvida. Duração: 6 meses a 1 ano
- Aceleração (Fase 3): a finalidade é capacitar o participante para a evolução da ideia de um negócio inovador até seu nível de tracionamento, que é quando investidores passam a considerar um empreendimento atrativo o suficiente para fazer aporte de capital. Duração: 6 meses.

A Metodista também lançará futuramente um Fablab, laboratório com equipamentos para prototipação dos projetos. Laboratórios de hardware e eletrônica, de física, geoprocessamento, microbiologia, automação robótica, biodiversidade, entre outros espaços, também estarão à disposição. Novos interessados podem entrar em contato com mondo.incubadora@metodista.br

Também participaram da inauguração do espaço, que está instalado no campus Planalto, Alessandra Holmo, diretora do CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro), Sadao Hayashi, diretor de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo, Claudio Barberini Jr, diretor do CIESP – São Bernardo, além de Paulo Roberto Dias e Marisa Sodré, do Itescs.  Leandro Yanaze, ex-professor da Metodista que ajudou a estruturar a Mondó, também prestigiou o evento, ao lado de outro coordenador da Mondó, professor Cláudio Torres.

Inauguração da Mondó - Incubadora Metodista

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